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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Estudo da HP consegue prever se um tweet será popular, mesmo antes de sua publicação


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Twitter
Será que é possível prever a popularidade de um tweet, mesmo antes dele ser publicado? De acordo com um estudo realizado por cientistas do HP Labs, braço de pesquisa e desenvolvimento da empresa, instalado em Palo Alto, nos Estados Unidos, a resposta é sim. Eles criaram uma técnica capaz de prever, com até 84% de precisão, a popularidade no Twitter de uma matéria jornalística antes mesmo que seja tuitada. Intitulado "A força das notícias na mídia social: previsão de popularidade" (The Pulse of News in Social Media: Forecasting Popularity), o estudo baseia-se em dados de mais de 40 mil notícias publicadas ao longo de nove dias em agosto de 2011.

Estudos prévios da HP Labs mostraram que é possível prever o fluxo e refluxo dos trending topics do Twitter. A equipe, formada pelos pesquisadores Sitaram Asur, Bandari Roja e Huberman Bernardo, se propôs a levar essa capacidade de previsão um passo adiante. Primeiro, queriam reforçar a teoria de que a fonte da notícia é fator determinante na popularidade de uma matéria. Mas também buscavam entender questões fundamentais sobre como os usuários são influenciados a agir, retuitando uma notícia.

Os pesquisadores levaram em consideração quatro fatores para determinar a popularidade de uma matéria:

- A fonte da notícia – quem cria e publica
- A categoria da notícias (por exemplo, negócios, saúde, tecnologia ou esporte)
- Se a linguagem do texto foi emocional ou objetiva
- Se celebridades, marcas famosas ou outras instituições notáveis são mencionadas

A partir daí, a equipe atribuiu a cada notícia uma pontuação para todos os quatro fatores, criando, assim, uma nota final. Finalmente, uma previsão para o número de 'retuítes' que a notícia pode receber é calculada utilizando modelos estatísticos.

No final, o estudo confirma a sabedoria editorial comum: histórias de fontes críveis, que mencionam celebridades e pertencem às categorias mais populares de notícias são mais propensas a gerar comentários no Twitter. A diferença, claro, é que o software da HP automatiza esse processo com precisão.

Por outro lado, a análise mostrou que o tom da notícia, emocional ou objetivo, influenciou muito menos sobre a sua distribuição no Twitter, sugerindo que manchetes sensacionalistas não são capazes de gerar maior propagação que relatos simples.

Clique aqui para conhecer o estudo completo, em inglês.

Artistas e marcas terão contas verificadas no Facebook, segundo site


Reprodução
Facebook
A exemplo do que já faz o Twitter, o Facebook passará a apontar contas reais de celebridades e marcas famosas, segundo reportagem do Techcrunch. A norma doFacebook de manter nomes de nascimento como certificação primária de identidade, contudo, ainda será mantida.

O recurso não terá funcionamento voluntário, ou seja, você não pode simplesmente "pedir" para que oFacebook verifique sua conta. Ao contrário, você deverá ser escolhido e uma notificação será enviada ao seu e-mail. Usuários que receberem o pedido de verificação poderão selecionar um outro nome (como um nome artístico ou pseudônimo, por exemplo) para ser exibido em seu perfil, com o intuito de facilitar o buscador da rede social: por exemplo, Stefani Germanotta poderia manter seu nome de batismo na página "Sobre", mas a exibição principal poderia ser alterada para "Lady Gaga".

Quem for selecionado e quiser verificar sua conta deverá fornecer ao Facebookuma foto de algum documento oficial do governo (a foto do RG ou da carteira de habilitação, no caso do Brasil). Essas informações, no entanto, será deletadas após verificação, por segurança.

Ao contrário do que fazia o Twitter antigamente ou mesmo o Google Plus atualmente, o Facebook não exibirá nenhum selo indicando que aquela é a conta real de alguém famoso. De acordo com o TechCrunch, a rede social aprovará pseudônimos um a um, manualmente, a fim de minimizar a possibilidade de algum "fake" ser verificado como real.

Nova fábrica da Foxconn terá sede em Minas Gerais


Foxconn (Reprodução)
Foxconn
O empresário Eike Batista, dono do grupo EBX, afirmou nesta quarta-feira (15/02), durante evento organizado pelo BTG Pactual para investidores, que a nova fábrica de telas touch screen da Foxconn terá sede em Minas Gerais. O empresário não especificou a cidade, mas afirmou que o investimento previsto é de US$ 2,5 bilhões.

De acordo com o jornal Gazeta do Povo, a EBX e o BNDES, que farão parte do negócio, deverão ter uma participação de 60% no empreendimento. Segundo Eike, os atuais parceiros são o suficiente, mas isto não descarta a entrada de novos investidores.

"Por enquanto, nós (EBX) e a Foxconn estamos tocando esse negócio. O BNDES já disse que quer entrar", afirmou o empresário.

Durante a conferência, Eike também relembrou a conversa que teve no início do mês com o diretor-executivo da Apple, Tim Cook. Segundo ele, o substituto de Steve Jobs está feliz com a parceria entre a EBX e a Foxconn, e diz que já pensa em abrir uma loja no Brasil. A empresa taiwanesa, que está no Brasil desde 2003, possui quatro fábricas no país, produzindo equipamentos para multinacionais como Sony, Nokia e Dell. A nova sede em Minas Gerais não será destinada apenas à Apple.

Você pode controlar os olhos e os movimentos desse novo robô, ao estilo "Avatar"


Reprodução
Telesar V

Uma nova invenção japonesa lembra muito uma tecnologia usada no filme "Avatar", de James Cameron. Trata-se do Telesar V, um robô que pode ter os olhos e os movimentos controlados remotamente pelo usuário.

A única diferença entre o filme e a realidade é que, na ficção, os movimentos eram feitos através de ondas cerebrais. Aqui, o usuário precisa usar uma roupa completa, com luvas, capacete e um colete, para que o controle se torne possível.

Segundo o The Telegraph, as luvas permitem que haja a reprodução do toque e a sensação de temperatura e textura dos objetos. Já no caso dos olhos, o que o robô vê é reproduzido em 3 dimensões no capacete do usuário, dando a impressão de profundidade.

Reprodução

O Telesar V foi criado para explorar situações perigosas, onde um humano não conseguiria chegar, como o desastre da Usina Nuclear de Fukushima em 2011. Assim, pesquisadores, policiais e agentes de resgate podem enviar um robô, mas tendo um ser humano por trás, o que torna as decisões mais rápidas e precisas.

Sho Kamuro, um dos cientistas da equipe, diz: "Quando uso o Telesar e movo minha mãos, eu as vejo transformadas em mãos de robô. E, quando movo minha cabeça, vejo através de uma perspectiva completamente diferente”. Ele explica que a experiência é estranha, pois parece que você é realmente um robô.

Para assistir ao vídeo demonstrativo do Telesar V, clique aqui.

Infográfico mostra que o Brasil já é o 3º país que mais usa o Google+

Google+

O quão grande é o Google+? Para responder a essa pergunta, o Website-Monitoring, site de monitoramento de páginas da web, fez um infográfico que mostra diversos dados sobre a rede social. Entre eles, está a informação de que o Brasil é o 3º país que mais utiliza a rede social, com 5,43% dos usuários. À nossa frente, só estão EUA (31,49%) e Índia (13,69%).

O infográfico também aponta quais são as principais ocupações dos usuários. Os estudantes lideram com 20,01%, seguidos de engenheiros de software, com 2,65%; consultores representam 1,99%; gerentes são 1,72% e fotógrafos, 1,59%.

Entre os usuários, 67% deles são homens e 32% mulheres. De todos eles, 42,06% moram junto com um parceiro, 27,39% afirmam ter um relacionamento "complicado" e 19,29% estão em um relacionamento aberto, segundo oMashable.

As datas importantes para a rede social também aparecem. O dia 14 de julho de 2011 foi marcado pelo alcance de 10 milhões de usuários no Google+. Já o dia 20 de setembro foi o dia em que o cantor Will.i.am, do Black Eyed Peas, fez o primeiro Hangout público. O Google+ chegou a 400 milhões de usuários em 31 de dezembro, ultimo dia do ano.

O botão "+1" é clicado 5 bilhões de vezes por dia. O infográfico também aponta que, em dezembro de 2011, 625 mil novos usuários se inscreviam na rede social a cada dia.

Veja abaixo o infográfico completo com todos os dados curiosos sobre o Google+:

(Clique para ampliar)

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Rumores: Foxconn "obriga" estudantes a estagiar em suas fábricas


Foxconn (Reprodução)
Foxconn
Que a imagem da política de trabalho da Foxconn não é das melhores, isso não é novidade. Mas um novo "segredinho sujo", se confirmado, pode minar ainda mais a reputação da gigantesca montadora chinesa dos gadgets mais cobiçados do mundo, como iPhones, iPads e tantos outros. Segundo informações do site Motherboard, a Foxconn possui o maior programa de estágios do mundo, empregando só nos meses do verão chinês cerca de 180 mil estudantes - tudo para atender à demanda do mercado ocidental.

Usando o jovem Liu Jiang como personagem (o garoto cometeu suicídio ao atirar-se do telhado da fábrica menos de um mês depois de se empregar nela), o Motherboard detalha em reportagem algumas informações do programa de estágios da Foxconn. Segundo o canal, estudantes que arranjam emprego na fábrica deveriam ter moradia, comida e ajuda de custos equivalente à metade do salário de um empregado "efetivo". Entretanto, a realidade é bem mais obscura, pelo que aponta o site: a SACOM (Scholars Against Corporate Misbehavior, uma associação acadêmica que critica a Foxconn) diz que o número de 180 mil estagiários é uma mentira criada pela própria fábrica - o número real seria próximo de 430 mil, ou um terço da mão de obra de 1,3 milhão de empregados da empresa.

A história vai além: estagiários da Foxconn, além de não gozarem dos direitos acima descritos, por vezes devem trabalhar em regime efetivo, mas sem a compensação salarial de um empregado dessa categoria. Ainda segundo o Motherboard, a maior parte dos estagiários da Foxconn são contratados via agências de emprego. No caso da morte do jovem Liu Jiang, por exemplo, a fábrica negou qualquer relação, alegando que, por ele vir por intermédio de recrutadores terceirizados, a Foxconn não era "totalmente responsável" pela manutenção da saúde do estudante.

A matéria completa pode ser vista no aqui (em inglês).

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Método de criptografia usado mundialmente apresenta falha, segundo pesquisa


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Criptografia

Examinando bancos de dados de cerca de 7,1 milhões de chaves de segurança, matemáticos e criptógrafos americanos e europeus descobriram umagrande falha em um sistema de criptografiausado no mundo todo em sites de compras, bancos, e-mails e diversos outros serviços, e que deveria ser extremamente seguro e privado.

O problema é que o sistema pede para os usuários inserirem o resultado de uma conta matemática envolvendo 2 grandes números, usados para gerar a chave e mantidos em segredo. Porém, é essencial que esses 2 grandes números sejam aleatórios.

E foi aí que os pesquisadores descobriram a falha: uma pequena, mas significante porcentagem desses números não é gerada aleatoriamente, comprometendo a segurança. Ao todo, os pesquisadores acharam 27 mil chaves que não oferecem segurança, segundo o jornal americano The New York Times.

"Isso traz um aviso indesejável que mostra a dificuldade da geração de chaves no mundo real. Algumas pessoas acham que 99,8% de segurança é algo bom", diz James P. Hughes, um analista de criptopgrafia do Vale do Silício e que trabalho na pesquisa, explicando que os 0,2% podem representar grandes riscos.

Embora as falhas possam afetar as transições individuais dos usuários, não há nada a ser feito por eles. A mudança tem que vir dos próprios sites, que devem mudar as medidas de segurança em seus sistemas. Para resolverem o problema, as empresas têm de coletar as chaves públicas e remover as informações da internet, tomando atitudes para que não haja vazamento ou roubo desses dados.

Lojas físicas do Google, Microsoft e Amazon: o que elas venderão?


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Lojas físicas de empresas online
Google, Microsoft e Amazonplanejam abrir redes de lojas físicas por todo o mundo. Mas, o que essas empresas devem vender em seus espaços físicos? Para responder a essa pergunta, o site Fast Company fez algumas análises que apontam onde as companhias devem se focar para terem sucesso em suas lojas.

Austin Carr, autor da análise, pega o exemplo da Apple, que ganha bilhões de dólares anualmente em vendas. Se levarmos em conta que a empresa produz hardwares, faz muito sentido ter lojas físicas para a venda de seus produtos. Mas, ela não vende apenas isso. Carr explica que Steve Jobs e Ron Johnson projetaram as lojas para ofertarem um "estilo de vida".

O analista diz ainda que os clientes não entram nas lojas somente por causa dos produtos. Eles vão às Apple Stores para ouvirem música, assistirem filmes e outras funções nos aparelhos expostos. De quebra, a empresa oferta seus iPods, iPhones e iPads. Mais ainda: vendem também softwares como o OS X, iTunes e iCloud, acessórios e experiências, tudo com o design das lojas e envolto na marca da empresa. Essa é a resposta para a pergunta do começo do texto: elas podem vender "experiências", ou "estilo de vida".

O Google, por exemplo, pode muito bem vender smartphones e tablets com o seu Android ou até Chromebooks rodando o Chrome OS. Mas ela não deixará de ser uma companhia da web, explica Austin. Então, o ponto-chave para a empresa é vender sua marca, envolvendo o cliente na atmosfera da empresa e o fazendo entrar em uma experiência que o faça voltar a uma loja física do Google.

Já para a Microsoft, o caso é o mesmo. A empresa pode usar seu espaço físico para vender produtos do Office ou Windows. Mas, também, Austin sugere que a loja seja usada para mostrar aos clientes como é a experiência de se usar o Windows 7 (ou o futuro 8), o Mango, o Kinect, Xbox 360 e seus diversos outros produtos.

O mesmo vale para a Amazon. E, ironicamente, uma crítica feita por William Lynch, CEO da Barnes & Noble, serve como uma espécie de conselho: "Se você comprar um Kindle Fire [da Amazon], tiver uma pergunta e quiser conversar com um expert em pessoa buscando por ajuda, para onde você vai?. Talvez a resposta seja a loja física", conclui.

Google vai transmitir carnaval de Salvador pelo Google+, Orkut e YouTube


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Carnaval 2012
Uma das festas mais populares do país está chegando. Sim, é o carnaval, que reúne milhões de pessoas em vários estados brasileiros para festejar o evento. Se você não vai desfilar em uma escola de samba, ou participar das famosas "marchinhas", a solução pode estar no Google: a empresa anunciou na última segunda-feira (13/02) que vai realizar a cobertura completa do carnaval de Salvador através do Google+, YouTube e Orkut.
Além de transmitir ao vivo as festas pelas ruas da cidade, a companhia vai permitir o acesso a gravações dos shows de todas as bandas que se apresentarem pela capital baiana, como também um aplicativo baseado noGoogle Maps que vai mostrar a localização exata de todos os trios elétricos. Quem estiver comemorando de perto em Salvador, um serviço para Android e iOS vai oferecer informações sobre os horários de blocos e permitir check-ins.
Por fim, será possível interagir com diversos artistas do evento pelas redes sociais Google+ e Orkut, e até enviar perguntas aos grupos musicais nos intervalos dos shows de bandas como Asa de Águia, Harmonia do Samba, Banda Eva e muitas outras. E mais: você poderá conversar com pessoas espalhadas por todo o mundo, que também vão acompanhar a transmissão do carnaval de Salvador, ao vivo.
"Todos os anos, as cidades brasileiras competem para ser o principal destino do país durante o Carnaval. Este ano, estamos trazendo as paisagens, sons e a energia do Carnaval brasileiro direto das ruas de Salvador", afirmou a empresa em seu comunicado.
As transmissões começam nesta quinta-feira (16/02) e vão até a terça-feira (21/02), mas alguns conteúdos já estão disponíveis no canal oficial do YouTube, na comunidade do Orkut e no site +AoVivo do Google+.

CEO do Google é o jovem executivo mais poderoso do mundo


Divulgação
Larry Page
Larry Page, atual CEO do Google, é o executivo com menos de 40 anos mais poderoso do mundo, de acordo com lista divulgada pela revista Forbes.
Page, que assumiu o posto de principal comandante da empresa em abril de 2011, após Eric Schmidt deixar o cargo, administra uma empresa com valor de mercado de US$ 199 bilhões com apenas 38 anos.
Ele ajudou a criar o serviço de buscas em 1998 junto com Sergey Brin. Os dois comandaram juntos a empresa até 2001, quando contrataram Eric Schmidt para o cargo. Em 2011, Schmidt deixou a posição de CEO da empresa e Page assumiu em seu lugar.
O segundo colocado da lista é Andrew Mason, do site de compras coletivas Groupon. Aos 31 anos, ele comanda uma empresa com valor de mercado de US$ 12 bilhões. Em terceiro aparece Kevin Plank, da marca de roupas esportivas Under Armour. Ele tem 39 anos e sua empresa vale US$ 4,27 bilhões.
Para a elaboração da lista, a Forbes não considerou o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, de 27 anos. A justificativa da revista para não incluir Zuckerberg é que a sua empresa não vende ações na bolsa de valores - o que vai mudar a partir de maio, com a oferta pública inicial de ações do Facebook, que deve garantir um valor de mercado de até US$ 100 bilhões para a rede social.

Executivo do MegaUpload consegue liberdade condicional


Megaupload (Divulgação)
Megaupload
Um dos co-fundadores do MegaUpload, Mathias Ortmann, ganhou liberdade condicional em um tribunal na Nova Zelândia nesta quarta-feira (15/02).
Ao todo, foram impostas 17 condições para a liberdade de Ortmann, que não poderá usar a internet durante a sua condicional.
Junto com outros três executivos do MegaUpload, Ortmann foi preso no dia 20 de janeiro em uma mansão alugada na Nova Zelândia e é o terceiro a conseguir liberdade condicional. Ele viverá junto com Finn Batato e Bram van der Kolk enquanto espera a audiência sobre a sua extradição para os Estados Unidos, que deve ocorrer ainda em fevereiro.
O outro executivo que ainda está preso é Kim Schmitz, ou Kim DotCom, o fundador do serviço de downloads, que teve o pedido de condicional negado pela justiça neozelandeza.
Nos Estados Unidos, sete executivos do MegaUpload serão julgados acusados de contribuir para a pirataria virtual com seu serviço de downloads, além de crime organizado e lavagem de dinheiro. Eles são acusados de causar mais de US$ 500 milhões em prejuízos à indústria do entretenimento com o site de compartilhamento de arquivos.

Tim Cook afirma que Apple se preocupa com todos os trabalhadores, inclusive os da Foxconn


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Tim Cook
A Foxconn é uma das principais parceiras da Applepara a fabricação dos seus dispositivos e frequentemente é acusada de não oferecer condições dignas de trabalho para seus funcionários. Na semana passada, a empresa foi até alvo de um protesto virtual por não tratar bem seus trabalhadores, quando seu site foi invadido por um grupo de crackers.
A Apple, que sempre manteve silêncio a respeito das questões envolvendo a parceira comercial, finalmente se posicionou sobre o caso. Ou, pelo menos, o CEO da norte-americana, Tim Cook, deu declarações sobre os problemas da Foxconn, segundo o AllThingsD.
Em uma conferência para o banco de investimentos Goldman Sachs Technology, Cook afirmou que a Apple se preocupa muito com as condições de trabalho. "Nós nos importamos com todos os trabalhadores. Eu gastei muito tempo em fábricas pessoalmente, e não apenas como um executivo. Trabalhei em uma fábrica de papel e em uma de alumínio na Virgínia. Então estamos bastante ligados ao processo de produção e entendemos esses problemas de fabricação. Acreditamos que todos os trabalhadores têm o direito de estar em um ambiente justo e seguro... e os parceiros da Apple precisam aceitar isso para negociar conosco", explicou.
Para Cook, nenhuma empresa na indústria da tecnologia se preocupa mais com as condições de trabalho do que a Apple. "Estamos constanemente observando a cadeia de produção, examinando problemas e consertando-os. Sou incrivelmente orgulhoso do trabalho de nossas equipes nesta área. Elas se focam nos problemas mais complicados e ficam por lá até tudo estar resolvido", continuou.
Por mais que Tim Cook defenda as condições de trabalho, a Foxconn é frequentemente acusada de não respeitá-las. As fábricas da empresa na China já sofreram com uma série de suicídios de funcionários e são acusadas de manter trabalhadores em regime de escravidão.

Rumor: iPad 3 pode ter modelo com tela menor


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iPad
Uma das novidades da nova linha de iPads, que deve ser anunciada em março, é a presença de um tablet com uma tela menor do que a de 9,7 polegadas do dispositivo da Apple.
De acordo com o Wall Street Journal, fontes ligadas a fornecedores da empresa confirmam que a Apple procurou fabricantes de telas para desenvolverem um iPad 3 com uma tela menor e a mesma resolução de 1024x768 do iPad 2.
O novo dispositivo, no modelo com a tela similar à do iPad 2, pode ter uma resolução maior, e um modelo menor sem ser em alta definição serviria para aumentar o portfolio da empresa no mercado de tablets e competir com concorrentes como Samsung e Amazon, que possuem aparelhos com telas de cerca de 7 polegadas e com preços menores do que o iPad 2.
Não é de hoje que a Apple flerta com tablets com telas menores. Steve Jobs, porém, nunca foi muito fã da ideia. Em outubro de 2010, ele afirmou que 9,7 polegadas era o tamanho ideal para um tablet. "É o tamanho mínimo para criar bons aplicativos para tablets", disse o co-fundador da empresa na época.
O anúncio do novo tablet da Apple pode ser feito no dia 7 de março. Rumores aparecem a todo momento com informações diferentes. O tablet pode, além de ter um modelo com tela menor, ser equipado com o processador quad-core A6, acompanhar o assistente pessoal Siri, ter conexão 4G LTE e ser mais fino do que o iPad 2.

Europa e Estados Unidos aprovam compra da Motorola Mobility pelo Google


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Motorola Google
A União Europeia e os Estados Unidos já aprovaram a aquisição daMotorola Mobility peloGoogle e o negócio entre as empresas está bem próximo de ser finalizado. Segundo oUbergizmo, agora resta apenas a aprovação na China, Taiwan e Israel.
A Comissão Europeia deu o aval para a transação na segunda-feira (13/02) e, na terça-feira (14/02), foi a vez do Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovar o negócio. "Após uma revisão da transação proposta, a Divisão Antitruste determinou que a aquisição não deve diminuir a competição", disse o órgão antitruste dos EUA.
Anunciada em agosto, a compra da divisão de tablets e smartphones daMotorola pelo Google vai custar US$ 12,5 bilhões para a gigante das buscas, que, com a aquisição, quer ampliar o portfolio de patentes para fortalecer o sistema móvel Android no mercado.
Os três países que ainda precisam autorizar a aquisição não têm prazo para definir uma posição sobre o negócio.

Os desafios no combate às novas tecnologias de malware


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Segurança online
Colaborador
Paulo Braga*

Até bem pouco tempo atrás, o combate ao software malicioso (malware) se limitava ao controle de vírus, worms, além de alguns tipos de spywares que buscavam entender o comportamento de navegação dos usuários na internet. O principal desafio, até então, era entender a diferença entre vírus e worm, lembrando que o vírus normalmente está associado a uma ação do usuário e depende de um vetor externo de propagação (dentro de um arquivo executável, um arquivo DOC, etc). Já o worm possui a característica de se propagar sozinho pela rede, normalmente através da exploração de uma vulnerabilidade, seja no servidor ou em um equipamento de usuário.

Para que seja possível o bloqueio deste tipo de artefato malicioso é necessária existência de uma assinatura (em antivírus ou regras para os IPS de nova geração) que permita a identificação e bloqueio, de tal forma a impedir a contaminação de um servidor. Aliás, esta é uma das grandes mudanças de paradigma que enfrentamos hoje em dia, onde o servidor não é mais o alvo favorito destes tipos de praga virtual. O que acontece com frequência cada vez maior é a exploração da máquina do usuário, o que chamamos de"client side attacks". Nesse tipo de ataque, o importante é explorar vulnerabilidades existentes no browser do usuário (Internet Explorer, Firefox, etc) ou em aplicações que são instaladas nestes equipamentos (especialmente Flash Player, Adobe Acrobat Reader).

As empresas normalmente se preocupam muito com a aplicação de patches de segurança nos servidores, além da utilização de ferramentas de proteção do perímetro, como Firewall, IPS, Filtro de Conteúdo etc, porém muito pouco é feito para manter atualizados os equipamentos dos usuários. A utilização das ferramentas de segurança aliada a uma correta política de segurança, monitoração constante do ambiente, treinamento da equipe quanto às técnicas de ataque e defesa (sim, isso é fundamental), certamente ajuda muito no combate às diversas pragas virtuais.

É muito importante nunca esquecer os equipamentos que permitem mobilidade (laptops, celulares, tablets) e que, ao mesmo tempo, ampliam o conceito que temos sobre perímetro externo. Uma vez que esses dispositivos móveis estejam fora da rede corporativa, todas as defesas existentes na rede da empresa desaparecem e eles passam a vivenciar um risco bem maior. Exemplos não faltam: equipamentos utilizando redes wi-fi em locais como aeroportos, redes de hotéis, sem contar quando deixamos o filho instalar algum jogo ou baixar algo em redes de Torrent.

Como se já não bastasse a salada de siglas que somos obrigados a memorizar (vírus, worm, spyware, trojan, phishing, etc), agora, ainda temos o "tal" de APT (Advanced Persistent Threat). Um nome novo para técnicas antigas.

A grande diferença do APT em relação ao que já existia é que: ao invés de um email genérico sobre viagra - ou sobre aquele príncipe africano - que precisa da SUA ajuda para retirar a fortuna dele do país, no caso de um APT, temos a utilização de um Spear Phishing. Spear Phishing é um ataque direcionado para o funcionário/usuário que trabalha na empresa-alvo. Uma vez que esse funcionário execute o arquivo ou de alguma maneira contamine a máquina, esse equipamento e a rede da empresa passam a ser controlados remotamente.

Definitivamente, não é difícil elaborar um ataque direcionado. Basta uma procura no Google por @suaempresa.com.br para verificar a quantidade de e-mails que são enviados para grupos de discussão,etc. Alguns anos atrás, em um teste de invasão realizado em um determinado cliente, foi possível identificar um usuário da rede que participava de um grupo de discussão sobre Cristianismo. Não preciso nem dizer qual foi a efetividade de enviar para este usuário um link para fazer download de uma novíssima versão eletrônica da bíblia (devidamente preparado para controle remoto do equipamento da vítima, é claro). Ou seja, basta utilizarmos algum assunto que atraia o interesse deste usuário (funcionário). As chances são quase de 100% de que ele clique ou execute algo.

Para resumir, não existe uma fórmula mágica que permita evitar todos os ataques mencionados, mas certamente podemos elencar algumas recomendações básicas:

1. Monitore, monitore e monitore. Se possível, também monitore. Uma equipe bem treinada e que tenha o ferramental certo de coleta e correlação de logs, certamente poderá identificar anomalias de tráfego na rede, e que podem representar a existência de um APT;
2. Tenha as ferramentas certas: SIEM, IPS, Firewall, Filtro de Conteúdo e AntiSPAM, Antivírus (sim, são úteis e importantes também), AntiMalware (especialmente aquelas que entendem comportamento anômalo);
3. Tenha uma política rígida de gestão de vulnerabilidades. É fundamental manter o ambiente atualizado. Sim, sabemos que existem ataques que exploram as vulnerabilidades 0-day, mas é possível assegurar que representam um universo bem pequeno dos ataques. Ainda existem máquinas que são contaminadas na Internet por culpa do usuário ou da empresa que não aplicaram um simples patch;
4. Equipe treinada é equipe motivada. O assunto Segurança da Informação é bastante abrangente e estimulante. O outro lado é altamente motivado e troca informações o tempo todo. Se sua empresa não pode contar com uma equipe preparada para tal, contrate uma empresa que possa e mantenha um SLA rígido;
5. Nunca negligencie o Endpoint. Antivírus é importante mas não pode ser a única camada de defesa em um desktop/laptop/tablet. Cada vez mais os ataques se utilizam de técnicas que mascaram sua presença e ferramentas que são baseadas somente em assinaturas não podem identificá-las.

*Paulo Braga é engenheiro de segurança da Sourcefire e possui mais de 20 anos de experiência em tecnologia da informação, sendo 12 anos dedicados ao tema Segurança da Informação.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Redes sociais: Entenda as diferenças entre elas e o que cada uma pode fazer por sua empresa



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Redes sociais
Que as redes sociaisexistem nos mais variados tipos, formas, quantidade de usuários e maneiras de uso, já sabemos. Mas, o que cada uma delas pode oferecer para seu negócio? Pensando nisso, a empresa Imbue Marketing criou um infográfico que explica as diferenças entre elas e como cada uma pode ajudar sua empresa.

No infográfico, dados como quantidade e sexo dos usuários, interesses, diferencial e até para que você pode utilizar as redes sociais são mostrados, comparando cada uma delas para você. O Youtube, por exemplo, possui 159 milhões de acessos por mês, sendo 50% de homens e 50% de mulheres. Ele serve para criar vídeos demonstrativos de produtos, documentar o processo de fabricação e até gravar eventos promocionais.

No caso do Facebook, o número é de 800 milhões de usuários. 55% deles são do sexo feminino e 45% do masculino. A rede serve para que sua empresa possa compartilhar novas notícias sobre a indústria, fazer perguntas e conhecer melhor os clientes e até compartilhar o conteúdo que você criou para outras plataformas.

Confira, abaixo, o infográfico completo (clique para ampliar):
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Orkut é passado: os números do Facebook no Brasil


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Facebook Brasil
Não é de hoje que oFacebook tem mostrado a que veio no Brasil. A rede social de Mark Zuckerberg cresceu 300% entre os brasileiros se compararmos com os números de 2008, ano em que o site começou a crescer em todo o mundo.

Hoje, nosso país é a quarta nação em número de usuários ativos, totalizando mais de 37 milhões - perdemos apenas para os Estados Unidos (157 milhões) e para Indonésia e Índia (41 milhões cada) - primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente.

O pessoal do Facebook brasileiro criou um infográfico com dados bem interessantes sobre o crescimento da rede social no país, e o resultado não poderia ser outro: desbancou sites da Microsoft e do Google, inclusive o próprio Orkut, que um dia foi o site de relacionamentos mais acessado pelos brasileiros. Acompanhe as informações abaixo.

(clique na imagem para ampliar)

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Audiência

- 37 milhões de usuários ativos, dos quais 12 milhões utilizam o Facebook por meio de dispositivos móveis
- 51% da população acessa o Facebook todos os dias
- A média de amigos por usuário é de 206 contatos
- 46% dos membros são do público masculino, contra 54% do feminino
- 33% dos usuários têm idade entre 18-24 anos, 29% entre 25-34, 14% entre 35-44, 13% entre 13-17, 7% entre 45-54 e 4% mais de 55 anos

Postagens mensais

- 996 vídeos colocados no site
- 2 milhões de check-ins feitos pelos usuários
- 160 milhões de mensagens nos Murais
- 339 milhões de atualizações de status
- 460 milhões de novas fotos colocadas na rede
- 715 milhões de mensagens enviadas entre os usuários
- 1,6 bilhão de comentários
- 1,6 bilhão de "curtir"

Tempo gasto mensalmente no Facebook e outros sites

- 06:57 horas são gastas e 997 páginas são vistas por cada usuário na rede social, todos os meses
- 04:41 horas são gastas e 203 sites da Microsoft são vistos no mesmo período
- 02:18 horas são gastas e 313 páginas do Google são vistas por mês
- 01:49 horas são gastas e 270 páginas do Orkut são vistas por cada usuário no mês

MIT lança curso universitário online para todo o mundo



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Cursos online
Quem prefere se dedicar aos estudos sem sair de casa, já tem como opção o famoso Instituito de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. A organização anunciou o lançamento de um curso livre para todo o mundo, que pode ser inteiramente acompanhado e avaliado pela internet. Qualquer pessoa do planeta pode se inscrever - inclusive nós, brasileiros!

O projeto online, intitulado MITx, vai oferecer, por enquanto, apenas uma modalidade de aprendizagem, que começa em março. O curso interativo de eletrônica foi projetado para "quebrar barreiras na educação", pois o esquema inovador representa um passo significativo no uso da tecnologia para oferecer aulas de ensino superior.

A universidade não vai exigir dos alunos a necessidade de requisitos de entrada ou experiência em outras instituições. As matérias de estudo e grade horária com notas e aulas serão fornecidas inteiramente online, assim como um laboratório virtual, e-books, discussões na web e vídeos equivalentes a palestras. O esperado é que o curso tenha uma duração de quatro meses (caso se inicie em março), com carga horária de 10 horas por semana. Ao final dos estudos, os alunos recebem um certificado com a marca do MIT.

Para garantir o comprometimento dos alunos virtuais, o MIT fará o código de honra, uma espécie de contrato onde os estudantes em casa garantem que terão um comportamento honesto durante o aprendizado. No futuro, a universidade pretende implementar mecanismos de verificação de identidade e trabalhos facultativos de cada um dos usuários para apontar possíveis plágios.

De acordo com a BBC, embora não existam requisitos iniciais para começar o curso de eletrônica, o professor Anant Agarwal, diretor do laboratório de ciências da computação e inteligência artifical do MIT, afirma que os estudantes precisam ter conhecimento mínimo em matemática e ciências.

Na próxima segunda-feira, os responsáveis pela novidade devem definir como outras modalidades serão colocadas em prática. Isso inclui cursos que hoje são oferecidos no campus da universidade com um modelo feito exclusivamente para a internet. Além disso, o MIT planeja lançar outras disciplinas inteiramente online, como biologia, matemática e física.

Rafael Reif, reitor do MIT, diz que a universidade quer ter essa experiência como uma forma de descobrir o que pode ser entregue aos alunos por meio de cursos ministrados na web, como também acreditar que esse mecanismo de ensino pode ser valioso para a formação de profissionais no futuro. Isso tudo sem contar o despertar para o interesse em estudar no próprio campus da universidade, em Massachusetts, formando um grupo bem maior de estudantes internacionais.

Você consegue mais informações sobre como se inscrever, além de ver a lista dos cursos oferecidos, clicando aqui.

A economia por trás do cybercrime


Vírus
Vírus
Igor Lopes, de Cancun, México*

O número de pragas virtuais não para de crescer em todo o mundo. Estimativas da Kaspersky, empresa de segurança online, apontam que em 2004, 1 novo vírus era descoberto a cada hora. Em 2006, já era 1 novo vírus a cada minuto. Hoje, temos 1 vírus desenvolvido a cada segundo. E ao final de 2012, qual será a realidade do mundo online? Este parece ser um cenário bastante perigoso para nós, que dependemos da Internet em nosso dia a dia, já que especialistas afirmam que 99% desses criminosos só querem uma coisa: o seu dinheiro.

Ainda de acordo com a Kaspersky, o cybercrime chegou a movimentar em torno de 1 trilhão de dólares em 2011. Só para se ter uma ideia, o tsunami no Japão causou um prejuízo de 300 bilhões de dólares aos cofres daquele país. É como se o mundo sofresse a perda de 3 tsunamis por ano, só na internet.

Mas eu não tenho dinheiro. Ainda assim, posso ser vítima?

"É claro! Você pode não ter dinheiro, mas tem amigos. E por que os criminosos não mandariam spam para eles, através de sua lista de emails ou sua rede social, para tentar infectá-los? Algum deles, certamente, terá um troco", alerta Stefan Tanase, pesquisador de segurança da Kaspersky. Esta acaba sendo uma parte importante no trabalho dos criadores de vírus: quanto mais espalharem a praga, mais chances têm de ganhar dinheiro, já que mais pessoas podem cair no golpe. "É uma situação complicada. É como um dragão: corta-se uma cabeça mas nascem outras duas. A pessoa pode desinfectar seu PC, mas já contaminou outros 2. E assim a coisa se espalha", completa.

Tanase afirma que já conheceu vírus que renderam 6 mil dólares por semana para quem o desenvolveu. E as formas de enganar as pessoas são várias. Uma das mais comuns são as mensagens falsas na web, que afirmam que seu PC está contaminado. O usuário inadvertido clica ali, compra o produto falso e tem a sensação de que foi salvo da praga. Na verdade, ao comprar o software falso, ele estava adquirindo um produto sem eficácia alguma, e ainda clicou em um link que pode ser malicioso por si só, abrindo as portas de sua máquina para outros ataques. Hoje, também já existem QR Codes maliciosos, que te direcionam para sites contendo vírus. Há, ainda, os chamados SMS Trojans, que mandam mensagens para "números premium" - aqueles utilizados para venda de serviços via telefone. Dessa forma, a sua conta no final do mês traz valores estranhos, mas, mesmo assim, você paga junto de sua conta do celular. Pronto. Você foi vítima de um golpe virtual sem nem ao menos ter notado.

Cada vez mais fortes

"Quanto mais dinheiro os cibercriminosos ganham, mais verba eles têm para reinvestir em pesquisa. Assim, conseguem criar pragas cada vez mais elaboradas e de difícil detecção", afirma Tanasse. "Já investiguei pragas tão elaboradas que os criminosos programaram para receber, todos os dias pela manhã, um SMS informando a quantidade que arrecadaram no dia anterior! O Koobface rendia 2 milhões de dólares por ano quando foi descoberto", completa.

Os especialistas afirmam que os projetos de vírus estão cada vez mais organizados, com organogramas e diversos profissionais envolvidos. "Eles já provaram que são sem escrúpulos. E se, um dia, uma rede terrorista resolver empregá-los? É preciso ficar de olho", conclui, em um tom apocalíptico.