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quinta-feira, 22 de março de 2012
Ter muitos amigos no Facebook pode indicar tendência narcisista, aponta estudo
Facebook cria setor para incentivar uso da rede social por PMEs
Por que os líderes de TI estão insatisfeitos com seus funcionários?
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Uma pesquisa publicada recentemente aqui no Olhar Digital entrevistou 500 profissionais norte-americanos de cargos de liderança em departamentos de TI e o resultado foi surpreendente: a grande maioria acredita que seus funcionários não sabem o suficiente sobre a profissão.
Quando perguntados sobre o que pensam sobre seus funcionários, 93% dos entrevistados disseram que o conhecimento deles é muito defasado. As três principais áreas em que há insatisfação são as de produtividade da equipe, atendimento ao consumidor e segurança. E mais: cerca de 8% dizem que seus negócios são afetados negativamente por essa falta de conhecimento.
30% dos entrevistados disseram que, se compararmos com as áreas de marketing, operações e finanças, as habilidades em TI estão ficando cada vez mais escassas. Redes e gestão de infraestrutura, segurança cibernética e gerenciamento de banco de dados e informação também geram preocupação.
Há, porém, o outro lado da moeda. Mais de 50% dos entrevistados alegaram não possuir processos para identificação de habilidades que realmente precisam. E os chefes de nível inferior culpam os chefes de nível superior por não se importarem com TI.
Para o leitor Maurício Costa, o problema da falta de conhecimento é que, na maioria das vezes, as companhias não investem em seus funcionários. Segundo ele, é preciso que as empresas paguem treinamentos especializados para seus colaboradores, já que a profissão necessita de atualização constante. E ele ressalta: os funcionários não podem tirar do próprio bolso para pagar cursos que serão favoráveis também à empresa.
O executivo de recrutamento da IBM, Rodrigo Souto, acredita que os cursos e treinamentos são realmente importantes para a formação de um bom profissional. A capacitação, muitas vezes, em outras áreas de conhecimento ajuda a empresae contribui para que a pessoa tenha novas oportunidades, inclusive dentro da mesma companhia. "Na hora da contratação é preciso identificar o conhecimento do profissional versus o que a empresa necessita. Em alguns casos, é preciso treiná-lo em outros aspectos. Por exemplo, um técnico de informática pode precisar de cursos de gerenciamento de projetos para implementar melhores práticas", disse.
O diretor de engenharia da Cisco, Marcelo Ehalt, também diz que os treinamentos são muito importantes, principalmente, quando é para prever uma tendência. De acordo com ele, a empresa precisa sempre acompanhar as demandas do mercado para preparar seu profissional para o futuro. "Se a empresa acredita que algo será importante, ela deve investir. Dessa maneira, quando a demanda chegar, ela estará à frente de seus concorrentes", afirmou.
Por outro lado, Leonardo Dias, gerente de processos estratégicos da Catho Online, lembra que, algumas vezes, a falta de investimento no funcionário está intimamente ligado aos planos que essa companhia tem para ele. Segundo o gerente, algumas empresas não acham que vale a pena investir em alguém sem futuro ou que não vai aproveitar o aprendizado. Diante disso, é importante avaliar se a falta de investimento é geral ou pontual.
Já o leitor Leandro Ferrari Villa acredita que a razão do descontentamento é o desvio da função. De acordo com ele, é comum contratarem técnicos em informática e exigirem dele conhecimentos em outras áreas como gerenciamento de rede ou programação de servidores. “Exigem que aprendam tudo sem treinamento e ainda não pagam o salário correto ou fazem reajustes conforme o nível técnico adquirido", comentou.
O executivo da Cisco acredita que o desvio de função pode acontecer, mas o funcionário deve encarar isso como uma oportunidade de desenvolver outras habilidades. Marcelo ainda comenta que na Cisco é comum acontecer o que eles chamam de "job rotation" ("rotação de atividade", em português). A companhia sugere que os funcionários troquem de cargo e passem por outros departamentos para aprender mais e não permanecer na "mesmice". "Acho muito importante saber aproveitar oportunidades, especialmente se as mudanças vêm juntas de cursos e treinamentos para a nova atividade", explicou.
A falta de conhecimento do recrutador também foi apontada pelos leitores como um problema dentro da área de TI. O leitor Felipe Pontes conta que, na maioria das vezes, os entrevistadores não sabem o bastante para conseguir identificar se aquele profissional é adequado para o cargo. O mesmo acontece com as metas e objetivos, como o professor e leitor Fábio Prudente comentou. Muitas vezes os líderes não sabem o que querem de seus funcionários e acabam se frustrando.
O executivo da IBM concorda. Segundo ele, para que este tipo de desvio de função não aconteça é necessário que o requerimento do gerente/diretor seja bem claro e que o recrutador tenha conhecimento na área. Ela também conta que na IBM os recrutadores são segmentados, pois nem sempre a mesma pessoa terá capacidade de encontrar bons profissionais em diferentes setores. "Nenhuma pessoa vai ser boa em tudo e isso inclui os recrutadores. É necessário uma segmentação de áreas", ressaltou.
O gerente da Catho ainda pontua que os testes práticos são os mais eficazes nestes casos. "As pessoas tendem a se valorizar demais nas entrevistas e para um recrutador sem experiência na área é difícil avaliar. O teste é a chave para identificarmos os candidatos mais preparados, mas não elimina por completo. Só elimina quem realmente não sabe nada", concluiu.
Além destes pontos, o leitor Fábio Amabillis lembra que a falta de investimento nos profissionais e recrutadores sem conhecimento da área apenas confirmam a irrelevância do departamento de TI dentro das empresas. Para ele, este é ainda um departamento visto com pouca importância, por isso é tratado com certo descaso. Já o diretor de engenharia da Cisco acredita que há cerca de dez anos este cenário mudou. De acordo com Marcelo, a relação que a companhia tinha com a área de TI não é mais a mesma, pois, hoje em dia, a TI está no centro das estratégias mais importantes das companhias. "Empresas de qualquer segmento veem a TI como uma área estratégica. As que não veem, estão atrás de seus concorrentes", comentou.
Há ainda outra característica do mercado: de acordo com Fábio, neste segmento é comum encontrar profissionais que dizem saber de tudo quando, na verdade, não são tão capacitados assim. "Os dois lados têm sua parcela de culpa. Muitos chefes não sabem o que querem da equipe de TI, não querem investir e muitos profissionais de TI são mesmo grandes 'enroladores'", disse.
Na opinião do recrutador Rodrigo, o mercado brasileiro está cheio de bons técnicos na área, mas tem sido cada vez mais difícil encontrar profissionais de TI com fluência em outros idiomas. Portanto, se você trabalha com TI e quer ter mais oportunidades na sua carreira, a dica é aprender novas línguas.
Marcelo Ehalt, da Cisco, diz ser importante transferir seu conhecimento dentro da empresa. "Só assim você poderá contribuir para o crescimento da companhia e de sua própria carreira. Você passa a fazer coisas mais relevantes e assumir cargos de mais responsailidade", afirmou. Outra dica do diretor é fazer um plano de carreira e seguir atrás de seus objetivos, mesmo que a companhia não tenha programas de carreira. Ao ter metas concretas, você corre atrás e começa a se portar diferente antes mesmo de obter um cargo mais alto.
Se para você essa dicussão ainda tem mais pontos a serem abordados, use os comentários abaixo para deixar sua opinião!
terça-feira, 20 de março de 2012
Aplicativo do Windows 8 vai permitir que usuários controlem carros
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Pirataria: RapidShare vai ter que aumentar controle sobre arquivos hospedados, diz Corte
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Caso B2W (Americanas, Submarino e Shoptime): qual foi o maior erro?
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O caso envolvendo a B2W deve servir de reflexão tanto para quem é grande ou pequeno e que já se estabeleceu no comércio eletrônico quanto para quem, independentemente de seu porte, planeja ingressar nesse segmento. A empresa esteve, de forma negativa, na mídia nos últimos dias, depois que o Procon de São Paulo determinou a suspensão de suas vendas por 72 horas, o que não ocorreu pela conquista de uma liminar na Justiça. O que gerou o pedido de suspensão foi o expressivo aumento das queixas dos clientes, de 2,22 mil em 2010 para 6,23 mil em 2011. Segundo o Procon, a maior parte das reclamações é pela falta de entrega ou defeito do produto.
A questão aqui é colocada, porque o planejamento estratégico que se faz deve focar, em primeiro lugar, no atendimento e na satisfação do cliente. O restante, ou seja, investimentos, recursos humanos, fusões, parcerias, entre outros, precisam estar sempre direcionados ao foco principal.
Vale tudo pelo primeiro lugar no ranking e absorver o maior potencial consumidor? Pode valer, mas todo cuidado é pouco para não ser o primeiro também em problemas. Quanto maior o universo de vendas, maior pode ser o de reclamações. Quem quer ser o maior em quantidade, pode pecar na qualidade. E quando se juntam estratégias diferenciadas, algum buraco pode ficar vazio.
Por que todo esse discurso? Quando a Booknet transformou o Submarino, a Americanas e o Shoptime (sem falar dos outros, como Blockbuster, por exemplo) na B2W, grande mudanças ocorreram no comércio eletrônico. Isso aconteceu em 2006. O resultado, na ocasião, foi que a nova empresa passou a abocanhar 70% de todo o mercado. Os 30% restantes ficaram para o Ponto Frio, Magazine Luiza, Saraiva e outros de médio e pequeno portes. Em relação à tecnologia, à logística, ao preço e ao market share, não havia mais termos de comparação: a soberania da B2W no e-commerce estava instalada.
E isso duraria muito tempo? Claro que não! As reações da concorrência não tardariam a vir, o que era esperado. Em 2009 surgiu a Nova Pontocom, empresa controlada pelo Grupo Pão de Açucar que reúne operações de e-commerce das plataformas Extra, Ponto Frio e Casas Bahia. Em 2010 fechou o ano com crescimento de 56% em relação ao ano anterior. Em 2011 o volume de vendas cresceu 31,5% sobre 2010. Outro concorrente de peso é o Magazine Luiza, cujas vendas cresceram cerca de 50% neste último ano.
Mas, e as ações do consumidor, será que foram previstas? Um mesmo cliente, em um único momento, pode comprar uma TV, um liquidificador, um jogo de lençóis, um acessório para carro, um livro e um carrinho de bebê. Se pensarmos que cada tipo de produto precisa de um armazenamento diferenciado, entenderemos que não ficarão (necessariamente) em um único local e, algumas vezes, nem em um único centro de distribuição. E mais, cada CD tem sua própria gestão e pode ter estratégias diferenciadas de recebimento e entrega de mercadorias. Sendo assim, como fica o consumidor, que estava acostumado a ter seus produtos entregues com um ou dois dias da compra?
Associado a tudo isso, estão as redes sociais, que podem ser grandes parceiras na solução dos problemas, porque promovem a aproximação entre empresa e cliente. Porém, para isso é preciso ser transparente, o que é difícil, porque ninguém quer mostrar publicamente suas fragilidades, até porque isso seria um prato cheio para a concorrência.
Sendo assim, o consumidor, mais do que ir ao Procon e à imprensa, vai às redes sociais da internet. Claro, é muito mais fácil e rápido. E, com isso, o cerco está armado. O que fazer agora? Primeiro, apagar incêndio, ou seja, resolver os problemas imediatos do consumidor, nem que para isso seja necessário o gerente utilizar seu próprio veículo. Há lojas que até devolvem o dinheiro e entregam o produto gratuitamente. Tudo é válido para satisfazer o consumidor.
No caso da B2W, como o volume de reclamações é extraordinariamente alto, cria-se um “corpo de bombeiros” próprio, com equipe e foco exclusivos. Em seguida, ou em paralelo, o ideal é desenvolver estratégias, utilizando as lições aprendidas e a quebra de paradigmas, pensando sempre em integração, seja de sistemas, de gestões e, sobretudo, de comunicação.
Curiosidade: quanto se gasta para manter toda a internet ativa?
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Google já supera jornais dos EUA em receita com publicidade
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Marketing e comunicação em tempo real: um tapa na cara!
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A minha primeira reação foi uma vontade enorme de jogar no lixo o meu exemplar da 3a. edição do livro "Administração de Marketing" de Philip Kotler, impresso em 1994, cheinho de marcações pessoais, que eu ainda guardo na minha estante empoeirada. Depois pensei em escondê-lo para não correr o risco de um estudante qualquer reaproveita-lo. Enfim, é claro que estou brincando, mas David Meerman Scott questiona seriamente dogmas instituídos pelos profetas do marketing, alguns julgados incontestáveis e apresentados como pilares inabaláveis em qualquer curso de marketing e comunicação. A bem da verdade, o tal dos 4 P's de marketing já vêm sendo questionados há muito tempo. Já apareceram outros Ps como "People", "Process", "Perception", Personalização, Pesquisa e todos os outros "Ps" que os estudiosos de marketing conseguiram encontrar no dicionário.
Porém, ninguém havia falado até então de forma tão contundente sobre a relevância do Tempo na atividade de marketing e comunicação, a ponto de escrever um livro sobre o tema. E isso muda muita coisa. O Tempo faz o velho ditado "O excelente é inimigo do bom" funcionar como uma base do marketing moderno. Ser ágil pode ser muito mais importante do que ser preciso. Chegar primeiro pode fazer toda a diferença, mesmo que você chegue de bermuda e camiseta numa festa de smoking. Por trás disso está a internet. Como citado no livro, "a internet mudou fundamentalmente a escala de tempo dos negócios". Essa mudança no ritmo da sociedade, não só dos negócios, tem por detrás "a diminuição drástica do fator tempo, amplificando radicalmente a importância da velocidade". O problema é que as empresas ainda são comandadas por pessoas da era pré-internet, enquanto que a nova geração de consumidores e funcionários nasceram, vivem e respiram a internet a cada minuto. Por conta disso, as expectativas dessa nova sociedade estão aumentando. A geração Y é o principal exemplo, já que tempo de espera é algo não assimilado por essa geração. Esse choque de perspectivas vem causando transformações interessantes no mundo dos negócios e do trabalho.
Segundo David, o planejamento de marketing continua sendo importante, mas a flexibilidade e a capacidade de reação passam a ser uma vantagem competitiva indispensável. Isso sempre foi coberto pelos livros dos gurus de marketing, mas quase sempre no rodapé das páginas e de forma marginal. Qualquer planejamento é feito em cima de um cenário estático e de um conjunto de premissas, mas o mercado é dinâmico, o mundo online em tempo real da web faz tudo mudar o tempo todo. Reconhecer "uma situação com potencial para se tornar um bola de neve, avaliar os possíveis desdobramentos" e estar preparado para reagir passa a ser um diferencial importante para as empresas, independentemente se essa situação for uma ameaça ou uma oportunidade para a organização. Saber aproveitar cada momento é a nova dinâmica do mercado extremamente competitivo que vivemos hoje.
David afirma que "a mentalidade em tempo real não está na agenda corporativa ou no currículo das escolas de negócios". E isso parece ser verdade mesmo. Os executivos, de forma geral, não gostam de tomar decisões rápidas. Eles procrastinam pois super valorizam os riscos e minimizam os possíveis benefícios. Querem ter todos os detalhes avaliados, escritos no papel, antes de qualquer tomada de ação. Mas não é só isso. As empresas cada vez têm organizações mais complexas, onde as decisões normalmente não ficam nas mãos de uma única pessoa. Decisões corporativas exigem reuniões, avaliações dos "especialistas", aprovações de várias linhas organizacionais, e enquanto a empresa fica no "vai e fica", aquela oportunidade especial de mercado escorre pelo ralo. Isso ocorre todos os dias nas empresas.
Mesmo com todas as ferramentas tecnológicas modernas de comunicação, as empresas ainda patinam em suas estruturas funcionais e no tradicional excesso de cautela. Na nova equação de competitividade, a empresa moderna terá que saber combinar melhor planejamento e análise com velocidade e agilidade. Mas essa equação não funciona em qualquer organização. Para uma empresa ganhar velocidade e agilidade, ela precisa trabalhar de forma descentralizada, dar mais autonomia e poderes para os seus funcionários, fazer a organização funcionar de forma mais fluida, cultivando a cultura da co-responsabilidade e do foco total no cliente. Isso significa uma cultura de transparência e colaboração.
Como esperar que uma empresa fechada, com cultura hierárquica, tenha velocidade? Como uma empresa pode ter agilidade se tudo passa pela aprovação do chefe? Ou seja, a cultura corporativa pode ser uma barreira e tanto. As empresas devem estimular os funcionários a tomarem decisões, com rapidez, mesmo que sejam decisões individuais se necessário, tendo a certeza que sua empresa apoia e admira esse tipo de atitude. Criar um ambiente colaborativo, onde os funcionários se sentem confiantes para agir com autonomia, nas situações imprevistas e nas oportunidades, assumindo riscos, pode exigir uma mudança cultural da empresa, o que não é simples e fácil. É aí que as empresas caem numa armadilha, pois muitas delas confundem mentalidade em tempo real e colaboração com a implementação de ferramentas. As empresas criam uma página no Facebook e se põem no twitter, mas esses são apenas os meios, o importante é mudar a mentalidade ao novo ambiente que essas ferramentas propiciam. Caímos de novo na vertente da cultura corporativa.
Uma das conseqüências mais fascinantes do marketing em tempo real é a quebra de um conceito antigo: a separação das disciplinas de marketing e comunicação. Muitas empresas ainda privilegiam comunicação externa (RP) em detrimento da comunicação interna. RP para algumas empresas é Relações com a Imprensa, o que é muito diferente do RP de Relações Públicas. No mundo atual tudo isto está se misturando numa velocidade incrível. A separação das disciplinas é algo com os dias contados. As empresas ainda vão demorar um tempo para descobrir isso em função da inércia corporativa, mas a confluência e a junção das disciplinas serão inevitáveis.
Um dos momentos em que as empresas descobrem que está tudo misturado é na crise. São nos períodos de dificuldade que as diversas áreas de uma organização têm que sentar juntas para se coordenar. Por que, então, não trabalhar também juntas nas oportunidades? Aliás, são nas crises que a mentalidade em tempo real aparece com mais força nas empresas. As mídias sociais trataram de aumentar essa criticidade. Mas, como diz David, "se são nas mídias sociais onde o fogo da crise se alastra primeiro e mais rápido, também é ali que estão as substâncias que retardam o fogo". "A empresa precisa atuar de forma ágil, honesta, abrangente, segura, tanto nas mídias que controla (seu site, sua página no Facebook, seu twitter, etc) quanto nas comunidades abertas". Numa crise, têm determinados momentos que a sociedade e seus clientes esperam pela resposta e pelo posicionamento da empresa. Não deixe passar esse momento. Depois Inês estará mais do que morta.
David apresenta uma proposta ousada, que eu simplesmente adorei: a criação de um cargo sênior chamado "diretor de comunicações em tempo real". O conceito é simples. A implementação do marketing e comunicação em tempo real é tão desafiante e complexa, que a maioria das empresas vai realmente precisar de um profissional de alto nível, com autonomia e capilaridade de atuação, e também com legitimidade perante o ecossistema de entidades que se relaciona com a empresa (clientes, fornecedores, parceiros, etc). David lembra que na década de 1990, quando as empresas falavam na necessidade de um novo profissional, surgiu o webmaster. Lembra disso? Hoje, as empresas estão nomeando especialistas e estrategistas de mídias sociais, mas isso é pouco para o desafio que se espera na área dentro das empresas. O cargo somente ganhará importância, relevância e eficácia se vier atrelado com autonomia, recursos e compromisso da organização. Será uma jornada de transformação, e por isso a tarefa não poderá ser liderada por qualquer pessoa, tem que ser por alguém sênior e experiente. Ironicamente, no tempo da publicação desse livro, muitas empresas ainda entregam sua estratégia e execução em mídias sociais para estagiários e funcionários com pouca experiência e bagagem profissional. Essa é uma mensagem muito ruim para a organização e para os seus clientes.
Acredito firmemente que os líderes de marketing e comunicação das empresas já estão mais do que conscientes de que velocidade e agilidade são importantes para o seu sucesso, mas a grande dificuldade por trás disso é a tomada de decisão. Na maioria das vezes, o verdadeiro dilema é a falta de elementos e informações para uma avaliação adequada, rápida e "mais ou menos" segura. Tomar decisão no escuro é muito difícil, por isso o marketing cada vez mais será encarado como uma ciência. Vai aumentar tremendamente o foco na coleta e análise de dados. Ferramentas tecnológicas, softwares e plataformas, cada vez mais sofisticadas, estão sendo adotadas pelas empresas, independentemente do tamanho da organização. Conhecer melhor cada cliente e o mercado, suas preferências e necessidades, será uma ciência analítica e o profissional de marketing do futuro será um sujeito apaixonado por isso.
Imagino o profissional de marketing sentado na frente de um cockpit, tomando suas decisões com base em indicadores e informação online. Parece um sonho? Não, não é um sonho. As empresas estão inundadas de dados. A grande dificuldade delas é juntar tudo que tem disponível de forma organizada, confiável e "real time". Esse é o futuro. E esse futuro vem a galope. Softwares de "automação de marketing", que conseguem analisar enormes quantidades de dados, já estão aparecendo e ficando disponíveis. Quanto maior o conhecimento e a disponibilidade de dados você tiver, maior será a sua capacidade para tomar decisões inteligentes no tempo correto, de forma ágil e segura.
Mas e a imagem daquele tradicional profissional de marketing criativo e intuitivo, como fica? Não se desespere. Isso ainda será muito necessário. Mas nem isso ficará imune aos novos tempos. Se você é profissional de marketing, vai lá nos seus velhos livros na estante e veja os capítulos que falam sobre gestão de marca. Você vai ver que muita coisa mudou e continua mudando. Os métodos e processos tradicionais, muitos deles ainda aplicados pelas empresas, parecem estar desconectados com o mundo em que vivemos.
Agora, a marca não pertence mais à empresa. Ela é construída e reconstruída em "real time" pelos seus clientes, são eles que falam e moldam a sua marca. A empresa não tem mais a propriedade da marca. Infelizmente o orçamento de marketing das organizações, especialmente o publicitário, não consegue mais ser tão eficaz quanto nas décadas passadas. E tende a piorar. Bem-vindo ao futuro. Enfim, acho melhor eu procurar um outro emprego pois o marketing não é mais aquele que aprendi na escola e nos meus anos de trabalho.
É do Brasil: produtos Norton começam a ser fabricados por aqui
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Com a mudança, a empresaespera ter uma redução de mais de 70% no prazo de entrega. Assim, produtos que demoravam cerca de 25 dias para chegarem às casas dos consumidores passarão a levar apenas 7 dias.
Segundo o jornal O Globo, a fabricação nacional também aumentará em 20% as vendas no varejo dos produtos da Symantec. A mudança também fará com que o lançamento de produtos seja em sincronia com o dos EUA.
Cingapura, Estados Unidos, China e República Checa são os outros – e únicos – países a possuírem fabricação nacional de produtos. Agora, o Brasil entrou na lista.
A mesa virou? Por erro, Kim Dotcom pode resgatar R$44 milhões confiscados
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Segundo o juiz que presidiu o caso, a ordem para confiscar os bens de Kim foi "nula e sem efeito", não tendo "nenhum efeito legal", segundo oMashable. Do total, US$17,8 milhões (cerca de R$32 milhões) são de bens apreendidos e outros US$6,8 milhões (cerca de R$12 milhões) são de dinheiro congelado.
A policia tentou corrigir a ordem judicial assim que confiscou os bens de Kim. Por enquanto, a decisão é apenas temporária. Mas, em breve, um juiz será encarregado de decidir se o dono do Megaupload pode ou não pegar seus bens de volta.
Dotcom havia sido preso por liderar "uma mega conspiração, uma organização criminosa mundial cujos membros estavam engajados em violação de direitos autorais e lavagem de dinheiro em grande escala", segundo o Departamento de Justiça dos EUA, que pediu a prisão de Kim.
GoogleBot vai ficar mais inteligente para combater métodos abusivos de SEO
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Apple anuncia pagamento de dívidas e recompra de ações
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Segundo a Reuters, essa recompra de ações se estenderá por 3 anos, minimizando o impacto quando seus funcionários optarem ou receberem concessões de ações. Tim Cook, CEO da Apple, diz que parte dos investimentos atuais da empresa são gastos em pesquisas e desenvolvimento, aquisições, novas lojas, pagamentos antecipados e investimentos em suprimentos e infraestrutura.
Ele ainda diz que a Apple usará cerca de US$45 bilhões (cerca de R$81 bilhões) para a recompra de ações e pagamentos de dívidas nos 3 anos de programa. Mas, segundo ele, a companhia ainda tem "reservas de guerra" para possíveis futuros investimentos.
Em julho, quando as dívidas começarem a serem liquidadas, US$2,65 (cerca de R$4,7) por ação será pago aos dividendos. A última vez que a empresa decidiu pagar suas dívidas foi em 1995.
Apple vende 3 milhões de unidades do Novo iPad no fim de semana de lançamento
De acordo com Philip Schiller, vice-presidente de marketing global da Apple, este foi o melhor lançamento do tablet desde sua primeira edição. Com o iPad 1, a companhia comercializou de 350 a 400 mil unidades no fim de semana de lançamento, enquanto o iPad 2 atingiu cerca de 1 milhão, mesmo com os problemas de distribuição que atravancaram parte das vendas.
Mais 25 países receberão o novo iPad no dia 23 de março. O tablet já está disponível nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Hong Kong, Japão, Cingapura, Suíça e Reino Unido.
Rumor: Windows 8 será lançado em outubro
| Windows 8 (Divulgação) |
sábado, 17 de março de 2012
Internet Explorer: o navegador que você amava odiar
| Protagonista da história exibe sua 'gata fofa' (Foto: Reprodução) |
No vídeo, a Microsoft mostra a história fictícia de um jovem que vai à sua terapeuta para explicar que tinha uma "doença": querer desinstalar o navegador de todos os computadores que usava. Na propaganda, o homem diz que perdeu o hábito porque o Internet Explorer 9 é "realmente bom". Em seguida, o protagonista fala sobre sua outra "doença": sua relação com sua gata de estimação. Ele mostra a bichana vestida de policial e termina com a frase: "Melhor navegador e gata fofa: é hora de considerar [o novo software]'.