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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Método de criptografia usado mundialmente apresenta falha, segundo pesquisa


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Criptografia

Examinando bancos de dados de cerca de 7,1 milhões de chaves de segurança, matemáticos e criptógrafos americanos e europeus descobriram umagrande falha em um sistema de criptografiausado no mundo todo em sites de compras, bancos, e-mails e diversos outros serviços, e que deveria ser extremamente seguro e privado.

O problema é que o sistema pede para os usuários inserirem o resultado de uma conta matemática envolvendo 2 grandes números, usados para gerar a chave e mantidos em segredo. Porém, é essencial que esses 2 grandes números sejam aleatórios.

E foi aí que os pesquisadores descobriram a falha: uma pequena, mas significante porcentagem desses números não é gerada aleatoriamente, comprometendo a segurança. Ao todo, os pesquisadores acharam 27 mil chaves que não oferecem segurança, segundo o jornal americano The New York Times.

"Isso traz um aviso indesejável que mostra a dificuldade da geração de chaves no mundo real. Algumas pessoas acham que 99,8% de segurança é algo bom", diz James P. Hughes, um analista de criptopgrafia do Vale do Silício e que trabalho na pesquisa, explicando que os 0,2% podem representar grandes riscos.

Embora as falhas possam afetar as transições individuais dos usuários, não há nada a ser feito por eles. A mudança tem que vir dos próprios sites, que devem mudar as medidas de segurança em seus sistemas. Para resolverem o problema, as empresas têm de coletar as chaves públicas e remover as informações da internet, tomando atitudes para que não haja vazamento ou roubo desses dados.

Lojas físicas do Google, Microsoft e Amazon: o que elas venderão?


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Lojas físicas de empresas online
Google, Microsoft e Amazonplanejam abrir redes de lojas físicas por todo o mundo. Mas, o que essas empresas devem vender em seus espaços físicos? Para responder a essa pergunta, o site Fast Company fez algumas análises que apontam onde as companhias devem se focar para terem sucesso em suas lojas.

Austin Carr, autor da análise, pega o exemplo da Apple, que ganha bilhões de dólares anualmente em vendas. Se levarmos em conta que a empresa produz hardwares, faz muito sentido ter lojas físicas para a venda de seus produtos. Mas, ela não vende apenas isso. Carr explica que Steve Jobs e Ron Johnson projetaram as lojas para ofertarem um "estilo de vida".

O analista diz ainda que os clientes não entram nas lojas somente por causa dos produtos. Eles vão às Apple Stores para ouvirem música, assistirem filmes e outras funções nos aparelhos expostos. De quebra, a empresa oferta seus iPods, iPhones e iPads. Mais ainda: vendem também softwares como o OS X, iTunes e iCloud, acessórios e experiências, tudo com o design das lojas e envolto na marca da empresa. Essa é a resposta para a pergunta do começo do texto: elas podem vender "experiências", ou "estilo de vida".

O Google, por exemplo, pode muito bem vender smartphones e tablets com o seu Android ou até Chromebooks rodando o Chrome OS. Mas ela não deixará de ser uma companhia da web, explica Austin. Então, o ponto-chave para a empresa é vender sua marca, envolvendo o cliente na atmosfera da empresa e o fazendo entrar em uma experiência que o faça voltar a uma loja física do Google.

Já para a Microsoft, o caso é o mesmo. A empresa pode usar seu espaço físico para vender produtos do Office ou Windows. Mas, também, Austin sugere que a loja seja usada para mostrar aos clientes como é a experiência de se usar o Windows 7 (ou o futuro 8), o Mango, o Kinect, Xbox 360 e seus diversos outros produtos.

O mesmo vale para a Amazon. E, ironicamente, uma crítica feita por William Lynch, CEO da Barnes & Noble, serve como uma espécie de conselho: "Se você comprar um Kindle Fire [da Amazon], tiver uma pergunta e quiser conversar com um expert em pessoa buscando por ajuda, para onde você vai?. Talvez a resposta seja a loja física", conclui.

Google vai transmitir carnaval de Salvador pelo Google+, Orkut e YouTube


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Carnaval 2012
Uma das festas mais populares do país está chegando. Sim, é o carnaval, que reúne milhões de pessoas em vários estados brasileiros para festejar o evento. Se você não vai desfilar em uma escola de samba, ou participar das famosas "marchinhas", a solução pode estar no Google: a empresa anunciou na última segunda-feira (13/02) que vai realizar a cobertura completa do carnaval de Salvador através do Google+, YouTube e Orkut.
Além de transmitir ao vivo as festas pelas ruas da cidade, a companhia vai permitir o acesso a gravações dos shows de todas as bandas que se apresentarem pela capital baiana, como também um aplicativo baseado noGoogle Maps que vai mostrar a localização exata de todos os trios elétricos. Quem estiver comemorando de perto em Salvador, um serviço para Android e iOS vai oferecer informações sobre os horários de blocos e permitir check-ins.
Por fim, será possível interagir com diversos artistas do evento pelas redes sociais Google+ e Orkut, e até enviar perguntas aos grupos musicais nos intervalos dos shows de bandas como Asa de Águia, Harmonia do Samba, Banda Eva e muitas outras. E mais: você poderá conversar com pessoas espalhadas por todo o mundo, que também vão acompanhar a transmissão do carnaval de Salvador, ao vivo.
"Todos os anos, as cidades brasileiras competem para ser o principal destino do país durante o Carnaval. Este ano, estamos trazendo as paisagens, sons e a energia do Carnaval brasileiro direto das ruas de Salvador", afirmou a empresa em seu comunicado.
As transmissões começam nesta quinta-feira (16/02) e vão até a terça-feira (21/02), mas alguns conteúdos já estão disponíveis no canal oficial do YouTube, na comunidade do Orkut e no site +AoVivo do Google+.

CEO do Google é o jovem executivo mais poderoso do mundo


Divulgação
Larry Page
Larry Page, atual CEO do Google, é o executivo com menos de 40 anos mais poderoso do mundo, de acordo com lista divulgada pela revista Forbes.
Page, que assumiu o posto de principal comandante da empresa em abril de 2011, após Eric Schmidt deixar o cargo, administra uma empresa com valor de mercado de US$ 199 bilhões com apenas 38 anos.
Ele ajudou a criar o serviço de buscas em 1998 junto com Sergey Brin. Os dois comandaram juntos a empresa até 2001, quando contrataram Eric Schmidt para o cargo. Em 2011, Schmidt deixou a posição de CEO da empresa e Page assumiu em seu lugar.
O segundo colocado da lista é Andrew Mason, do site de compras coletivas Groupon. Aos 31 anos, ele comanda uma empresa com valor de mercado de US$ 12 bilhões. Em terceiro aparece Kevin Plank, da marca de roupas esportivas Under Armour. Ele tem 39 anos e sua empresa vale US$ 4,27 bilhões.
Para a elaboração da lista, a Forbes não considerou o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, de 27 anos. A justificativa da revista para não incluir Zuckerberg é que a sua empresa não vende ações na bolsa de valores - o que vai mudar a partir de maio, com a oferta pública inicial de ações do Facebook, que deve garantir um valor de mercado de até US$ 100 bilhões para a rede social.

Executivo do MegaUpload consegue liberdade condicional


Megaupload (Divulgação)
Megaupload
Um dos co-fundadores do MegaUpload, Mathias Ortmann, ganhou liberdade condicional em um tribunal na Nova Zelândia nesta quarta-feira (15/02).
Ao todo, foram impostas 17 condições para a liberdade de Ortmann, que não poderá usar a internet durante a sua condicional.
Junto com outros três executivos do MegaUpload, Ortmann foi preso no dia 20 de janeiro em uma mansão alugada na Nova Zelândia e é o terceiro a conseguir liberdade condicional. Ele viverá junto com Finn Batato e Bram van der Kolk enquanto espera a audiência sobre a sua extradição para os Estados Unidos, que deve ocorrer ainda em fevereiro.
O outro executivo que ainda está preso é Kim Schmitz, ou Kim DotCom, o fundador do serviço de downloads, que teve o pedido de condicional negado pela justiça neozelandeza.
Nos Estados Unidos, sete executivos do MegaUpload serão julgados acusados de contribuir para a pirataria virtual com seu serviço de downloads, além de crime organizado e lavagem de dinheiro. Eles são acusados de causar mais de US$ 500 milhões em prejuízos à indústria do entretenimento com o site de compartilhamento de arquivos.

Tim Cook afirma que Apple se preocupa com todos os trabalhadores, inclusive os da Foxconn


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Tim Cook
A Foxconn é uma das principais parceiras da Applepara a fabricação dos seus dispositivos e frequentemente é acusada de não oferecer condições dignas de trabalho para seus funcionários. Na semana passada, a empresa foi até alvo de um protesto virtual por não tratar bem seus trabalhadores, quando seu site foi invadido por um grupo de crackers.
A Apple, que sempre manteve silêncio a respeito das questões envolvendo a parceira comercial, finalmente se posicionou sobre o caso. Ou, pelo menos, o CEO da norte-americana, Tim Cook, deu declarações sobre os problemas da Foxconn, segundo o AllThingsD.
Em uma conferência para o banco de investimentos Goldman Sachs Technology, Cook afirmou que a Apple se preocupa muito com as condições de trabalho. "Nós nos importamos com todos os trabalhadores. Eu gastei muito tempo em fábricas pessoalmente, e não apenas como um executivo. Trabalhei em uma fábrica de papel e em uma de alumínio na Virgínia. Então estamos bastante ligados ao processo de produção e entendemos esses problemas de fabricação. Acreditamos que todos os trabalhadores têm o direito de estar em um ambiente justo e seguro... e os parceiros da Apple precisam aceitar isso para negociar conosco", explicou.
Para Cook, nenhuma empresa na indústria da tecnologia se preocupa mais com as condições de trabalho do que a Apple. "Estamos constanemente observando a cadeia de produção, examinando problemas e consertando-os. Sou incrivelmente orgulhoso do trabalho de nossas equipes nesta área. Elas se focam nos problemas mais complicados e ficam por lá até tudo estar resolvido", continuou.
Por mais que Tim Cook defenda as condições de trabalho, a Foxconn é frequentemente acusada de não respeitá-las. As fábricas da empresa na China já sofreram com uma série de suicídios de funcionários e são acusadas de manter trabalhadores em regime de escravidão.

Rumor: iPad 3 pode ter modelo com tela menor


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iPad
Uma das novidades da nova linha de iPads, que deve ser anunciada em março, é a presença de um tablet com uma tela menor do que a de 9,7 polegadas do dispositivo da Apple.
De acordo com o Wall Street Journal, fontes ligadas a fornecedores da empresa confirmam que a Apple procurou fabricantes de telas para desenvolverem um iPad 3 com uma tela menor e a mesma resolução de 1024x768 do iPad 2.
O novo dispositivo, no modelo com a tela similar à do iPad 2, pode ter uma resolução maior, e um modelo menor sem ser em alta definição serviria para aumentar o portfolio da empresa no mercado de tablets e competir com concorrentes como Samsung e Amazon, que possuem aparelhos com telas de cerca de 7 polegadas e com preços menores do que o iPad 2.
Não é de hoje que a Apple flerta com tablets com telas menores. Steve Jobs, porém, nunca foi muito fã da ideia. Em outubro de 2010, ele afirmou que 9,7 polegadas era o tamanho ideal para um tablet. "É o tamanho mínimo para criar bons aplicativos para tablets", disse o co-fundador da empresa na época.
O anúncio do novo tablet da Apple pode ser feito no dia 7 de março. Rumores aparecem a todo momento com informações diferentes. O tablet pode, além de ter um modelo com tela menor, ser equipado com o processador quad-core A6, acompanhar o assistente pessoal Siri, ter conexão 4G LTE e ser mais fino do que o iPad 2.

Europa e Estados Unidos aprovam compra da Motorola Mobility pelo Google


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Motorola Google
A União Europeia e os Estados Unidos já aprovaram a aquisição daMotorola Mobility peloGoogle e o negócio entre as empresas está bem próximo de ser finalizado. Segundo oUbergizmo, agora resta apenas a aprovação na China, Taiwan e Israel.
A Comissão Europeia deu o aval para a transação na segunda-feira (13/02) e, na terça-feira (14/02), foi a vez do Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovar o negócio. "Após uma revisão da transação proposta, a Divisão Antitruste determinou que a aquisição não deve diminuir a competição", disse o órgão antitruste dos EUA.
Anunciada em agosto, a compra da divisão de tablets e smartphones daMotorola pelo Google vai custar US$ 12,5 bilhões para a gigante das buscas, que, com a aquisição, quer ampliar o portfolio de patentes para fortalecer o sistema móvel Android no mercado.
Os três países que ainda precisam autorizar a aquisição não têm prazo para definir uma posição sobre o negócio.

Os desafios no combate às novas tecnologias de malware


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Segurança online
Colaborador
Paulo Braga*

Até bem pouco tempo atrás, o combate ao software malicioso (malware) se limitava ao controle de vírus, worms, além de alguns tipos de spywares que buscavam entender o comportamento de navegação dos usuários na internet. O principal desafio, até então, era entender a diferença entre vírus e worm, lembrando que o vírus normalmente está associado a uma ação do usuário e depende de um vetor externo de propagação (dentro de um arquivo executável, um arquivo DOC, etc). Já o worm possui a característica de se propagar sozinho pela rede, normalmente através da exploração de uma vulnerabilidade, seja no servidor ou em um equipamento de usuário.

Para que seja possível o bloqueio deste tipo de artefato malicioso é necessária existência de uma assinatura (em antivírus ou regras para os IPS de nova geração) que permita a identificação e bloqueio, de tal forma a impedir a contaminação de um servidor. Aliás, esta é uma das grandes mudanças de paradigma que enfrentamos hoje em dia, onde o servidor não é mais o alvo favorito destes tipos de praga virtual. O que acontece com frequência cada vez maior é a exploração da máquina do usuário, o que chamamos de"client side attacks". Nesse tipo de ataque, o importante é explorar vulnerabilidades existentes no browser do usuário (Internet Explorer, Firefox, etc) ou em aplicações que são instaladas nestes equipamentos (especialmente Flash Player, Adobe Acrobat Reader).

As empresas normalmente se preocupam muito com a aplicação de patches de segurança nos servidores, além da utilização de ferramentas de proteção do perímetro, como Firewall, IPS, Filtro de Conteúdo etc, porém muito pouco é feito para manter atualizados os equipamentos dos usuários. A utilização das ferramentas de segurança aliada a uma correta política de segurança, monitoração constante do ambiente, treinamento da equipe quanto às técnicas de ataque e defesa (sim, isso é fundamental), certamente ajuda muito no combate às diversas pragas virtuais.

É muito importante nunca esquecer os equipamentos que permitem mobilidade (laptops, celulares, tablets) e que, ao mesmo tempo, ampliam o conceito que temos sobre perímetro externo. Uma vez que esses dispositivos móveis estejam fora da rede corporativa, todas as defesas existentes na rede da empresa desaparecem e eles passam a vivenciar um risco bem maior. Exemplos não faltam: equipamentos utilizando redes wi-fi em locais como aeroportos, redes de hotéis, sem contar quando deixamos o filho instalar algum jogo ou baixar algo em redes de Torrent.

Como se já não bastasse a salada de siglas que somos obrigados a memorizar (vírus, worm, spyware, trojan, phishing, etc), agora, ainda temos o "tal" de APT (Advanced Persistent Threat). Um nome novo para técnicas antigas.

A grande diferença do APT em relação ao que já existia é que: ao invés de um email genérico sobre viagra - ou sobre aquele príncipe africano - que precisa da SUA ajuda para retirar a fortuna dele do país, no caso de um APT, temos a utilização de um Spear Phishing. Spear Phishing é um ataque direcionado para o funcionário/usuário que trabalha na empresa-alvo. Uma vez que esse funcionário execute o arquivo ou de alguma maneira contamine a máquina, esse equipamento e a rede da empresa passam a ser controlados remotamente.

Definitivamente, não é difícil elaborar um ataque direcionado. Basta uma procura no Google por @suaempresa.com.br para verificar a quantidade de e-mails que são enviados para grupos de discussão,etc. Alguns anos atrás, em um teste de invasão realizado em um determinado cliente, foi possível identificar um usuário da rede que participava de um grupo de discussão sobre Cristianismo. Não preciso nem dizer qual foi a efetividade de enviar para este usuário um link para fazer download de uma novíssima versão eletrônica da bíblia (devidamente preparado para controle remoto do equipamento da vítima, é claro). Ou seja, basta utilizarmos algum assunto que atraia o interesse deste usuário (funcionário). As chances são quase de 100% de que ele clique ou execute algo.

Para resumir, não existe uma fórmula mágica que permita evitar todos os ataques mencionados, mas certamente podemos elencar algumas recomendações básicas:

1. Monitore, monitore e monitore. Se possível, também monitore. Uma equipe bem treinada e que tenha o ferramental certo de coleta e correlação de logs, certamente poderá identificar anomalias de tráfego na rede, e que podem representar a existência de um APT;
2. Tenha as ferramentas certas: SIEM, IPS, Firewall, Filtro de Conteúdo e AntiSPAM, Antivírus (sim, são úteis e importantes também), AntiMalware (especialmente aquelas que entendem comportamento anômalo);
3. Tenha uma política rígida de gestão de vulnerabilidades. É fundamental manter o ambiente atualizado. Sim, sabemos que existem ataques que exploram as vulnerabilidades 0-day, mas é possível assegurar que representam um universo bem pequeno dos ataques. Ainda existem máquinas que são contaminadas na Internet por culpa do usuário ou da empresa que não aplicaram um simples patch;
4. Equipe treinada é equipe motivada. O assunto Segurança da Informação é bastante abrangente e estimulante. O outro lado é altamente motivado e troca informações o tempo todo. Se sua empresa não pode contar com uma equipe preparada para tal, contrate uma empresa que possa e mantenha um SLA rígido;
5. Nunca negligencie o Endpoint. Antivírus é importante mas não pode ser a única camada de defesa em um desktop/laptop/tablet. Cada vez mais os ataques se utilizam de técnicas que mascaram sua presença e ferramentas que são baseadas somente em assinaturas não podem identificá-las.

*Paulo Braga é engenheiro de segurança da Sourcefire e possui mais de 20 anos de experiência em tecnologia da informação, sendo 12 anos dedicados ao tema Segurança da Informação.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Redes sociais: Entenda as diferenças entre elas e o que cada uma pode fazer por sua empresa



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Redes sociais
Que as redes sociaisexistem nos mais variados tipos, formas, quantidade de usuários e maneiras de uso, já sabemos. Mas, o que cada uma delas pode oferecer para seu negócio? Pensando nisso, a empresa Imbue Marketing criou um infográfico que explica as diferenças entre elas e como cada uma pode ajudar sua empresa.

No infográfico, dados como quantidade e sexo dos usuários, interesses, diferencial e até para que você pode utilizar as redes sociais são mostrados, comparando cada uma delas para você. O Youtube, por exemplo, possui 159 milhões de acessos por mês, sendo 50% de homens e 50% de mulheres. Ele serve para criar vídeos demonstrativos de produtos, documentar o processo de fabricação e até gravar eventos promocionais.

No caso do Facebook, o número é de 800 milhões de usuários. 55% deles são do sexo feminino e 45% do masculino. A rede serve para que sua empresa possa compartilhar novas notícias sobre a indústria, fazer perguntas e conhecer melhor os clientes e até compartilhar o conteúdo que você criou para outras plataformas.

Confira, abaixo, o infográfico completo (clique para ampliar):
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Orkut é passado: os números do Facebook no Brasil


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Facebook Brasil
Não é de hoje que oFacebook tem mostrado a que veio no Brasil. A rede social de Mark Zuckerberg cresceu 300% entre os brasileiros se compararmos com os números de 2008, ano em que o site começou a crescer em todo o mundo.

Hoje, nosso país é a quarta nação em número de usuários ativos, totalizando mais de 37 milhões - perdemos apenas para os Estados Unidos (157 milhões) e para Indonésia e Índia (41 milhões cada) - primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente.

O pessoal do Facebook brasileiro criou um infográfico com dados bem interessantes sobre o crescimento da rede social no país, e o resultado não poderia ser outro: desbancou sites da Microsoft e do Google, inclusive o próprio Orkut, que um dia foi o site de relacionamentos mais acessado pelos brasileiros. Acompanhe as informações abaixo.

(clique na imagem para ampliar)

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Audiência

- 37 milhões de usuários ativos, dos quais 12 milhões utilizam o Facebook por meio de dispositivos móveis
- 51% da população acessa o Facebook todos os dias
- A média de amigos por usuário é de 206 contatos
- 46% dos membros são do público masculino, contra 54% do feminino
- 33% dos usuários têm idade entre 18-24 anos, 29% entre 25-34, 14% entre 35-44, 13% entre 13-17, 7% entre 45-54 e 4% mais de 55 anos

Postagens mensais

- 996 vídeos colocados no site
- 2 milhões de check-ins feitos pelos usuários
- 160 milhões de mensagens nos Murais
- 339 milhões de atualizações de status
- 460 milhões de novas fotos colocadas na rede
- 715 milhões de mensagens enviadas entre os usuários
- 1,6 bilhão de comentários
- 1,6 bilhão de "curtir"

Tempo gasto mensalmente no Facebook e outros sites

- 06:57 horas são gastas e 997 páginas são vistas por cada usuário na rede social, todos os meses
- 04:41 horas são gastas e 203 sites da Microsoft são vistos no mesmo período
- 02:18 horas são gastas e 313 páginas do Google são vistas por mês
- 01:49 horas são gastas e 270 páginas do Orkut são vistas por cada usuário no mês

MIT lança curso universitário online para todo o mundo



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Cursos online
Quem prefere se dedicar aos estudos sem sair de casa, já tem como opção o famoso Instituito de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. A organização anunciou o lançamento de um curso livre para todo o mundo, que pode ser inteiramente acompanhado e avaliado pela internet. Qualquer pessoa do planeta pode se inscrever - inclusive nós, brasileiros!

O projeto online, intitulado MITx, vai oferecer, por enquanto, apenas uma modalidade de aprendizagem, que começa em março. O curso interativo de eletrônica foi projetado para "quebrar barreiras na educação", pois o esquema inovador representa um passo significativo no uso da tecnologia para oferecer aulas de ensino superior.

A universidade não vai exigir dos alunos a necessidade de requisitos de entrada ou experiência em outras instituições. As matérias de estudo e grade horária com notas e aulas serão fornecidas inteiramente online, assim como um laboratório virtual, e-books, discussões na web e vídeos equivalentes a palestras. O esperado é que o curso tenha uma duração de quatro meses (caso se inicie em março), com carga horária de 10 horas por semana. Ao final dos estudos, os alunos recebem um certificado com a marca do MIT.

Para garantir o comprometimento dos alunos virtuais, o MIT fará o código de honra, uma espécie de contrato onde os estudantes em casa garantem que terão um comportamento honesto durante o aprendizado. No futuro, a universidade pretende implementar mecanismos de verificação de identidade e trabalhos facultativos de cada um dos usuários para apontar possíveis plágios.

De acordo com a BBC, embora não existam requisitos iniciais para começar o curso de eletrônica, o professor Anant Agarwal, diretor do laboratório de ciências da computação e inteligência artifical do MIT, afirma que os estudantes precisam ter conhecimento mínimo em matemática e ciências.

Na próxima segunda-feira, os responsáveis pela novidade devem definir como outras modalidades serão colocadas em prática. Isso inclui cursos que hoje são oferecidos no campus da universidade com um modelo feito exclusivamente para a internet. Além disso, o MIT planeja lançar outras disciplinas inteiramente online, como biologia, matemática e física.

Rafael Reif, reitor do MIT, diz que a universidade quer ter essa experiência como uma forma de descobrir o que pode ser entregue aos alunos por meio de cursos ministrados na web, como também acreditar que esse mecanismo de ensino pode ser valioso para a formação de profissionais no futuro. Isso tudo sem contar o despertar para o interesse em estudar no próprio campus da universidade, em Massachusetts, formando um grupo bem maior de estudantes internacionais.

Você consegue mais informações sobre como se inscrever, além de ver a lista dos cursos oferecidos, clicando aqui.

A economia por trás do cybercrime


Vírus
Vírus
Igor Lopes, de Cancun, México*

O número de pragas virtuais não para de crescer em todo o mundo. Estimativas da Kaspersky, empresa de segurança online, apontam que em 2004, 1 novo vírus era descoberto a cada hora. Em 2006, já era 1 novo vírus a cada minuto. Hoje, temos 1 vírus desenvolvido a cada segundo. E ao final de 2012, qual será a realidade do mundo online? Este parece ser um cenário bastante perigoso para nós, que dependemos da Internet em nosso dia a dia, já que especialistas afirmam que 99% desses criminosos só querem uma coisa: o seu dinheiro.

Ainda de acordo com a Kaspersky, o cybercrime chegou a movimentar em torno de 1 trilhão de dólares em 2011. Só para se ter uma ideia, o tsunami no Japão causou um prejuízo de 300 bilhões de dólares aos cofres daquele país. É como se o mundo sofresse a perda de 3 tsunamis por ano, só na internet.

Mas eu não tenho dinheiro. Ainda assim, posso ser vítima?

"É claro! Você pode não ter dinheiro, mas tem amigos. E por que os criminosos não mandariam spam para eles, através de sua lista de emails ou sua rede social, para tentar infectá-los? Algum deles, certamente, terá um troco", alerta Stefan Tanase, pesquisador de segurança da Kaspersky. Esta acaba sendo uma parte importante no trabalho dos criadores de vírus: quanto mais espalharem a praga, mais chances têm de ganhar dinheiro, já que mais pessoas podem cair no golpe. "É uma situação complicada. É como um dragão: corta-se uma cabeça mas nascem outras duas. A pessoa pode desinfectar seu PC, mas já contaminou outros 2. E assim a coisa se espalha", completa.

Tanase afirma que já conheceu vírus que renderam 6 mil dólares por semana para quem o desenvolveu. E as formas de enganar as pessoas são várias. Uma das mais comuns são as mensagens falsas na web, que afirmam que seu PC está contaminado. O usuário inadvertido clica ali, compra o produto falso e tem a sensação de que foi salvo da praga. Na verdade, ao comprar o software falso, ele estava adquirindo um produto sem eficácia alguma, e ainda clicou em um link que pode ser malicioso por si só, abrindo as portas de sua máquina para outros ataques. Hoje, também já existem QR Codes maliciosos, que te direcionam para sites contendo vírus. Há, ainda, os chamados SMS Trojans, que mandam mensagens para "números premium" - aqueles utilizados para venda de serviços via telefone. Dessa forma, a sua conta no final do mês traz valores estranhos, mas, mesmo assim, você paga junto de sua conta do celular. Pronto. Você foi vítima de um golpe virtual sem nem ao menos ter notado.

Cada vez mais fortes

"Quanto mais dinheiro os cibercriminosos ganham, mais verba eles têm para reinvestir em pesquisa. Assim, conseguem criar pragas cada vez mais elaboradas e de difícil detecção", afirma Tanasse. "Já investiguei pragas tão elaboradas que os criminosos programaram para receber, todos os dias pela manhã, um SMS informando a quantidade que arrecadaram no dia anterior! O Koobface rendia 2 milhões de dólares por ano quando foi descoberto", completa.

Os especialistas afirmam que os projetos de vírus estão cada vez mais organizados, com organogramas e diversos profissionais envolvidos. "Eles já provaram que são sem escrúpulos. E se, um dia, uma rede terrorista resolver empregá-los? É preciso ficar de olho", conclui, em um tom apocalíptico.

Distrito Federal será sede dos testes da "internet 0800" em março


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Internet
O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira (13/02) que os testes de implantação e acesso da chamada internet por meio de tarifação reversa, ou a "internet 0800", já possuem local e data para serem realizados. Eles acontecerão em Varjão, no Distrito Federal, em março. Os testes serão comandados pela Anatel, pelo Ministério das Comunicações e pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Esse novo modelo parece o serviço de ligação por telefone com prefixo 0800, aqueles em que as empresas prestadoras de serviço pagam pela ligação, segundo a Agência Brasil. No caso da "web 0800", o site conectado pagará as tarifas. A conexão com tarifação inversa poderá ser usada por lojas, bancos e atendimento ao consumidor.

Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, diz que o modelo é 100% brasileiro. Ele explica que "a ideia é tentar desenvolver uma conexão de internet em que a pessoa entra para fazer uma reclamação, pedir atendimento em call center, compras ou operação em um banco", possibilitando que o cliente faça uma conexão tarifada para a empresa.

"Se der certo, pode ser uma alternativa para a empresa que tem um call center. Ela pode desenvolver um portal para fazer um autoatendimento", diz Paulo, explicando que o serviço por telefone não se extinguirá, só haverá uma alternativa com baixo custo: "Acho que pode funcionar e ser até mais barato", explica.

Maria Inês Dolci, advogada e coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), diz que "hoje, o consumidor já paga uma das tarifas mais altas de internet entre inúmeros países. É uma questão de acompanhamento do governo, para que o consumidor não tenha essa gratuidade e acabe pagando tarifas mais caras por conta disso".

Hotmail possui o melhor filtro anti-spam, de acordo com estudo


spam
O Hotmail é o melhor serviço para quem não gosta de receber spam, de acordo com um estudo feito pela Cascade Insights publicado pelo Mashable. O email da Microsoft possui um filtro para mensagens indesejadas melhor que o do Gmail, segundo a pesquisa.

As caixas de entrada doHotmail possuem 48,57% de spam, enquanto no Gmail esse número é de 48,88%. Já quem usa o Yahoo Mail sofre mais com mensagens indesejadas: 58% das mensagens recebidas são spam.

Os números são altos, mas apontam a capacidade de cada serviço de filtrar os spams. Se as caixas de entrada do Hotmail possuem menos spams do que no Gmail, significa que o sistema de detecção de mensagens indesejadas criado pela Microsoft é mais eficaz do que o do Google, segundo a Cascade Insights.

Para realizar o estudo, a Cascade criou contas nos três serviços com o mesmo nome de usuário. Depois, criou cadastros em sites que costumam atrair spampara o email, como páginas no Facebook, comentários em blogs e sites de relacionamentos. Para as mensagens consideradas desejadas, os emails foram cadastrados em newsletters e outros anúncios que não vão direto para o lixo eletrônico.

Em 2009, um estudo idêntico feito pelo mesmo grupo apontou que o Gmailpossuia o melhor serviço anti-spam entre os emails gratuitos, com o Hotmailem segundo. Nos últimos anos, porém, a Microsoft parece ter melhorado o filtro do seu serviço e superou o do Google.

Primeira Microsoft Store fora dos EUA será aberta no Canadá


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Microsoft Store
A Microsoft está com planos de expandir sua rede de lojas físicas dentro dos Estados Unidos e, também, fora dele. A empresa vai abrir sua primeira MicrosoftStore internacional ainda este ano. A cidade escolhida é Toronto, no Canadá.

Segundo o site The Verge, a loja será aberta antes das festas de fim de ano de 2012 e, novamente, poderá ser aberta perto de uma Apple Store. Fontes próximas da empresa disseram que outras 4 lojas nos EUA serão abertas até a metade do ano.

As 2 primeiras serão abertas até abril deste ano em Palo Alto, Califórnia, e Austin, no Texas. Logo em seguida, Bridgewater e Freehold, ambas cidades localizadas em New Jersey, ganharão suas versões. Ao que tudo indica, também ficarão localizadas próximo a Apple Stores.

Kevin Turner, diretor de operações da Microsoft, disse ainda que a empresa tem planos de abrir 75 novas Microsoft Stores em 2 anos.

Policiamento 2.0: como autoridades podem usar as redes sociais contra o crime?


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Policia nas Redes


Não é incomum vermos notícias sobre prisões de criminosos sendo obtidas pelas autoridades internacionais através das redes sociais: seja um vacilo em uma publicação no Facebook (como um traficante italiano preso após postar fotos de seu paradeiro - veja aqui) ou uma extensa investigação de indivíduo suspeito, é fato que as redes sociais fazem bem mais do que causar a interação entre amigos.

O Olhar Digital, em conversa com o delegado e especialista em cibercrimes da Polícia Civil de São Paulo, José Mariano de Araújo Filho, tenta trazer a você uma breve análise da realidade do nosso sistema de policiamento brasileiro, quando comparado com instituições internacionais, como o Federal Bureau of Investigation (FBI), a Scotland Yard e a Interpol. Mariano, que também dá aulas sobre cibercrime na Academia de Polícia do Estado de São Paulo, pinta um quadro não muito favorável ao nosso país, mas a conclusão da entrevista abaixo ainda é: a Polícia está de olho.

"Nós temos, hoje, algumas instituições policiais que usam as redes sociais a certo grau", diz José Mariano. "Normalmente, fazemos isso com o intuito de coletar informações. Essas informações, por sua vez, podem ajudar em uma investigação previamente iniciada ou ainda iniciar uma investigação própria". Mariano, porém, confirma o que todos suspeitam: ainda estamos bem atrasados: "esse tipo de uso demanda alto conhecimento em redes e banco de dados - duas vertentes em que ainda estamos bem atrás se nos compararmos com países de primeiro mundo".

Para ilustrar esse "atraso", Mariano cita uma ferramenta que é usada ocasionalmente pela Polícia Civil paulistana: "Dada a burocracia legislativa daqui, a polícia tem dificuldades em obter, por exemplo, seu endereço de IP para determinar de onde você está publicando material ofensivo. Supondo que eu precise dessa informação, uma tática que se usa é enviarmos um e-mail nos passando por simpatizantes, por exemplo, do compartilhamento de imagens de pedofilia. Eu abordo a pessoa de forma amigável ao crime e ofereço um determnado link para clicar, com a Reproduçãopromessa de mais fotos do tipo: apenas por clicar no link, eu consigo tirar um snapshotdo IP do agressor. Isso é uma forma rudimentar de investigação e, acredite, a maior parte do nosso policiamente não está equipado nem mesmo para isso".

Em outras palavras, Mariano nos passa a mensagem de que as redes sociais no Brasil funcionam como uma ferramenta complementar - e muito raramente para se identificar um crime em si. E, para mudar isso, seria necessário uma reformulação completa no sistema de policiamento: "antes de tudo, a polícia teria que se especializar no uso da tecnologia, e, em seguida, precisaríamos formular uma legislação de apoio. Hoje, o policial quase não tem ferramentas legais para investigação em âmbito virtual - e quando um policial não tem base legal para fazer seu trabalho, ele dá com a 'cara' em uma parede", diz Mariano. Mas a mudança mais profunda, segundo o especialista, seria a atual falta grave da habilidade policial de acompanhar toda a evolução da tecnologia, atualizando seus recursos de acordo.

E enquanto essa revolução legislativa não vem, Mariano coloca outro fator na equação: os provedores de serviços de redes sociais, como Google e Facebook: "Acho que o papel deles é fundamental nesse ponto, pois não se fala em trabalho policial facilitado se quem administra essas redes oferece resistência na passagem de informações de usuários ofensivos. Para eles, é inconveniente você ser taxado com uma entidade que ajuda a polícia. É aquela mentalidade errônea de confundir 'privacidade online' com 'anonimato virtual', usando os termos de compromisso como escudo: as pessoas confundem 'moralidade' com 'dever cívico' - se você vê alguém cometendo um crime na rua, você é obrigado a reportar isso às autoridades, e o mesmo vale para as redes sociais. Acredito que os termos de compromisso para permissão de uso de canais de relacionamento deveriam ter uma exceção de repasse de informações de usuário em caso de solicitação judicial. Bater de frente com esses contratos é o que chamamos de 'instabilidade jurídica'".

Mariano ainda indica que a situação piora muito no caso de redes que não tenham representação oficial no Brasil. Enquanto Google e Facebook possuem escritórios abertos aqui, o que em tese facilita esse tipo de trâmite legal, um gigante como o Twitter ainda não tem CNPJ: "Aí complica", diz Mariano. "O procedimento correto é que eu acione o sistema de policiamento do país correspondente e ele me auxilie na investigação. Entretanto, o Brasil é um dos países que não aderiram à Convenção de Budapeste [NA: "Convenção de Budapeste" ou "Convenção Internacional sobre o Cibercrime" foi uma convenção realizada em Budapeste com o objetivo de padronizar leis internacionais de combate ao crime na internet], e nós, por vezes, somos impedidos de pedir apoio internacional, o que desacelera a obtenção de informações e provas e nos força a fazer acordos unilaterais de colaboração, onde não há nenhum benefício direto para o Brasil".

Entre tantas dificuldades, Mariano aponta uma melhora: "Hoje, provas vindas de pesquisas em redes sociais já são bem aceitas em juízo, não é algo que um magistrado vá torcer o nariz. O problema é quando a prova é coletada de forma errada: o processo certo deve conter um pedido de busca e apreensão dos bens de informática para pesquisa em uma instituição coerente. Se isso não for obedecido, por mais que a prova seja verdadeira, ela tem um valor nulo perante a Lei".

Para Mariano, a população também tem que ajudar, denunciando e participando sempre que possível, para minimizar os danos causados pelos cibercrimes: "Nem sempre a força policial será 100% eficaz. Hoje, você falha em reportar um crime, mas amanhã, se você for lesado por um, não vai querer que essa mesma negligência o atinja".

Distrito Federal incentiva uso de software livre em órgãos públicos


linux
O Governo do Distrito Federal vai adotar o software livre como política de TI para seus órgãos de administração. A decisão foi publicada ontem (13/02) no Diário Oficial do DF.

A Estratégia Geral de Tecnologia da Informação (EGTI) prvê que, em 120 dias, os órgãos governamentais produzam Planos Diretores de TI com incentivo ao uso e desenvolvimento de software livre. A decisão privilegia o uso do software livre "sempre que possível" e, quando um órgão decidir algo contrário, precisará apresentar uma justificativa.

Com software livre, as áreas de TI dos órgãos públicos do Distrito Federal podem diminuir custos e aumentar a independência administrativa. O objetivo é aprimorar o gerenciamento da área de TI e torná-la transparente e interativa com os cidadãos. A medida também devolve ao governo o controle do setor, que há anos é terceirizado.

Com uso de software livre, os órgãos públicos terão menos gastos com licenças de soluções proprietárias e ainda podem incentivar a pesquisa e desenvolvimento de software livre.