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sábado, 28 de janeiro de 2012

Carreira em web: só fica offline quem quer


carreira
* Marcelo Loschiavo

Você nem mesmo terminou de ler o título deste artigo e cinco novos blogs foram criados em alguma parte do planeta. Isso mesmo: no mundo virtual, nasce um blog por segundo. No total, estima-se que passou do trilhão o número de sites de internet e até 2012 seremos 2 bilhões de internautas. Esses dados ilustram a velocidade com que a Internet passou a fazer parte e modificou nossas vidas e o próprio mercado de trabalho.

Uma revolução que começou no Brasil há menos de 20 anos e ajudou a criar hábitos, culturas, tecnologias, formas de comunicação e expressão, tendências, necessidades e até profissões. Só para programadores de softwares e desenvolvedores há mais de 70 mil vagas no País e a estimativa é que esse número triplique até 2013.

É preciso pessoal qualificado para cuidar dos lay-outs, da navegabilidade e do conteúdo de todas as páginas de internet, blogs e mídias sociais. Tanto que é inconcebível nos dias de hoje que um site criado há dois, três anos continue igual, sem alteração no seu projeto. Nesse período, mudaram a linguagem de programação, a navegabilidade e a própria forma de o internauta se relacionar com a internet. Enquanto escrevo, novas tecnologias estão sendo desenvolvidas e as que já existem, aperfeiçoadas.

A capacidade de adaptação e a criatividade são alguns dos requisitos para fazer carreira na área. Sem contar a agilidade para acompanhar as ondas que vêm e vão. Hoje vivemos a Web 2.0, amanhã o que vai ser? O Orkut no Brasil foi um fenômeno mundial. Hoje todo mundo quer "curtir" no Facebook. A necessidade de estar sempre atento e atualizado reflete na corrida por cursos, palestras e workshops para tentar antecipar as tendências.

Isso porque em web não existe o "clínico geral". O primeiro passo para tornar-se atraente neste mercado é definir uma área de especialização. Os experts são disputados a peso de ouro. Os salários em web podem começar em R$ 2 mil para estagiários e chegam rápido aos dois dígitos, dependendo do nível de conhecimento do profissional.

Entre as quatro principais profissões do segmento de web atualmente, podemos destacar duas mais conhecidas, como webdesigner e programador ou desenvolvedor. Há ainda o estrategista de conteúdo, que é responsável por maximizar o impacto da comunicação na web, de acordo com o objetivo, e tem uma visão geral, que envolve pesquisa, estratégia editorial, gestão, produção e otimização de conteúdo, além da avaliação de resultados.

A que deve ter uma das maiores demandas é também a mais recente. O analista de mídias sociais surgiu para suprir a necessidade das empresas de se expressarem no mundo virtual por meio das redes sociais, como Twitter, Facebook e YouTube. Sua função é produzir conteúdo e fazer a interface entre a empresa e o cliente.

Muitas empresas já vivem essa realidade. A maioria, porém, não se mexe por receio de abrir o canal e receber reclamações. Parafraseando o inventor norte-americano Benjamin Franklin, que disse que as únicas duas certezas na vida são a morte e os impostos, eu incluiria a terceira: reclamações de consumidores. Saiba que elas virão, independentemente de os canais virtuais existirem ou não.

Há nas redes sociais muitos casos de clientes insatisfeitos ignorados pelos fornecedores, que expuseram seu problema na rede, na forma de vídeos no YouTube, perfis no Twitter ou blogs, criando um movimento negativo gigantesco. Se as companhias tivessem o canal aberto e bem administrado, teriam interagido com o cliente antes de o estrago ser feito. Hoje quem fala na internet grita para multidões.

Abrir esse canal, mantê-lo vivo e dinâmico, tornou-se estratégico, porque ele divulga e vende o produto, tira dúvidas, interage com os consumidores e protege a empresa, com uma característica que vira um diferencial na conquista e fidelização do cliente: a transparência. As empresas não podem mais ignorar a força da internet, o que criará milhares de oportunidades de trabalho.
E você, vai correr o risco de ficar offline?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Facebook pode fechar IPO de US$ 100 bilhões na próxima quarta-feira (01/02)


Reprodução
Facebook
De acordo com informações dos sites dos jornais Wall Street Journal e CNET, o Facebook pode se antecipar e registrar os documentos para sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) já na próxima quarta-feira (01/02). O primeiro passo será a publicação do prospecto da oferta junto ao regulador americano (Securities and Exchange Commission).

Segundo fontes não identificadas, a rede social de Mark Zuckerberg planeja levantar até US$ 10 bilhões, tornando-se assim o sexto maior IPO dos Estados Unidos. O Journal ainda afirma que o banco nova-iorquino de investimento Morgan Stanley deve ser o líder das operações e trabalhar em conjunto com outro banco, o Goldman Sachs. Com o IPO, o valor de mercado da empresa ficaria entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões.

A entrada do Facebook na bolsa de valores vem gerando rumores há anos, e é vista como um divisor de águas na história da companhia. Mark e sua equipe, aliás, pouco falam sobre a oferta inicial de ações.

Na semana passada, notícias apontavam que a empresa estaria preparando o IPO para maio. Contudo, para chegar à bolsa de valores no quinto mês do ano, o Facebook deveria dar entrada nos papéis nos próximos 30 dias, considerando que a Comissão de Segurança e Câmbio norte-americana, em geral, leva cerca de três a quatro meses para analisar e liberar os processos.

Facebook contrata jornalistas e gera rumores no mercado


Reprodução
Notícias
Vários sites americanos estão publicando rumores de que o Facebook tem planos para adicionar um departamento de notícias à sua equipe. No ano passado, Vadim Lavrusik, do Mashable, e Andrew Noyes, do Congress Daily, foram contratados pela rede social e agora, Dan Fletcher, jornalista do Bloomberg, foi a mais nova aquisição. Isso aumentou as especulações sobre uma área de notícias na rede social.

Fletcher seria responsável por selecionar e postar notícias relacionadas à rede social e produtos - algo parecido com o que existe no LinkedIn, com o LinkedIn Today. Na rede social profissional, artigos e notícias relacionados a carreira, gestão e tecnologia são pinçados dos principais sites americanos todos os dias. Caso o Facebook faça algo nos mesmos moldes, podemos esperar uma corrida de veículos online e blogs, disputando uma vaga de parceiro da rede de Zuckerberg.

Steve Jobs e Mark Zuckerberg figuram na lista de Grandes Inventores da História


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Jobs e Zuckerberg
Se te perguntassem os nomes dos maiores inventores da humanidade, quem você mencionaria? No caso de 1010 americanos entrevistados pelo The Lemelson-MIT InvenTeam Initiative, com idades entre 16 e 25 anos, o resultado foi surpreendente, já que alguns grandes inventores da história aparecem ao lado de nomes bastante conhecidos do mundo atual: Steve Jobs, da Apple, e Mark Zuckerberg, do Facebook.

Em 1º lugar, aparece Thomas Edison, com 52% das respostas. Logo em seguida vem Steve Jobs, com 24% das respostas. Alexander Bell e Marie Curie também ocupam a 3a. e 4a. posições da lista, respectivamente. Na 5a. posição, entra Mark Zuckerberg.

E o motivo para que esses dois inventores modernos apareçam na lista é o fato de muitos acharem que suas invenções ajudaram a mudar as nossas vidas. Para se ter uma ideia, 40% dos entrevistados não conseguem imaginar como seria seu dia-a-dia sem um tablet ou smartphone.

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Mas, mesmo tendo facilidade parar nomear grandes inventores, a maioria dos jovens entrevistados pelo MIT não sabe como se tornar um. 45% disseram que suas invenções não tiveram muita atenção na escola. Outros 28% disseram que a educação que recebem não os deixa preparados para entrar no campo da inovação.

Em entrevista para o Mashable, Leigh Estabrooks, diretor de educação do Programa, disse que "há a necessidade de aumentar o engajamento dos estudantes nesses tipos de experiências de inovação, para que tenhamos muitas cabeças inovadoras no futuro".

Mouse wireless é capaz de recarregar sua bateria apenas com o movimento



Leaf Wireless (Divulgação)
Leaf Wireless
A tecnologia wireless, que dispensa o uso de cabos e fios, tem crescido bastante no mercado tecnológico. São teclados, mouses e outros periféricos que se apresentam como uma ótima opção para quem está sempre em viagem ou a trabalho nos mais diversos locais, além do conforto de usar produtos que não "enrolem" entre si ou causem acidentes.

Contudo, a parte chata nisso tudo é que temos de nos lembrar de trocar ou recarregar as baterias desses dispositivos, em especial se você os utiliza constantemente. Pensando em amenizar essa dificuldade, os designers Lu Hairong e Zhang Xuehui desenvolveram o Leaf, um conceito de mouse que é capaz de recarregar sua energia apenas com o movimento aplicado a ele pelos usuários.

De acordo com o Yanko Design, a ideia do aparelho surgiu após os rapazes observarem a quantidade de pilhas que são descartadas no meio ambiente, muitas delas vindas do uso de mouses sem fio. Talvez daí tenha surgido o nome e formato "Leaf", que significa "folha", em português.

Para construir o produto, Hairong e Xuehui usaram a tecnologia da cinética, onde, ao invés do movimento feito com o mouse descarregar sua bateria, ocorre um processo inverso, ou seja, o movimento alimenta o acessório.

Por enquanto, o Leaf ainda é apenas um conceito. Mas, levando em consideração o design do aparelho e seus benefícios sustentáveis, já dá para imaginar um futuro bastante promissor com essa tecnologia.

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Twitter vai bloquear mensagens em determinados lugares


Twitter
A censura online parece não ter fim. Após sites como 4Shared e File Serve mudarem suas políticias virtuais após o fechamento do Megaupload, na semana passada, agora é o Twitter quem se manifestou a respeito de suas regras de conduta na internet.

O microblog começou, por iniciativa própria, a bloquear mensagens em certos países que podem considerá-la ofensiva, apesar de permitir que usuários de outras partes do mundo possam ler o tuíte sem problemas.

Em um post feito no blog oficial da plataforma, o Twitter anunciou que, para continuar sua expansão pelo mundo, teve que escolher entre apagar completamente tuítes, que se tornariam inacessíveis em todas as partes do mundo, ou apenas tirá-los em alguns países. Isso é necessário devido a diferentes leis ao redor do mundo, além da receptividade de certos assuntos em determinados países.

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A ação permite, por exemplo, que mensagens pró-nazismo não sejam mostradas para usuários da Alemanha e França, que censuram esse conteúdo. Porém, usuários de fora desses países poderão ler as mensagens sem problemas.

Além disso, o Twitter afirma que, ao exercer essa tática, o microblog se aproxima ainda mais do respeito. Vale lembrar que o site tem parceria com o ChillingEffects, uma organização transparente que vai registrar e relatar todo e qualquer tweet que for bloqueado.

"Começando hoje, damos a nós mesmos a capacidade de reter conteúdos de alguns usuários de forma reativa em um determinado país, mas mantendo a postagem disponível para o resto do mundo, com base no endereço IP do usuário.", continou.

Essa seria uma maneira de controlar ainda mais as contas dos internautas cadastrados. Apesar da novidade, muitos não a veem com bons olhos. O Twitter se tornou uma ferramenta muito usada para o jornalismo cidadão nas revoltas do Oriente Médio, que tiveram força no ano passado. Sob as novas regras, é possível que manifestações políticas não sejam capazes de usar o microblog, e muitos regimes repressivos, onde o site não está disponível, condena quem se voltar contra os ditadores.

"Um dos nossos valores fundamentais como empresa é defender e respeitar a voz de cada usuário. Tentamos manter o conteúdo até onde e quando podemos, e vamos ser transparentes com todos. Os tweets devem continuar a fluir", concluiu o Twitter.

Pesquisa diz que, em 2016, os Ultrabooks ultrapassarão os tablets


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Ultrabook
Uma pesquisa feita pela empresa inglesa Juniper Research aponta que o mercado dos Ultrabooks deve ultrapassar o dos tablets em 2016.

A Juniper estima que cerca de 180 milhões de Ultrabooks sejam entregues em 2016, principalmente no Ocidente da Europa e América do Norte.

Hoje, já existem no mercado diversos modelos de Ultrabooks. Talvez o mais conhecido seja o MacBook Air, da Apple, que mostra que um dispositivo pode ser fino, elegante, potente e ainda contar com uma bateria de longa duração.

Porém, na pesquisa, a empresa afirma que o "MacBook Air representa o símbolo das oportunidades e desafios para os Ultrabooks. Embora tenha tido uma ótima recepção no mercado, o alto preço do modelo e de outros produtos da Apple fez com que eles continuassem a ser um segmento de nicho". Mas é esperado que esse custo caia nos próximo anos.

Mesmo que os tablets sejam produtos bastante atrativos por sua mobilidade, eles decepcionam muito em suas funções limitadas, como a falta, por exemplo, de um teclado e mouse.

Zuckerberg é "rigido, mas é justo", diz ex-funcionário



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Mark Zuckerberg
Yishan Wong trabalhou no Facebook entre 2005 e 2010 como diretor do departamento de engenharia e deu sua opinião sobre como é trabalhar com Mark Zuckerberg, CEO da rede social. Para ele, o empresário é "rígido, mas justo".

A mensagem está no siteQuora e foi postada em resposta à pergunta: "O Mark Zuckerberg é um CEO autocrático com quem ninguém quer trabalhar? É sofrido trabalhar com ele?". Wong diz que há muitas pessoas que estão felizes em trabalhar ao lado dele, mas também há diversos empregados que acham a tarefa difícil.

Wong descreve Mark como um chefe que não é uma pessoa difícil de se trabalhar se você é uma pessoa que quer conquistar coisas grandes em sua vida. "Mas, se você quer fazer algo rápido para ter tempo de jantar tranquilamente, ele não é o cara para você", explica.

Na resposta, Wong também disse que Mark é um pouco maníaco em fazer com que o Facebook tenha sucesso: "Isso não quer dizer que ele seja uma pessoa perfeita a nível pessoal. É apenas profissionalismo, ele é focado em fazer com que o produto dê certo e possui um limite de tolerância com fragilidades emocionais das pessoas que estão a seu redor na missão", diz.

Ele também comenta que acha "esse nível de exigência pessoal muito necessária para uma pessoa que dirige uma empresa global e que pode mudar o mundo", e completa: "muitos podem não aguentar a pressão". Mark simplesmente não conseguia dar muito acompanhamento emocional a seus funcionários.

Ao que parece, Zuckerberg tem "toques" da Síndrome de Aspenger, por não dar opiniões sobre os conselhos dos funcionários. Wong diz que Mark não diz "oh, tudo bem" ou "entendo!", mas só escuta, "às vezes, olhando para longe de você". Wong estava sozinho com ele em uma sala, uma certa vez, e Mark lhe pediu sua opinião. Ele diz que só dá para saber se ele aprovou ou não a ideia quando uma estratégia muda com base naquilo que você disse.

Facebook começa a processar responsáveis por golpes na rede social


divulgação
Facebook - Segurança
O Facebook quer acabar com o spam dentro da rede social, e para isso se juntou a advogados para começar a entrar com ações contra empresas que tentam enganar usuários do serviço, de acordo com oVentureBeat.

A Adscend Media é a primeira vítima. De acordo com o Facebook, a empresa engana usuários para conseguir que eles forneçam dados pessoais e dinheiro. Duas ações já foram feitas contra a empresa.

A principal prática da Adscend Media, segundo o Facebook, é o "clickjacking". Ela esconde códigos em um link ou em uma imagem e, quando o usuário clica (normalmente em uma chamada para um vídeo estranho ou algum tipo de aplicativo), ele é levado a uma outra página indesejada - e não é só isso, o golpe também faz um post no mural do usuário para tentar enganar outros amigos.

De acordo com um grupo de advogados que está do lado do Facebook, empresas como a Adscend Media conseguem até US$ 1,2 milhão por mês com os golpes.

Temporada de negociação de salários para TI é aberta com reajuste de 7,5% a 9,1%


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Salário
Nesta segunda-feira (23/01) o Sindicato dos Trabalhadores (Sindpd) e o Sindicato dos Empresários (Seprop) chegaram a um acordo com os trabalhadores de TI para aumento de salário. Assim, houve aumento de 7,5% a 9,1% no piso salarial, na 4ª rodada de negociações da campanha.

Essa mudança atinge digitadores, help desks, profissionais com funções administrativas e técnicos de informática. Porém, para os empregados do ramo de office boy, o reajuste foi de 15%. Na realidade, os ganhos reais dos funcionários irão de 1,4 a 3,02%, já que a inflação no período ficou em 6,08%.

Para Antonio Neto, presidente do Sindpd, "o desempenho no setor é excelente", com crescimento de 13%. Para ele, o programa Brasil Maior, que desonerou a folha de pagamento, irá ajudar, já que fará com que as empresas tenham incentivo tributário. "Iniciamos 2012 com o pé direito, mostrando que o país está com a economia aquecida e a TI é um de seus principais motores", afirma.

O PLR (Participação em Lucros e Resultados) e o VR (Vale Refeição) também mudaram. Empresas com mais de 50 funcionários terão 90 dias para começarem a implantar o PLR. As com mais de 100 empregados terão de pagar no mínimo R$10 de VR para cargas horárias de 8 horas - mas a restrição cairá para 50 funcionários em 2013.

A hora extra será de 75% para as 2 primeiras após a jornada normal. Após esse período, o valor é de mais 100% por hora. Aqui, vale uma ressalva: trabalhadores que já têm benefícios maiores não poderão ter esses direitos diminuídos. Os reajustes já valem para janeiro.

Novo transistor da IBM desafia as leis da física


Fonte: Extreme Tech
Transistor
O transistor de silício, com 11 nanômetros, já não é mais o menor do mundo. A IBM revelou hoje um novo modelo de transistor, feito com nanotubos de carbono, que tem apenas 9 nanômetros de tamanho - ou, em uma medida simplificada, 0,000009 milímetros. Mais ainda, o novo transistor pode ser a nova palavra em aumento de desempenho e economia de consumo de energia.

A criação da IBM possui uma frequência de ação que lhe permite trabalhar com voltagens muito baixas - até meio volt - ao mesmo tempo em que é capaz de transportar até quatro vezes mais carga de dados, o que aumenta a qualidade de sinal em aparelhos que fazem uso dessa tecnologia, como smartphones e roteadores.

As empresas de tecnologia, atualmente, estudam formas de viabilizar o carbono como componente principal de transistores, pela sua maior capacidade técnica em relação ao silício, usado atualmente, mas o estudo ainda não está adiantado pois a produção comercial do carbono é complicada

Executivos declaram que Apple sabe do trabalho escravo nas fábricas da Foxconn



Foxconn (Reprodução)
Foxconn
De acordo com uma reportagem publicada nesta quinta-feira (26/01) pelo The New York Times, a Apple, que frequentemente é acusada de trabalho escravo nas fábricas chinesas da Foxconn, afirmou que está ciente dos abusos existentes nas unidades.

As informações foram declaradas por mais de trinta operários atuais ou antigos, além de cerca de seis executivos também atuais ou antigos da empresa da maçã, todos sob condições de anonimato. O texto fala sobre as péssimas e desumanas condições de trabalho nas instalações da Foxconn, na China. Trechos trazem as péssimas condições do ambiente e a agonia de funcionários que sofreram acidentes ou de pessoas que perderam parentes dentro da companhia, como em cenários de explosões e serviços forçados.

"Nós já sabíamos dos abusos de trabalho em algumas fábricas há quatro anos e, mesmo assim, eles ainda estão acontecendo. Por quê? Porque o sistema funciona para nós. Os fornecedores mudariam tudo amanhã se a Apple dissesse não haver outra alternativa", disse um ex-executivo da Apple que, assim como outros citados na matéria, falou sob condição de anonimato devido a acordos de confidencialidade assinados com a companhia.

Outros ex-executivos da maçã dizem que há uma tensão dentro da empresa: uma parte quer melhorar as condições nas fábricas, mas todo o empenho nesse sentido se esgota pela necessidade da entrega rápida de novos produtos e lucros incessantes. O árduo sistema de produção na China tornou possível fazer dispositivos de maneira rápida e surpreendente, e não apenas para a Apple. Outras empresas de tecnologia, como Dell, HP, IBM, Lenovo, Motorola, Nokia, Sony e Toshiba também foram citadas na entrevista.

Ainda segundo a reportagem, menores de idade têm ajudado a construir os produtos da Apple, como iPhones e iPads, e os fornecedores têm descartado resíduos tóxicos de forma inadequada, gerando uma série de infrações já registradas pelas auditorias promovidas pela própria Apple. Contudo, não houve sequer uma solução mais eficaz para o problema. Além disso, os funcionários trabalham horas extras excessivas - e, em alguns casos, sete dias por semana -, e vivem em dormitórios lotados.

Os executivos argumentam que o sistema não é dos melhores, mas que uma possível reforma radical poderia tornar o processo de produção mais lento. As pessoas querem inovações eletrônicas todo ano e isso custa dinheiro. Como a mão de obra na China é mais barata do que em outros locais, o país se tornou o paraíso para que as gigantes da tecnologia produzam seus dispositivos de maneira rápida e a baixo custo.

"A Apple nunca se preocupou com nada além de aumentar a qualidade dos seus produtos e diminuir o custo de produção. O bem-estar dos trabalhadores não faz parte dos interesses da Apple", disse Li Mingqi, que até abril de 2011 trabalhou na administração da Foxconn. Li está processando a taiwanesa por causa da sua demissão. Quando era funcionário, ajudou a gerenciar a fábrica de Chengdu, onde ocorreram explosões.

Em 2010, Steve Jobs falou sobre as relações da empresa com os seus fornecedores, em uma conferência para investidores da indústria. "Acho que a Apple faz um dos melhores trabalhos entre todas as companhias em nossa indústria, e talvez em qualquer setor, ao compreender as condições de trabalho na nossa cadeia de fornecimento. É uma fábrica, mas eles têm restaurantes, cinemas, hospitais e piscinas, e, para uma fábrica, isso é muito bom."

Um ex-executivo da Apple afirmou que "realmente estamos tentando fazer com que as coisas fiquem melhores. Mas a maioria das pessoas ainda ficaria perturbada se visse de onde vem o seu iPhone".

Apple responde

Por meio de uma carta enviada a seus funcionários, Tim Cook, CEO da Apple, rebateu a reportagem do The New York Times. O site 9to5Mac divulgou o documento, que traz afirmações como, por exemplo, a de que a Apple "se preocupa com cada um de seus trabalhadores em toda a cadeia do processo. Qualquer acidente é um problema, e qualquer incidente relacionado a condições de trabalho é motivo de preocupação. Qualquer insinuação de que não nos preocupamos é falsa e ofensiva para nós". Ele ainda afirma que a Apple inspeciona cada vez mais fábricas todos os anos, expandindo cada vez mais a fiscalização para todas as suas fornecedoras. "A gente desconhece qualquer um em nossa indústria que faça tanto quanto nós, em tantos lugares, com tantas pessoas".

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Nova versão do Google Earth tem integração com rede social


Reprodução
Google Earth Oceanos
O Google acaba de lançar uma nova versão do Google Earth. A atualização trará imagens mais fluidas e a interface de pesquisa também mudou.

Fora isso, o serviço também terá integração com a rede social da empresa. A partir de agora, usuários poderão compartilhar imagens dos diversos locais do planeta com seus amigos do Google+.

A empresa também informou que o serviço, agora, traça rotas a pé, de carro e bicicleta, além de apresentarem uma nova maneira de renderizar as imagens para preservar as texturas das paisagens geográficas da Terra.

Para fazer a atualização, clique aqui.

Google ameaçado?


Google Apple
O Google tem lutado contra a ameaça Facebook por algum tempo. Agora, a empresa enfrenta mais uma batalha, desta vez contra a Apple. Em um artigo publicado no site Mashable, Keith Teare, sócio da incubadora Archimedes Labs e CEO do site Just.me, levanta algumas questões importantes sobre uma das empresas mais poderosas da web.

De acordo com o empresário, nas últimas duas semanas os resultados de fechamento de trimestres de algumas empresas mostraram as tendências para este ano, além de reforçarem as necessidades de mudanças no Google, especialmente nas áreas de mobilidade.

O Google viu suas ações declinarem nesta quarta-feira (25/01), passando de US$ 670,25 para US$ 569,49, enquanto a Apple saiu de uma baixa de US$ 363 para US$ 446,66. De acordo com o empresário, a causa do relativo fracasso é que o Google não conseguiu bater o CPC (custo por clique) esperado pelos analistas e o motivo é simples: foi o rápido crescimento do tráfego móvel e o consequente desinteresse por parte de algumas empresas em anúncios do Google.

Segundo Keith, a tendência atual do crescimento do tráfego móvel é o responsável por quase tudo o que acontece no mercado hoje em dia. Consumidores e empresas do mundo todo estão virando as costas para os desktops e notebooks a um ritmo acelerado à medida que adotam os tablets e smartphones. Portanto, a dependência do Google sobre as receitas derivadas de pesquisas na web, provenientes de um navegador, já não são suficientes para garantir seu crescimento.

A Apple, por outro lado, está se aproveitando mais do que nunca desta tendência. As receitas do iPad e iPhone, assim como da App Store, deram à Apple um lucro acima dos US$ 13 bilhões no último trimestre, um número histórico para empresas americanas.

Por tudo isso, o empresário acredita que o foco do Google no Android é necessário, mas ainda assim não será o suficiente para contornar essa situação. O sistema operacional móvel da companhia dá a ela uma plataforma para celulares, mas não compensa o impacto da mudança ocorrida no tráfego da web.

Além de tudo isso, Keith vê o Google ameaçado pelo crescimento da internet social. As mudanças ocorridas no site, relacionadas ao Google+, são a prova disso. O empresário confia que a rede social é um bom começo, especialmente depois que a empresa lançou seu novo sistema de busca, o "Search Plus Your World". Porém, ele afirma que a empresa demorou demais para combater o seu maior adversário. Assim, Keith ressalta: "o momento do Google tomar as rédeas dessa situação é agora!"

Os pássaros vêm aí: Angry Birds será lançado para Facebook dia 14 de fevereiro


Angry Birds (Reprodução)
Angry Birds
O popular game para celular dos pássaros mais famosos e zangados da internet, mais conhecido como Angry Birds, chegará ao Facebook no próximo dia 14 de fevereiro, mesma data em que se comemora o Dia dos Namorados em algumas partes do mundo (Valentine's Day). O anúncio foi feito no Twitter da fabricante do jogo, a Rovio Mobile.

Além da mensagem sobre a estreia dos pássaros na maior rede social do mundo, foi divulgado um vídeo onde se pode ter uma noção de como será o menu do game na nova plataforma - o que não parece apresentar grandes diferenças da versão dos smartphones para o site de Mark Zuckerberg, tanto no visual quanto nos comandos. Não é possível ver como serão implementadas as funções sociais do Facebook no jogo.

Contudo, especula-se que o serviço vai contar com elementos de leaderboards, para jogadores competirem entre si pelas maiores pontuações, e novos power-ups, que poderão ser comprados com dinheiro de verdade. O game em si será gratuito, mas haverá a possibilidade de comprar poderes especiais para melhorar o desempenho, que variam de terremotos ou ganhar pássaros maiores e mais fortes. Isso tudo por US$ 0,99.

A versão que chega para a rede social é o Angry Birds mais tradicional, o primeiro, lançado originalmente para dispositivos iOS, da Apple. Os jogadores lançam pássaros usando um estilingue para tentar derrubar obstáculos de porcos inimigos para que eles desmoronem.

Para celebrar a novidade, a Rovio já abriu um evento no Facebook antecipando o lançamento, convocando todos os fãs da franquia para participar e criar o maior evento já visto no site. Para acessar a página, clique aqui.



Segundo ministro, edital para a entrada do 4G no país será publicado até abril


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Sinais 4G
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, declarou nesta-quinta-feira (26/01) que o edital para o leilão que permitirá a entrada da tecnologia 4G no mercado brasileiro será publicado até abril. A previsão do governo é implantar a nova ferramenta até 2014, a princípio, nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de futebol.

"A principal ação para a Copa do Mundo é a licitação que está sendo preparada para os celulares de quarta geração. Já fizemos a aprovação da minuta do edital, que foi discutido com a presidente Dilma e outros ministros. A Anatel fez a votação semana passada e colocou em consulta pública nesta semana. Queremos publicar o edital para valer em meados de abril", declarou o ministro. Em novembro de 2011, Paulo Bernardo já havia dito em entrevista para o Olhar Digital que o leilão ocorreria até o final de abril.

Vale lembrar que na última quinta-feira (19/01), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a minuta do edital e colocou o tema em consulta pública. Segundo o G1, o objetivo é fazer com que a sociedade possa se manifestar sobre as faixas de radiofrequência, incluindo a de 2,5 GHz a 2,69 Ghz, que permitirá a transmissão mais rápida de dados por celulares e tablets. A Anatel havia informado que o leilão ocorreria em abril, mas a data oficial será divulgada no edital.

O leilão das taxas ocorrerá pelo método tradicional, de maior preço ofertado. Após o leilão, as empresas ganhadoras terão um prazo de 12 meses para a implantação do serviço. Segundo a Anatel, a entrada da banda larga móvel de alta velocidade no país é "importante para a prestação de serviços durante os grandes eventos esportivos a serem realizados no Brasil".

A infraestrutura da Copa está sendo construída pela Telebras, em compromisso com a Fifa, que organiza o evento. Todas as cidades-sede das Copas da Confederações deverão estar atendidas até 31 de maio de 2013, e as sedes e subsedes da Copa do Mundo deverão contar com o 4G até o fim do mesmo ano.

Cidades Digitais

Na avaliação do ministro Paulo Bernardo, a infraestrutura a ser criada para a Copa ajudará ainda projetos como o Cidades Digitais, um programa do governo que prevê informatização de todos os equipamentos públicos e oferta de internet sem fio. Dados indicam que as conexões tiveram alta de 68% em 2011, sendo que na telefonia fixa a alta foi de 22% e na móvel de 99,8%.

"O Ministério das Comunicações está preparando edital para projeto-piloto das Cidades Digitais. Queremos montar algumas, ver como funciona, aperfeiçoar. A nossa expectativa é selecionar 80 localidades no Brasil para testes de funcionamento", afirmou. Ele também disse que a expectativa é que, neste ano, o número de conexões à internet seja ainda maior devido a ações para baratear smartphones e planos de telefonia, para que as pessoas possam acessar a web com mais facilidade.

Internet 4G

O 4G é o nome dado a um conjunto de tecnologias e padrões de transmissão de dados e voz por redes de telefonia celular. O recurso alcança velocidades de até 100 Mbps, uma taxa mais de dez vezes maior do que a máxima obtida atualmente pelo 3G, que é de 7 Mbps. Saiba mais sobre o 4G clicando nos links abaixo:

O 4G está chegando!
4G: Nós testamos!
4G: como está o desenvolvimento da tecnologia no Brasil e no mundo

Em um ano, número de usuários de internet móvel dobra no Brasil


Reprodução
Internet móvel
O mundo móvel está a toda. O número de usuários do serviço dobrou em 2011. Segundo a Agência Brasil, mais de 40 milhões de pessoas adquiriram planos de internet móvel ao longo do ano. Já outras 16 milhões de pessoas adquiriram planos para internet fixa - o que representa um aumento de 22% na base de assinantes desse tipo.

Para Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, "a tendência, este ano, é aumentar ainda mais. As pessoas preferem ter um celular conectado à internet, para acessar de qualquer lugar". Ele explica que o Brasil precisa ter mecanismos para treinar e orientar as pessoas a entrar nesses ambientes com velocidade, barateando planos para smartphones e tablets.

Agora, como prioridade para o governo, está o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga). "É absolutamente importante para o desenvolvimento do país", diz Paulo. O ministro explica que as pessoas têm o direito de acesso à informação, ajudando no processo de educação e difusão da cultura.

Paulo também diz que o dinheiro público não será aplicado no plano, ficando a cargo das empresas o compromisso de ofertar os serviços de internet mais barata.

Motivo da prisão de Kin Dotcom, do Megaupload, poderia ter razões diferentes da divulgada


Ciara (Reprodução)
Ciara (Megaupload)
Para os usuários mais extremistas e contra a pirataria, a notícia do fechamento do Megaupload, na semana passada, parece ter sido bastante animadora. O fim de um dos maiores sites de compartilhamento de arquivos do mundo desencadeou uma série de mudanças em outros endereços similares, como o 4Shared e o File Serve, que alteraram algumas de suas políticas virtuais.

Mas, ao que parece, os planos de Kim Dotcom, fundador do Megaupload e que agora está preso na Nova Zelândia, eram muito maiores. De acordo com oTechCrunch, o site se preparava para lançar a Megabox.com, uma rede para compartilhar músicas que seria concorrente direta da iTunes Store, da Apple, além de desafiar as gravadoras por remunerar artistas em contratos exclusivos.

Com isso, a revelação dos planos de Dotcom e sua equipe aumentou rumores na imprensa especializada de que a operação que derrubou o Megaupload não teve apenas a ver com a pirataria, mas também com o temor da indústria fonográfica sobre a chegada de uma nova concorrência. Houve até uma discussão no site Reddit sobre o assunto, que você pode ver clicando aqui.

Segundo informações não confirmadas, o primeiro relato sobre o serviço apareceu no início de dezembro de 2011, quando o Megabox começou uma bateria de testes e teve sua primeira versão beta. Entre os supostos parceiros e sócios, estavam o 7digial, Gracenot, Rovi e Amazon.

"O grupo Universal sabe que nós vamos competir diretamente com eles por meio de nossa empreitada musical chamada Megabox.com, um site que vai permitir aos artistas vender suas criações diretamente aos consumidores e ficar com 90% das receitas. Temos uma solução chamada Megakey, que vai pagar os artistas até pelo download gratuito de música. O modelo de negócios já foi testado com mais de um milhão de usuários e realmente funciona", explicou o fundador do Megaupload, Dotcom, em dezembro do ano passado.

Isso poderia justificar a existência de um vídeo, publicado no YouTube também em dezembro, que continha depoimentos de vários artistas elogiando o Megaupload, como os pop stars Kanye West, Alicia Keys, Ciara, Will.I.Am (The Black Eyed Peas) e Snoop Dog.

Por não gostar da iniciativa, a Universal conseguiu retirar o vídeo da internet por meio dos filtros de conteúdo do site. Mas, posteriormente, o Google reativou o vídeo, argumentando que a gravadora não tinha direitos autorais sobre ele.



Adeus, Megaupload

Fechado na semana passada pelo FBI sob suspeita de facilitar uma rede de compartilhamento de conteúdo - na maior parte indevido -, o Megaupload teve seu fundador, Kim Dotcom, e outros três executivos da companhia, presos na Nova Zelândia na última sexta-feira (20/01). A acusão alega que o serviço gerou um prejuízo de US$ 500 milhões de dólares aos detentores de diretos autorais de várias companhias.

Vale lembrar que o Megaupload não era famoso apenas entre os internautas, mas também tinha o apoio de celebridades conhecidas e, por mais curioso que pareça, de músicos, que geralmente são vistos como as vítimas da violação das leis antipirataria. Entre os exemplos estão nomes como Kim Kardashian e os cantores Alicia Keys e Kanye West, que inclusive gravaram um vídeo de apoio à empresa, mas que foi retirado do ar pelas gravadoras.

O fechamento do serviço de compartilhamento gerou a revolta de muitos grupos virtuais. O mais famoso deles foi o Anonymous, que iniciou uma série de ataques na noite da última quinta-feira (19/01) a sites como RIAA (Record Industry Association of America) e MPAA (Motion Picture Association of America), US Copyright Office, Warner Music Group, Warner Bros Shop, MGM, Ministry of Justice of New Zealand e até mesmo o do FBI.

Telefonia IP: Muito além do VoIP


telefone
*Por Sergio Henrique Meireles

Visualize um cenário em que os colaboradores de uma empresa podem levar o ramal do telefone corporativo em seus smartphones pessoais podendo falar, via 3G, sem utilizar a linha celular. Ou, pense em um sistema Telecom em que é possível saber se a pessoa com quem você deseja falar está com a linha ocupada, dando a opção de enviar um recado via chat no celular.

Além disso, imagine ser convocado para uma reunião justamente em um horário que você não pode se deslocar, mas, mesmo assim você consegue ver, falar e colaborar documentos com os demais participantes via videoconferência em um tablet. Todas estas funcionalidades trariam redução de custos e aumento de produtividade às empresas, mas será que já temos toda esta tecnologia disponível?

A resposta é sim, atualmente tudo isso é possível, pois nossa tecnologia já evoluiu o suficiente para atender a estas demandas.

Retrocedendo para a década de 80, quando a demanda por telefonia no Brasil estava no ápice, grandes condomínios residenciais, agiam como empresas e tinham de compartilhar linhas telefônicas em um PABX para ratear o custo e atender a todos, pois linhas telefônicas fixas eram escassas e caras, inclusive o indivíduo recebia ações da Telebrás como moeda de troca, com a justificativa que estava financiando a instalação do parque telefônico no país.

Em 90, quando houve a migração das plataformas analógicas de telefonia para digital (CPA) e os PABX passaram a ser processados por microprocessadores como um PC, o investimento necessário para renovar o parque instalado nas operadoras e nas empresas fez com que os custos com telefonia explodissem, o budget destinado aos custos com telefonia tinha muita importância no orçamento das empresas, sem falar nos custos com celulares que vieram na sequência. Neste momento o mercado começou a buscar alternativas mais viáveis, daí surgiram as primeiras experiências com telefonia IP.

Empresas começaram a oferecer o serviço de voz sobre internet e adaptações eram feitas com ATAs para interligar o PABX corporativo no link de internet e ser possível se comunicar com menor custo, e surgiu também a possibilidade de falar pelo MSN e o SKYPE. Muitas empresas aderiram, mas em pouco tempo voltaram atrás, pois a qualidade e disponibilidade deixavam muito a desejar. Só pessoas físicas foram em frente utilizando estes serviços, e este movimento não motivou as operadoras a reduzirem seus custos para os clientes.

Com o passar do tempo o Skype e o MSN ganharam volume extraordinário e novos protocolos de compressão foram desenvolvidos, o que melhorou sensivelmente a qualidade de voz sobre IP e despertou novamente o interesse corporativo. Subitamente não era mais necessário criar uma infraestrutura de rede para telefonia e outra para dados: o mesmo cabo que conecta o telefone conecta o PC, com apenas um ponto de rede sob a mesa do colaborador. As equipes internas de telefonia e informática puderam se fundir a um mesmo grupo que cuida dos servidores de dados e telefonia.

Um novo grupo de empresas apoiadas por investidores surge oferecendo novamente VoIP no mercado, mas desta vez com o produto mais maduro, trazendo melhor qualidade e custos menores na década de 2000. Aí sim as grandes operadoras percebem e, para não perder mercado, passam a conceder descontos para seus principais clientes não migrarem para telefonia IP.

O mercado passa a clamar por telefonia IP dentro das carriers, mas elas não respondem, pois seus produtos são muito lucrativos e insistem em manter a política de telefonia tradicional com links R2 de 30 linhas ou pares de fios analógicos. Mas o inevitável aconteceu: as menores, mais ágeis, com menor custo e com um nível suficiente de qualidade começam a tomar uma parte significativa do mercado e ameaçam as gigantes do mercado de Telecom.

Finalmente, algumas grandes operadoras saem na frente e cedem, criando novas empresas, ou estabelecem segmentos para oferecer VoIP ao mercado com menor custo.

Estamos iniciando uma nova década, e assistimos empresas de tecnologia lançarem produtos inusitados, enquanto operadoras de Telecom prometem custo fixo e liberdade total em ligações telefônicas e tráfego de dados sem limite. A convergência é uma realidade inexorável; agora precisamos de dedos mais longos e ágeis, pois não temos mais só o controle remoto da TV para clicar ou tocar. Tudo tende a ser touch e carregará em si as aplicações que o cliente escolher porque precisa ou deseja.

Texto, voz, imagem, localizadores e outros integram Smart TVs que ganharam acesso à internet; automóveis incorporam os recursos de text to speech para ler suas mensagens SMS. Essa crescente do mundo VoIP, entre outras aplicações do unified massaging já trouxe alguns movimentos de mercado, como a compra do Skype pela Microsoft, com o objetivo de integrar a ferramenta junto ao Outlook no Xbox, o console de jogos de Microsoft. Outro exemplo foi o Google, que comprou a Motorola mobility para conseguir harmonia entre seu sistema operacional Android e um celular que será produzido especificamente para ele.

A convergência destas tecnologias representa maior conforto para o usuário, porém, uma coisa muito importante que não podemos deixar de compreender é que Skype, Google Talk, MSN ou Facebook, ou mesmo o smartphone possui um sistema operacional, com aplicativos diversos e que se comunica com outros dispositivos, e principalmente, carregam informações particulares potencialmente valiosas. Diante disto, o recomendado é que empresas não utilizem estas ferramentas "grátis" indiscriminadamente, para não expor suas ações e estratégias.

O ideal é que contratem empresas especializadas em telefonia IP, videoconferência e demais aplicações que façam projetos e que tragam segurança e alta disponibilidade. Hoje é possível aproveitar seu parque instalado de telecomunicações, introduzindo alguns elementos na rede que transformarão sua topologia para telefonia IP, com custos de investimento rapidamente retornáveis pela redução de custos que proporcionam. Os produtos VoIP podem ser locados a preços que variam no mercado entre 3% a 7% do valor global de venda, dependendo do período contratado. Assim, se a empresa tem uma conta telefônica que gira em torno de R$ 10.000,00/mês, é possível reduzir em 40% a conta, locando equipamentos e aplicativos por cerca de R$ 2.000,00/mês.

O conceito de virtualização de aplicações também já é uma realidade. É possível colocar nos servidores das empresas aplicações como ramal em celulares, por exemplo, sem introduzir nenhum hardware, em muitos casos. Muitas vezes basta um simples gateway entre seu PABX e a Internet para que sua empresa possa se comunicar com ramais e PABX remotos ou celulares e tablets 3G sem custo adicional, além do que já é pago pelo link de internet.

Essas são algumas ferramentas para serem utilizadas na busca do aumento de produtividade que o conceito de unified messaging pode trazer. Interessante, não? Mais feliz ainda ficará seu diretor financeiro quando perceber que não precisará aumentar seu plano de pacotes de minutos. Na verdade poderá reduzi-lo, pois precisará apenas que o departamento de TI encomende um projeto de otimização de recursos.

*Sergio Henrique Meireles é consultor da Seal Telecom, empresa especializada em projetos e implantação de sistemas convergentes para comunicação presencial e a distância, sistemas de sonorização, videoconferência, câmeras de segurança, telefonia IP e rede wireless.