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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Twitter compra startup criadora de ferramenta anti-malware


Twitter
O Twitter comprou uma ferramenta para combater a propagação de malware nas mensagens enviadas pelo serviço. Os valores envolvidos na transação não foram divulgados.

A equipe da startup Dasient foi incorporada à equipe do Twitter e já começou a trabalhar em parceria com os desenvolvedores da rede social. "Vamos levar nossa tecnologia, ferramentas e equipe para o grupo de engenharia do Twitter", escreveu a empresa em seu blog.

A empresa lançou uma plataforma de combate online a malwares em 2009, e ampliou o serviço em 2010 adicionando um serviço de proteção a publicidade mal-intencionada.

"Ao se juntar ao Twitter, a Dasient terá a possibilidade de aplicar a sua tecnologia à maior fonte de informação em tempo real do mundo. Como parte da fusão, a Dasient está finalizando seus negócios e não aceitará novos clientes", afirmou a empresa.

A aquisição do Twitter deve diminuir as mensagens divulgadas por bots na rede social que enganam o usuário e o levam a sites maliciosos para roubar dados. Elas costumam ser apagadas rapidamente, mas ainda assim conseguem enganar alguns dos membros do Twitter. Você já recebeu uma dessas?

Brasileiro é o novo comandante da Apple para a América Latina


Reprodução
Anderson Teixeira, da Apple
A Apple nomeou um antigo executivo da Sony Ericsson para o comando da divisão latino-americana da empresa: O brasileiro Anderson Teixeira, ex-presidente da Sony Ericsson na divisão Estados Unidos.

Teixeira chegou à Apple há apenas um mês, após deixar a Sony Ericsson durante o processo de compra da joint-venture por parte da japonesa, que passará a usar a marca Sony em seus smartphones a partir deste ano.

No comando da divisão latino-americana da Apple, Teixeira cuidará de um mercado em crescimento para a fabricante de iPhone. Especialmente no Brasil, a Apple está aumentando a sua participação no mercado, e, com a fábrica da Foxconn instalada em Jundiaí, em São Paulo, a empresa já começa a produzir iPhones e deve produzir iPads ainda este ano.

Google+ começa a aceitar apelidos



Reprodução
Google+
Não quer usar seu nome verdadeiro no Google+? Então, a partir da semana que vem, você já pode postar na rede social usando um apelido.

O nome verdadeiro continuará sendo exigido na hora do cadastro para a criação do perfil, porém, na hora de postar qualquer coisa, o usuário ganhará a opção de usar um nome diferente - seja um apelido, um pseudônimo, adicionar estrelas, corações ou o que quiser.

Será criada também uma função para reportar qualquer um que tente se passar por outra pessoa na rede social, evitando nomes falsos ou apelidos que sejam usados para difamar alguém.

A função de apelidos foi revelada em outubro, mas ainda não tinha data para estrear. Agora, com mais de 90 milhões de usuários, a rede social do Google cria um atrativo diferente em relação ao Facebook - você pode ter seu nome verdadeiro em seu perfil, mas pode postar para seus amigos da maneira como eles te conhecem.

Fundador do MegaUpload é o nº 1 no ranking mundial de Call of Duty MW3



Kim Dotcom (Reprodução)
Kim Dotcom
Na semana passada, você deve ter acompanhado o fechamento do site de compartilhamentos de arquivos, o MegaUpload, pelo FBI. Seu fundador, Kim Dotcom, também sofreu com os movimentos do já extinto SOPA, e foi preso na Nova Zelândia sob acusações de pirataria e atividades ilegais.

Contudo, apesar de sua reputação um tanto manchada e um patrimônio líquido avaliado em US$ 175 milhões de dólares, a verdadeira paixão de Dotcom parece ser outra: os videogames, em especial o jogo Call of Duty. Até aí, nada de mais, não fosse por um fato curioso: de acordo com os sites Digital Trends e VentureBeat, o criador do MegaUpload - sob o nickname de MEGARACER no game de tiro em primeira pessoa - se tornou o primeiro no ranking mundial de Call of Duty: Modern Warfare 3, no modo multiplayer.

Isso pode ser visto em um vídeo postado pelo próprio Dotcom, em dezembro do ano passado, que mostra a quantidade de tempo gasto para chegar ao primeiro lugar e a festa que ele e seus amigos fizeram quando alcançou o topo do pódio. Além disso, é possível visualizar números surpreendentes na tela: ele teria jogado por mais de sete horas seguidas e matado mais de 150 mil inimigos no jogo.

"Puxa, cara! Número 1. Não me odeie por ter ultrapassado você. Me respeite por eu ter te ensinado a jogar", declara o viciado em videogames.

O mais engraçado nisso tudo é que Dotcom, fundador de um dos maiores sites de compartilhamento de arquivos (muitas vezes indevidos) do mundo, se tornou o número um no Modern Warfare 3, o segundo jogo mais pirateado de 2011 - ficou atrás de Crysis 2 e na frente de Battlefield 3. Vale lembrar que o game tinha cópias rodando antes mesmo de seu lançamento oficial, em 08 de novembro, quando vendeu 15 milhões de unidades.


Anonymous hackeia Sony e divulga filmes e discografia em torrent



Reprodução
Anonymous
Após o FBI tirar do ar o site MegaUpload, o grupo hackitivista Anonymous disponibilizou nesta segunda-feira (23/01) todo o acervo da gravadora Sony para download.

Em uma página simples e básica, arquivos como trilhas sonoras de filmes, álbuns de séries de TV e de cantores contratados pela gravadora, como Jennifer López e Franz Ferdinand, foram disponibilizados.

De acordo com o site da revista Exame, discos lançados há 10 anos e filmes produzidos a partir de 2000 foram colocados para download em torrent e alguns, em arquivo direto. Um recado foi colocado junto aos arquivos. No texto, os Anonymous dizem que, mesmo sem MegaUpload, outras formas de download de conteúdos continuarão a existir.

Além da Sony, o grupo Anonymous também invadiu ou derrubou sites da CBS, EMI, RIAA, FBI e até o site da cantora brasileira Paula Fernandes, contratada da Sony Music.

Anonymous divulga lista de sites brasileiros derrubados em protesto


Internet
Anonymous
O grupo hacker ativista Anonymous divulgou, via canal oficial no Twitter, uma lista de páginas brasileiras que eles conseguiram derrubar, em relação aos ataques que foram praticados em protesto à prisão de Kim "DotCom", o fundador do site Megaupload de hospedagem de arquivos. Ele foi detido na semana passada sob acusação de crime contra a propriedade intelectual e lavagem de dinheiro.

A lista em questão, que pode ser vista aqui, inclui diversos sites de contabilidade e troca cambial, além de algumas clínicas estéticas e sites governamentais de algumas cidades interioranas - a maioria, do Estado de São Paulo. Também estão na lista dois sites da Editora Globo - um da Revista ÉPOCA e outro sobre um serviço de newsletters.

Na mesma noite em que Kim "DotCom" foi preso, o Anonymous organizou um ataque global massificado, que tirou do ar diversos sites conhecidos, como a página do FBI e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a associação comercial de estúdios de cinema (MPAA), a página do Escritório de Direitos Autorais (US Copyright Office) e o site da Warner Group. Para ver a ação em detalhes, clique aqui.

Engenheiros do Facebook, Twitter e MySpace se unem para desafiar o Google


Google (Reprodução)
Google
Não é de hoje que uma guerra cibernética acontece entre Google e Facebook, especialmente depois do lançamento do Google+. Nos últimos tempos, a disputa só aumentou, com ambas as empresas tentando encontrar formas de seduzir o internauta. E, agora, a rede social de Mark Zuckerberg parece ter fortes aliados na batalha contra a gigante das buscas: Twitter e MySpace.

Um exemplo recente ocorreu no começo do mês, quando o microblog se declarou contra o novo mecanismo de busca do Google, o Plus Your World. Apesar da novidade ter sido vista com bons olhos para alguns, o Twitter descreveu as alterações como ruins para os consumidores e empresas e conteúdo da web, tornando mais difícil o acesso a notícias.

Para quem não sabe, o Plus Your World funciona da seguinte forma: hoje, você depende muito de páginas públicas, criadas por qualquer pessoa. A ideia do Google é manter essa capacidade, mas indexando também conteúdos de seus amigos em redes sociais relacionados ao termo buscado. Em outras palavras, se procurar por um determinado produto ou local, postagens de seus amigos no Facebook ou no Plus, relacionadas ao que foi procurado, também estarão nos resultados, em uma guia separada.

O problema é que existe a possibilidade do Google manipular e priorizar o resultado das pesquisas para as páginas do Google+, ou produtos e programas da companhia - o que levou até a uma investigação do governo americano para saber se essa prática viola as leis antitruste.

Agora, para fechar ainda mais o cerco contra essa novidade, engenheiros do Twitter, Facebook e MySpace têm trabalhado em conjunto para fornecer aos internautas um aplicativo de pesquisa muito mais preciso e social. Uma versão de testes do software está disponível no endereço FocusOnTheUser.org, que dá acesso a próprios algoritmos de busca do Google, mas também a resultados mais populares, sejam eles do Twitter, Facebook ou qualquer outra rede social.

"O quanto melhor seria fazer buscas pelas redes sociais se o Google mostrasse o resultado de todas elas? Criamos uma ferramenta que usa a própria média de relevância do site - o ranking das buscas orgânicas - para determinar qual conteúdo social deve aparecer nas áreas onde os resultados do Google+ estão pré-determinados", diz um texto no Focus On The User.

De acordo com os criadores, o código do serviço será aberto para que qualquer pessoa possa usá-lo e melhorá-lo. Abaixo você assiste a um vídeo com algumas demonstrações do que o software desenvolvido em parceria pelo Facebook, Twitter e MySpace pode fazer:


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Tela de smartphone tem células solares que recarregam aparelho


Reprodução
Smartphone
Uma nova descoberta foi feita pelo Centro de Nanotecnologia de Londres, Inglaterra. E ela tem tudo pra dar muito certo. Imagine recarregar seu celular apenas andando com ele na mão, em um dia ensolarado? Isso pode ser realidade em breve: a descoberta coloca células de energia solar em um lugar interessante (e óbvio): atrás da tela de seu smartphone!

Arman Ahnood, o pesquisador que fez a descoberta, diz que apenas 36% da luz produzida pela tela de OLED é projetada, e o resto é desperdiçado. Assim, ele pegou células fotovoltaicas e as colocou atrás do OLED, capturando a luz que era desperdiçada e usando-a para recarregar a bateria do celular.

Devido à não opacidade completa das telas de OLED e LCD, as células também capturam a luz do sol. O sistema possui um supercapacitor e alguns circuitos, tendo uma taxa de eficiência de 11%, por enquanto. Em uma tela de 3,7'', por exemplo, dá para captar cerca de 5 miliwatts (0,001 de um watt). É pouco, mas já é alguma coisa. Por enquanto, o sistema consegue aumentar em algumas horas a duração da bateria.

Reprodução

A próxima etapa do processo é importantíssima: é a fase de testes que marca a tentativa de elevar a eficiência das células para 90%, experimentando novos designs e materiais. Porém, já podemos crer que essa tecnologia é real e pode se tornar algo muito útil para nossas vidas.

iPhone 4S e iPad 2, enfim, desbloqueados


Divulgação
iPhone 4S
"Sua espera (finalmente) acabou".

Foi com essa frase que o blog greenpois0n.com, abriu sua postagem do dia 20 de janeiro, com a informação que muitos usuários de iPhone esperavam: o iPhone 4S e o iPad 2, ambos dispositivos equipados com o processador A5, estão finalmente desbloqueados.

De acordo com o texto, a maior complicação e razão da demora pelo destravamento - o famoso jailbreak - se deu justamente pelo A5 possuir um esquema de segurança totalmente diferente dos modelos anteriores. A postagem ainda faz menção à montagem de um dream team de hackers, que conseguiram destravar os aparelhos apenas mediante esforço conjunto.

O software, chamado "greenpois0n", já está disponível para usuários de Mac e Windows, mas os hackers prometem uma versão compatível com Linux para "logo". O post e o link de download do software podem ser encontrados aqui(em inglês).

Mantenha a carga da bateria do seu iPhone com... água!


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Powertrekk
A empresa Powertrekkdesenvolveu uma forma de recarregar a bateria de dispositivos móveis usando um recurso natural que, dependendo de onde você estiver, não deve ser difícil encontrar: água.

Desenvolvido especialmente para aqueles que gostam de trilhar e escalar montanhas, o carregador funciona com uma pequena quantidade de água colocada em um compartimento pressurizado. A água é misturada a uma solução que, ao entrar em contato com o hidrogênio, gera energia.

Para carregar, além da água, o aparelho usa um "puck", que é um compartimento com a solução usada para gerar a carga para os aparelhos. Esses compartimentos têm uso limitado, mas será possível comprá-los em separado por US$ 5.

O carregador custa US$ 229 e poderá ser usado para diversos dispositivos que sejam recarregados a partir de uma porta USB. O gadget estará disponível no mercado a partir de maio.

Veja no vídeo abaixo uma demonstração do carregador:


Youtube cresce ainda mais: 4 bilhões de visualizações por dia



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Número de uploads do Youtube
Após mudar recentemente seu visual, alguns números sobre o Youtube mostram que o site tem crescido muito. Para se ter uma ideia, apenas nos últimos 8 meses, a página teve 25% de crescimento em visualizações, chegando a um número de 4 bilhões por dia. Muita coisa, né?

Além disso, segundo aReuters, a cada segundo, 1 hora de vídeo é colocada no site. Isso significa que, por dia, são enviados vídeos que demorariam uma década para serem assistidos. Se pegarmos 10 dias, o número sobe para 1 século de novos vídeos na página do site.

Pode-se atribuir esse aumento nos números ao fato de o Youtube ter expandido seus meios de visualização, estando presente em smartphones, smartTVs e tablets.

Para saber mais curiosidades e números bem legais, o Youtube criou a páginaOne Hour Per Second. Lá, descobrimos que em 1,5 segundos, o tempo de vídeo enviado é o mesmo que a Estação Internacional Espacial demora para completar uma órbita ao redor da Terra e que, em 1 minuto e 3 segundos, o tempo de vídeos enviados é suficiente para que cerca de 1 milhão de bebês nasçam. Acesse aí e descubra mais curiosidades!

Veja abaixo um vídeo bacana sobre o crescimento de uploads:


Presentes no Facebook se tornam o novo método de ataque de criminosos virtuais



Reprodução
Facebook
A Bitdefender, empresa de segurança, fez uma pesquisa e descobriu a mais nova técnica criminosa no Facebook: os suspostos presentes.

Basicamente, o ataque oferecia uma camiseta com uma estampa do Facebook às primeiras 100 mil pessoas que se justassem ao grupo criado pelos criminosos. Após clicarem em "Curtir" em diversas páginas para ganharem o presente, os usuários tinham de colocar seus endereços, dado que ia diretamente para os criminosos.

Se o usuário fizesse todos esses passos, diversas mensagens eram enviadas a partir de seu perfil, com links do tipo "Mude para o novo perfil do Facebook" e outras, que eram redirecionadas a aplicativos que eram falsos e serviam para infectar usuários.

Outro ataque semelhante usava uma caneca do Facebook como chamariz. Só que, neste caso, a ferramenta enviava mensagens utilizando um e-mail. Assim, quando o usuário clicava no link, ia parar em uma página que é uma cópia da rede social, onde o usuário inseria seus logins e senhas, perdendo suas contas. Elas, por sua vez, eram usadas para publicação de mais mensagens na rede social, distribuindo ainda mais o ataque.

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Para Catalin Cosoi, responsável pelo Laboratório de Ameaças Online da Bitdefender, "esses ataques deveriam levar o Facebook a repensar sua segurança em torno de publicações feitas usando um e-mail". Ele diz que o grande problema aqui é descobrir a quantidade de pessoas infectadas por essa e outras ameaças.

A Bitdefender também desenvolveu uma ferramenta que aumenta a sua segurança no Facebook, chamada Safego. Se você quiser adicioná-la a seu perfil, clique aqui.

"O Google está destruindo nossa memória", afirma estudo


Reprodução
Memória interna humana
Professores de psicologia da Universidade de Columbia, Universidade de Wisconsin-Madison e da Universidade de Harvard, todas nos EUA,fizeram uma descobertaque, em um mundo todo conectado, pode deixar muitas pessoas assustadas. Eles descobriram que a ferramenta de busca do Google está destruindo nossa memória.

Basicamente, "estamos nos tornando simbióticos com as ferramentas de computador, crescendo dentro de sistemas interconectados que fazem com que nos lembremos menos da informação em si, e mais de onde podemos achá-la", segundo a pesquisa.

Explicando a grosso modo, ao invés de nos lembrarmos o nome de cada presidente do Brasil, por exemplo, nós nos lembramos onde podemos encontrar a lista com esses nomes no Google. Essa memória é a chamada "memória externa", e é a que está prevalecendo sobre a interna.

A pesquisa diz que quando as pessoas procuram as mesmas informações em um segundo momento, eles têm baixas taxas de lembrança sobre a informação em si e taxas maiores quando o assunto é saber localizar esses dados todos.

Perfil: conheça a trajetória da Amazon, a gigante do varejo eletrônico


Amazon (Reprodução)
Amazon
As histórias de sucesso dentro da web têm algo em comum: elas iniciaram em um período em que quase ninguém tinha internet ou sabia que esta ferramenta se tornaria o epicentro do mundo. Com a Amazon não foi diferente. Em julho de 1994, quando Jeff Bezos resolveu abrir seu negócio, a ideia era audaciosa: o empresário queria vender livros pela internet.

Jeff abandonou seu emprego em uma grande empresa de Wall Street e iniciou o projeto da Amazon.com no caminho de uma mudança, de Nova York para Seattle. Ele já havia estudado sobre os hábitos de compras via correio dos norte-americanos e descobriu que a venda de músicas e livros pela web seriam duas boas opções. Como o mercado fonográfico era bastante fechado, ele optou pelos livros. Além disso, Entre suas pesquisas, o empresário também descobriu que as livrarias poderiam ter milhares de livros, mas somente conseguiriam expor cerca de 3 milhões de títulos, portanto, um catálogo digital seria a solução.

Um ano depois, o fundador colocava o site no ar. Durante os primeiros dias, Bezos atendeu a pedidos de clientes direto de sua garagem. Ele alugou uma casa por US$ 890 por mês e tinha o espaço ideal para empacotar os livros. No entanto, após um tempo, o espaço estava se tornando pequeno demais para a alta demanda e Jeff teve que mudar a Amazon para um espaço de 1.100 metros quadrados, que podia armazenar algumas centenas de livros.

Graças aos descontos oferecidos de 10% a 30%, o negócio já deslanchava. A campainha, que tocava cada vez que um pedido era lançado no site, logo se tornou insuportável e o programador teve de desligá-la. O sucesso dos primeiros dias de atividades foi tanto que Jerry Yang, co-fundador do Yahoo!, ligou para Bezos sugerindo que eles colocassem o Amazon.com em uma das páginas do portal. O empresário aceitou o convite e após entrarem na lista dos sites mais legais do momento, as vendas da Amazon triplicaram.

No final da semana de estreia, a Amazon.com já tinha US$ 12 mil em encomendas de livros e na semana seguinte foram mais US$ 15 mil de encomendas. Em entrevista para o Wall Street Journal, Jeff lembrou que durante as primeiras semanas todos os funcionários trabalhavam até às 3h para empacotar e endereçar os pedidos. Como a casa ainda não tinha mesa, o pessoal permanecia de joelhos durante horas fazendo os pacotes. O fundador até pensou em comprar joelheiras, mas um de seus funcionários sugeriu que ele comprasse mesas. “Na hora eu pensei que essa era a ideia mais brilhante que já tinha ouvido na minha vida”, brincou.

No fim do primeiro ano, a empresa teve seu primeiro grande pedido de 100 livros. O sucesso tinha sido conquistado pelo boca a boca, já que a companhia não tinha investido quase nada em publicidade. A única ação da Amazon era alguns cartazes espalhados pela Barnes & Noble que dizia: "Não encontrou o livro que procurava?" juntamente com o endereço do site.

Em 1999, a companhia já contava com 500 empacotadores que passavam o dia embrulhando os pedidos e respondendo as questões dos clientes. Os funcionários ganhavam US$ 10 a US$ 13 por hora. O profissional que mais rendia conseguia responder 12 emails por minuto e os que tinham um número muito abaixo disso eram mandados embora. Para incentivar os funcionários, Jeff iniciou uma competição entre os empregados para ver quem respondia mais emails. Naquela semana, o pessoal chegou a trabalhar 12 horas por dia. Cada um recebeu US$ 200 de bônus a cada 100 mensagens respondidas.

Uma das ferramentas que contribuiu para o sucesso do site era a resenha eletrônica, que permitia que os próprios clientes expusessem sua opinião sobre os livros. Algumas pessoas acharam a ideia estranha, mas o empresário acreditava que, apesar dos feedbacks negativos, eles conseguiriam vender mais livros a partir do momento que ajudassem os clientes nas decisões de compras.

A forma como Bezos administrava a companhia era bastante peculiar e não agradava a todos. Ele queria uma empresa descentralizada e até desorganizada, onde as ideias individuais prevalecessem. Ele instituiu o conceito do "time de duas pizzas", que determinava que um grupo ou departamento não poderia ser tão pequeno a ponto de ser alimentado apenas por duas pizzas.

Além disso, o fundador era bastante preocupado com os feedbacks. Certa vez uma mulher mais velha enviou um email à companhia reclamando do pacote. Ela disse que precisou pedir ajuda de seu sobrinho para abrir o embrulho. Quando Jeff soube disso, mandou redesenhar os pacotes imediatamente para tornar a abertura mais fácil.

Frequentemente, o empresário também criava novas ferramentas para o site para facilitar a compra e a busca por livros, especialmente os títulos mais estranhos. Um dos recursos, chamado de "1 clique", foi patenteado e permitia que os clientes comprassem livros em apenas um clique.

Em 1996, a Amazon abriu um IPO e em 2001 aumentou o leque de opções, passando a oferecer eletrônicos, artigos esportivos, roupas e até jóias. Três anos depois, a companhia comemorava a venda de 108 milhões de itens durante a temporada de férias. Já em 2006, Jeff lançou uma prévia da loja de músicas, que rendeu, no quarto trimestre, um aumento de 42% nas vendas do site.

No ano seguinte, a companhia dá mais um salto rumo ao sucesso. Em novembro de 2007, a Amazon anunciou seu leitor de e-books, o Kindle. As vendas do dispositivo foram duas vezes acima do esperado e, por isso, em fevereiro de 2009, a empresa apresentou o Kindle 2. Neste meio tempo, a Amazon ainda lançou um serviço de streaming de video-on-demand de filmes e séries de TV com 40 mil títulos de filmes disponíveis para o mercado norte-americano.

Com o Kindle, em 2010, o lucro da companhia aumentou 71% e suas ações subiram. A contribuição do e-reader à empresa foi enorme e a Amazon decidiu lançar mais modelos do dispositivo. Em setembro de 2011 foram apresentados o Kindle Fire, Kindle Touch e o tradicional Kindle. Um dos últimos anúncios da empresa afirmou que a Amazon está se preparando para lançar e-books no Brasil. A varejista norte-americana contratou Mauro Widman, um engenheiro que vai desenvolver a plataforma de livros digitais numa versão em português.

Conheça a história de outras gigantes da web! A trajetória do Buscapé e doeBay também já foram contadas por nós.

HSBC GLT oferece 350 vagas em tecnologia para contratação em 2012



carreira
O GLT Brasil, Centro Global de Tecnologia do Grupo HSBC, oferecerá ao longo do ano 350 novas vagas na área de Tecnologia para profissionais de todos os níveis (estágiário, trainee, analistas júnior, pleno, sênior, consultores e líderes), com experiência em Java, Cobol Mainframe, Websphere, DB2, Datastage, Oracle e Unix, entre outras.

O GLT é uma empresa do Grupo HSBC que trabalha no desenvolvimento de soluções de tecnologia e prestação de serviços, com exportação de sistemas para unidades do Grupo em qualquer um dos mais de 80 países em que a instituição está presente. A unidade brasileira é a terceira do mundo, antecedida pela Índia e China e foi criada há apenas cinco anos.

Caio Doi, Diretor de Recursos Humanos do HSBC GLT, afirma que eles são uma empresa em expansão. "Quando começamos, em agosto de 2006, tínhamos 19 pessoas. Temos crescido cada vez mais rápido. No início do ano de 2010, estávamos com 423 colaboradores, hoje somos 700, e queremos chegar a 1000. A pessoa que deseja crescer profissionalmente, acompanhando a expansão da empresa, é o tipo de candidato que tem mais chance de ser contratado“.

Apesar de estar localizado em Curitiba, que será o local de trabalho dos candidatos, interessados de todo o país podem se inscrever através do site www.hsbcglt.com.br, clicando em “Oportunidades de Carreira” e cadastrando o currículo no local indicado. O site também informa quais são as vagas que já estão disponíveis à medida em que elas vão sendo abertas. É pré-requisito ter inglês avançado ou fluente para a maioria das vagas.

O processo seletivo é composto por três fases: pré-entrevista por telefone, avaliação técnica e entrevista com a área de Recursos Humanos; pessoalmente no caso de candidatos locais, ou por telefone/video conferência no caso de candidatos de outras localidades.

Um dos benefícios mais atrativos das vagas em aberto é que todas elas apresentam a possibilidade de experiência internacional, o que se tornou um requisito da empresa: disponibilidade para viajar ao exterior. De acordo com Jacques Depocas, presidente do HSBC GLT, a multinacional presta serviços prioritariamente para o exterior, para o HSBC de outros países. “Em função disso, temos incentivado os nossos colaboradores à troca de experiências globais. Atualmente, mais de 200 dos nossos colaboradores já viajaram para o exterior, para participar de treinamento ou reuniões”, afirma.

Em 2011, o GLT ficou pela terceira vez consecutiva entre as 100 Melhores Empresas Para se Trabalhar no Brasil. Além disso, pelo quarto ano consecutivo, foi escolhido uma das melhores empresas para se trabalhar na área de TI & Telecom segundo o Instituto Great Place to Work. Para mais informações acesse o site: www.hsbcglt.com.br

Google+ já tem mais de 90 milhões de usuários



Google+
O Google comemora o desempenho do Google+ e afirma que sua rede social não para de crescer. De acordo com post feito porPaul Allen, que costuma divulgar números do Plus, a rede social já superou a marca de 90 milhões de usuários, mesmo tendo sido lançada em junho de 2011 e aberta para o público em setembro do mesmo ano.

Além de já ter cerca de 10% dos usuários do principal rival, o Facebook (que, em setembro, tinha mais de 800 milhões de usuários cadastrados), o Google afirma que 60% dos membros acessam diariamente a conta, e 80% entram no site ao menos uma vez por semana. E a rede social também parece interessante para negócios: mais de 1 milhão de páginas foram criadas para marcas e empresas.

O rápido crescimento do Plus pode ter ligação com uma nova medida do Google. De acordo com a CNET, todos os usuários que criam um conta Google ganham, automaticamente, uma conta na rede social. Assim, se alguém se cadastrar apenas para ter uma conta no Gmail, para usar o Google Docs ou até mesmo para vídeos no YouTube, ganhará também uma página no Google+.

Considerando que o Google planeja integrar todos os seus serviços ao Plus - incluindo as buscas, que ganharam recursos sociais recentemente - a medida até faz sentido. Porém, não são todos que querem ter contas na rede social, o que pode causar transtornos no futuro.

Além de divulgar números do Google+, o Google também comemora o sucesso do seu sistema operacional para dispositivos móveis, o Android. Mais de 250 milhões de aparelhos já usam a plataforma ao redor do mundo, com mais de 11 bilhões de downloads feitos na Android Market desde a sua criação.

RIM anuncia Thorsten Heins como novo CEO e ações da empresa caem



Reprodução
Thorsten Heins
A Research in Motion anunciou mudanças em seu comando, com os antigos presidentes Mike Lazaridis e Jim Balsille deixando seus cargos e apontando Thorsten Heins como novo CEO da fabricante de BlackBerry. A troca fez com que as ações da empresa caíssem nesta segunda-feira (23/01).

"Chega uma hora no crescimento de toda empresa em que os fundadores reconhecem que é a hora de passar o bastão para uma nova liderança", afirmou Mike Lazaridis, que continuará na empresa como vice-presidente. Já Balsille manterá um cargo na diretoria da RIM.

O novo CEO, Thorsten Heins, chegou à empresa em 2007 e se tornou o presidente de operações em agosto do ano passado. Antes da RIM, ele trabalhou na Siemens, onde foi vice-presidente de engenharia de hardware.

A nomeação do novo comandante da RIM não foi bem recebida no mercado. Nesta segunda-feira (23/01), as ações da canadense cairam mais de 6% e analistas questionam a escolha do novo CEO, segundo a Reuters.

"Parece mais enfeite do que uma reorganização", afirmou o analista Edward Snyder, da Charter Equity. "Em nossa visão, um presidente-executivo com uma forte experiência em produtos eletrônicos para consumo e cadeia de suprimentos teria sido ideal", disse Wu, estimando que de 60 a 70 por cento dos negócios da RIM são para consumidores.

A mudança de comando na RIM foi pedida durante muito tempo por acionistas da empresa, que acreditavam que uma nova liderança poderia reconduzir a empresa ao crescimento. Com o avanço de sistemas como iOS e Android, o BlackBerry vem perdendo terreno inclusive no mercado de smartphones corporativos, sendo preterida pelos concorrentes em muitas empresas.

Quer que a página da sua empresa no Google+ tenha sucesso? Então siga o exemplo dessas 3


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Página da Google+
Mesmo estando no começo e ainda não tendo a quantidade de membros do Facebook, o Google+ continua sendo um ótimo meio de divulgação para empresas e marcas.

A página do Android no Google+ é a mais popular, com mais de 140 mil fãs. A freqüência com que os posts são feitos - normalmente de 1 a 10 por dia - também ajuda na popularidade da página.

Uma promoção na rede social, em que aplicativos para o sistema operacional móvel eram vendidos por apenas 10 centavos de dólar, fez com que a página ganhasse mais de 2 mil compartilhamentos e mais de 3 mil "+1".

Outros pontos importantes foram os infográficos e anúncios feitos pela empresa, além de
conteúdo em vídeo, que incluíam entrevistas de desenvolvedores, hangouts usando um Galaxy Nexus e até animações sobre dados da empresa. O Google também chegou a oferecer álbuns de bandas como o Coldplay a apenas US$1 (Cerca de R$1,80).

No caso da NASA, os updates são feitos de 5 a 15 vezes por dia, com notícias, fotos e vídeos da estação espacial. Um dos pontos chave da empresa foi a oportunidade de enviar felicitações durante o natal e ano novo à equipe da Estação Espacial Internacional. Essa página também ficou marcada por causa dos conteúdos em vídeo, como o do eclipse lunar, que teve mais de mil compartilhamentos, além das notícias postadas na Google+, onde se encontram as mais novas e recentes descobertas, missões espaciais a planetas inabitados e o descobrimento de novas estrelas.

Já no caso do Funny Pictures & Videos, o assunto muda um pouco de perspectiva, já que não se trata de uma marca, e sim de uma página de humor. Mesmo assim, o perfil tem de 3 a 5 posts por dia, que recebem centenas de compartilhamentos, totalizando um número de mais de 60 mil seguidores. Com fotos animadas, como as da versão em carne e osso dos pássaros do Angry Birds, a página também conquista por aliar o humor à cultura high-tech, atraindo os amantes da tecnologia.

Algumas dicas para se ter sucesso no Google+ são: conteúdos ricos em diversidade e únicos, conhecimento do público e audiência, posts baseados em fatos recentes e promoções de seus produtos.

Segundo análise, Zynga perde US$ 150 a cada cliente que assina seus serviços


Reprodução
Zynga
Estariam os jogos sociais falhando? Inegavelmente, títulos como Castleville eCityville, da gigantesca Zynga, estão meio fora dos holofotes de uns meses para cá. E as referências aos jogos da Zynga não são à toa: segundo análise do grupo de marketing Sterne Agee, a mais influente empresa do social gamingestá passando por uma séria dificuldade.

O estudo, que levou em consideração informações relacionadas ao orçamento da empresa para aquisição de clientes, concluiu que, a cada novo cliente pagante, a Zynga está perdendo US$ 150 - pouco mais de R$ 200. O motivo seria a enorme, retumbante queda na aquisição de novos clientes. Ao final de dezembro de 2010, a Zynga tinha cerca de 3 milhões de clientes pagantes, mas, em setembro de 2011, nove meses depois, o número aumentou para 3,4 milhões, sendo que o orçamento destinado para essa finalidade é de US$ 120 milhões.

Em outras palavras, a Zynga aumentou apenas 400 mil clientes de sua base, mas gastou o orçamento inteiro. Proporcionalmente, é um prejuízo de R$ 150 aproximados para cada cliente novo.

O estudo ainda aponta que esta é uma tendência do social gaming. Ainda citando a Zynga, a pesquisa indica que cada cliente custa US$ 300 para manutenção devida, mas o cliente em si gastaria apenas US$ 140 - US$ 160 em um ano que fica fiel à empresa. A análise prevê que, nos próximos 12 a 15 meses, a desaceleração será ainda mais evidente nesse mercado.

Após fim do MegaUpload, FileSonic desabilita compartilhamento de arquivos


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FileSonic
O fechamento doMegaUpload pelo FBI fez com que outro serviço de compartilhamento de arquivos alterasse o seu funcionamento. O FileSonic desabilitou a função de compartilhar, servindo apenas como um site para usuários guardarem seus arquivos e acessarem de outros computadores.

Segundo a CNET, além da mudança no foco do FileSonic, alguns usuários já reclamam de arquivos que foram deletados de suas contas - possivelmente aqueles que são protegidos por direitos autorais.

Apesar do serviço ter seus principais servidores em Hong Kong, é possível que parte dos arquivos armazenados no FileSonic sejam hospedados em servidores nos Estados Unidos. Assim, o site poderia ser tirado do ar pelo governo dos EUA, da mesma forma como aconteceu com o MegaUpload na semana passada.

O FileSonic agora funciona mais ou menos como outros serviços de nuvem, como o Dropbox, mas com algumas limitações. Os usuários, ao se cadastrarem gratuitamente, ganham 10 GB para armazenar seus arquivos, mas eles ficam disponíveis por apenas 30 dias. Além disso, a velocidade de upload e download é limitada, e não é possível enviar arquivos com mais de 1 GB.

Já quem preferir pagar para ter uma conta tem armazenamento ilimitado e não terá os arquivos deletados, além de poder enviar arquivos de até 5GB

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Adeus, SOPA: Lamar Smith, principal apoiador, desiste do projeto


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Adeus, SOPA
O dia de hoje, 20 de janeiro, deve ser lembrado como o dia em que os internautas venceram. O mundo inteiro fez diversas manifestações e protestos - desde ataques do Anonymous a sites do governo e órgãos relacionados à indústria do entretenimento, até empresas que deixaram seus sites fora do ar para mostrar-se contra o SOPA, ou Stop Online Piracy Act. Depois de tanto barulho, Lamar Smith, o principal apoiador do projeto de lei, abandonou a causa.

Segundo o Mashable, o Senador retirou o projeto "até que haja um amplo acordo sobre uma solução". Ele ainda comentou que o roubo de propriedade intelectual americana não é diferente de roubar um produto em uma loja, continua sendo ilegal e a lei tem que ser reforçada em ambos os aspectos.

Porém, Smith admite que há a necessidade de rever a abordagem a ser tomada para resolver o problema que, segundo ele, é causado por "ladrões estrangeiros que roubam e vendem produtos e invenções americanas".

De acordo com Smith, esse "roubo de propriedade intelectual americana" ocasiona um prejuízo de mais de US$100 bilhões (cerca de R$170 bi) anuais para a economia dos EUA, além de causar a diminuição de centenas de empregos no país.

Já a votação para o PIPA, ou Protect IP Act, foi adiada "devido aos recentes acontecimentos", segundo o Senador Harry Reid. O irônico, aqui, é que esse anúncio aconteceu apenas 2 dias após Reid dizer que não voltaria atrás com o SOPA.

Porém, baixada a poeira das comemorações da vitória da internet, os internautas não podem soltar as rédeas. Para o Anonymous, "o SOPA pode estar morto agora, mas a motivação para a promulgação das leis ainda está viva. Não parem de lutar por uma internet livre. Diga não à censura", concluíram.

O site da sua empresa foi atacado. E agora? O que fazer?


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Hackers


O time responsável pelos servidores de um site sempre sofre quando acontece um ataque virtual. Nessa onda de protestos do grupo de hackers como o Anonymous, por exemplo, tem muita empresa de infraestrutura web tendo que trabalhar dobrado para resolver os danos causados por esses impulsos. E os primeiros momentos da "guerra" exigem ações rápidas para evitar maiores danos.

Existem dois tipos de ataques: os de negação de serviço, conhecidos comoDDoS (Denial of Service, na sigla em inglês), e as invasões. Em cada um dos casos, a equipe que coordena os servidores deve agir de uma maneira diferente. Segundo Guilherme Bistolfi, analista de segurança da Ananke, nos ataques de negação, o fluxo de acessos do site muda - ou seja, de repente, um número de "pessoas" muito acima do normal tenta acessá-lo ao mesmo tempo. Portanto, é preciso identificar a causa dessa anormalidade.

Imaginem que o Olhar Digital está sendo atacado. O analista dos nossos servidores avalia de onde estão vindo os acessos, quem são as pessoas que estão acessando e quais as páginas que estão gerando esses acessos. Caso o motivo desse aumento de acessos não seja justificado por uma matéria bombástica (morte do Steve Jobs, por exemplo), eles percebem que estão sendo atacados.

Como os ataques DDoS utilizam uma rede de máquinas zumbis que tentam acessar ao mesmo tempo a página de um site, há uma sobrecarga no servidor que fica, então, impossibilitado de atender a todas as requisições simultâneas de acesso. É o mesmo que você abrir vários programas no seu computador ao mesmo tempo: uma hora, ele vai ficar lento e até travar. Para evitar que o servidor entre em colapso e pare de funcionar, o analista pede para que o seu fornecedor barre os acessos.

"É como se fosse um condomínio em que o prédio é o Data Center e o elevador é o link interno que leva as informações para o térreo (site). O que fazemos é pedir que o fornecedor barre os acessos desses computadores zumbis já na entrada do prédio, assim ele não cai. Imagine se o elevador fica lotado, o que pode acontecer”, brinca.

Já na invasão o esquema é bem diferente. De acordo com Guilherme, quando um hacker invade o site não há alteração do fluxo de acessos e é bem mais difícil identificar o ataque. Isso porque o hacker invade o site explorando uma falha na programação. Por se tratar de algo completamente diferente, as ações tomadas pelos analistas também divergem bastante. O primeiro passo das empresas de Data Center é iniciar um trabalho investigativo para encontrar o erro que foi explorado. "Se o site invadido tiver dados de terceiros o melhor a se fazer é tirá-lo do ar para encontrar com calma a vulnerabilidade e consertá-la", explica.

Na maioria dos casos de invasões, os responsáveis deixam mensagens dentro das páginas avisando que aquele site foi hackeado. Então, segundo Guilherme, o ideal é retirar essa mensagem do ar e monitorar o site para que, quando a pessoa voltar a inserir a mensagem, fique mais fácil de descubrir onde está a falha. "Se houver mensagem e se o site não possuir informações confidenciais, dá para aguardar o hacker invadir de novo e pegá-lo no flagra", comenta.

Ambos os casos são bastante comuns, segundo Guilherme. Mas, os métodos são utilizados em situação diferentes. Enquanto o DDoS tem conseqüência imediata (derruba o site), as invasões deixam seqüelas, especialmente se dados confidenciais do site forem roubados. Grupos como o Anonymous trabalham com as duas modalidades, porém, dependendo da situação eles avaliam qual é a melhor forma. Para fazer retaliações, como o que aconteceu com o site do FBI, eles optam por ataques rápidos e certeiros de DDoS. Já para expor corrupções ou fraudes, eles preferem perder um pouco mais de tempo e encontrar vulnerabilidades nos sites, assim, eles conseguem publicar informações confidenciais.

Você já foi atacado ou invadido? Conte nos comentários abaixo o que você fez