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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Aparelhos eletrônicos: programados para "estragar"


paradigmamatrix.blogspot.com
Obsolescência programada


Você já deve ter ouvido falar na obsolescência programada, uma estratégia de mercado que surgiu na década de 1920, após a crise de 1929. Este fenômeno industrial e mercadológico fazia com que as empresas desenvolvessem produtos com uma vida útil mais curta apenas para garantir o consumo constante de novos itens, aquecendo, assim, a economia, que vivia maus momentos.

O criador dessa "galinha dos ovos de ouro" foi o então presidente da General Motors, Alfred Sloan, que desenvolveu a teoria para incentivar a troca freqüente de carros. O apelo é utilizado até hoje: as montadoras mudam anualmente os modelos e acessórios dos veículos. Só que no caso dos carros, existe manutenção e reposição constante de peças anteriores, portanto, não há uma imposição na troca. Ou seja, fica a critério do consumidor querer andar com o carro do ano ou não. Já no caso de eletrônicos e eletrodomésticos, a história é outra. Algumas fabricantes tiram de linha o produto e suas peças, e acabam forçando uma nova compra caso aquele aparelho estrague.

O advogado especialista em direito do consumidor, Dr. Eduardo Alberto Squassoni, do escritório Letang Associados, explica que o código do consumidor não determina um tempo para que as empresas retirem as peças de reposição e isso atrapalha muito a vida dos clientes. "O código diz que deve haver um prazo razoável, mas o razoável depende muito de cada produto. Em uma decisão judicial, este prazo acaba entrando no entendimento do juiz", explica. Isso significa que as fabricantes podem retirar peças e produtos de linha a hora que quiser e o consumidor fica sem a possibilidade de consertar um produto mais antigo.

O especialista conta que um de seus casos mais recentes está sendo baseado nesta lei. Uma pessoa comprou uma televisão de LED e tecnologia 3D, e seis meses depois o produto parou de funcionar. O consumidor, então, procurou a fabricante. Mesmo dentro da garantia, a empresa afirmou não ser possível o conserto do produto, pois ele estava fora de linha e já não existia mais peças de reposição. A empresa ofereceu um reembolso para o consumidor com o valor original pago pela TV. Mas o advogado explica que terá de entrar com uma ação para obrigar a companhia a reembolsar o preço corrigido da TV.

"Com o valor pago na época, meu cliente não conseguirá comprar uma TV nova da mesma marca e com as mesmas funcionalidades. O mínimo que eles terão de fazer é pagar o valor corrigido ou dar uma TV equivalente", comenta. "Este caso implica ainda em pedir um dano moral, pois o consumidor não está usufruindo da TV", completa.

No documentário "The Light Bulb Conspiracy" ("A conspiração da lâmpada", em português - veja o vídeo abaixo), a cineasta Cosima Dannoritzer mostra que, apesar das fabricantes negarem, a indústria tem práticas para determinar a validade de seus produtos e isso acontece, especialmente, na indústria da tecnologia. Um dos casos apontados no vídeo é o da primeira geração do iPod, que teve problemas na bateria oito meses depois da compra. O consumidor em questão procurou a Apple, que sugeriu: "vale mais a pena comprar um iPod novo". O caso se tornou uma ação coletiva, que deu aos clientes uma substituição das baterias e a extensão da garantia por US$ 59. Ao ser questionada sobre o fato, a empresa alegou que "a vida útil dos produtos varia muito com o seu uso".

Outro caso apresentado no documentário revela que um rapaz procurou a assistência técnica para restaurar sua impressora a jato da Epson e os técnicos disseram que não havia conserto. Indignado, o consumidor procurou mais sobre o assunto na web e descobriu uma "teoria" que ronda fóruns: segundo os usuários, existe um chip que determina a duração do produto. Quando a impressora atinge um número de páginas impressas, ela trava e não volta mais a funcionar.

Ao ser procurada pelo Olhar Digital, a Epson negou que praticasse a obsolescência programada e disse que dá muita atenção à qualidade dos produtos, além de se preocupar com o meio ambiente. "Projetamos os nossos produtos pensando nas necessidades e nas demandas do consumidor e rejeitamos totalmente que eles sejam fabricados para apresentar defeitos depois de algum tempo", declarou a companhia.

A fabricante ainda disse que, de acordo com pesquisas, a vida útil de uma impressora é, em média, de quatro anos. Depois deste tempo, normalmente, o consumidor busca a reposição por um modelo com tecnologia mais atualizada. "Hoje, é o mercado consumidor que define a vida útil de um produto, pois os consumidores estão sempre em busca de novo design, de novas tecnologias, a exemplo de impressão sem fio (wireless) ou até mesmo de impressão na nuvem. Eles também procuram mais desempenho, pois a cada lançamento a Epson desenvolve um produto que consuma menos energia e menos tinta", comentou.

O argumento de que os consumidores buscam por produtos novos faz sentido, mas a diretora do documentário acredita que a obsolescência programada na forma psicológica também existe. Em outras palavras, o fato do consumidor substituir voluntariamente algo que ainda funciona só para ter o último modelo também é uma influência da indústria.

E você, acredita que as fabricantes de eletrônicos praticam a obsolescência programada? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

Parte 1



Parte 2



Parte 3




Parte 4



Parte 5



Parte 6



Ranking: as empresas que mais anunciam no Google


Reprodução
Dinheiro
Hoje pode-se dizer que oGoogle se transformou não só em um mecanismo de pesquisa e respostas, mas em uma grande rede de serviços que oferece notícias, redes sociais, diversão e muito mais. Eleita a melhor empresa de tecnologia para se trabalhar, a gigante das buscas teve um lucro de US$ 2,51 bilhões apenas no segundo trimestre de 2011, e só continua a crescer.

Segundo um infográfico do site Word Stream, 96% de sua receita atual - US$ 37,9 bilhões - vem só da publicidade. Mas você sabe quais são as organizações responsáveis por ajudar a colocar um dinheiro a mais nos bolsos do Google? Pois é o que você descobre agora.

No topo do pódio de investidores estão empresas de finanças e seguros, que geraram US$ 4 bilhões ao Google. A State Farm, um grupo voltado para melhorias automotivas, foi a que mais investiu em campanhas no Google, com gastos em torno dos US$ 43,7 milhões em anúncios exibidos quando os usuários realizavam pesquisa por termos como "seguro de saúde", por exemplo. O custo por clique nesse tipo de publicidade chega a incríveis US$ 43.

No segundo lugar dos capitais publicitários estão companhias de varejo e anúncios em geral, com US$ 2,8 bilhões de dólares. A Amazon, que está na primeira posição, investiu US$ 55,2 milhões, seguida do eBay (US$ 42,8 milhões), Macy's (US$35,6 milhões) e Sears (US$34,3 milhões). A cada clique nesses banners, US$ 5,18 eram depositados na conta do Google.

Empresas de viagem e turismo ocupam a terceira posição do infográfico, com US$ 2,4 bilhões. O quarto lugar ficou com organizações de empregos e educação (US$ 2,2 bilhões), seguido de casa e jardinagem (US$ 2,1 bilhões), tecnologia e eletrônicos (US$ 2 bilhões), veículos (US$ 2 bilhões), internet e telefonia (US$ 1,7 bilhões), negócios e indústria (US$ 1,6 bilhões), e presentes (US$ 1,2 bilhões).

No setor tecnológico, vemos a HP na primeira posição, com US$ 33,3 milhões investidos em publicidade no Google. Em segundo vem a Dell com US$ 26,3 milhões, Best Buy em terceiro com US$ 23,7 milhões, Apple em quarto com US$ 17,9 milhões, e Microsoft em quinto com US$ 16,3 milhões.

Veja o infográfico abaixo:

Reprodução

Dados do MegaUpload podem começar a ser apagados na quinta-feira (02/02)


Megaupload (Divulgação)
Megaupload
Os dados do Megauploadpodem começar a ser apagados na quinta-feira, segundo a CNET, em mais uma etapa da operação que recentemente prendeu os fundadores do serviço e tirou o site do ar.

Uma corte dos Estados Unidos pode pedir que a empresa responsável pelo armazenamento do conteúdo do Megaupload nos Estados Unidos - a Carpathia Hosting e Content Communications Group - comece a apagar os dados até o fim desta semana.

Desde a prisão dos seus fundadores, as contas bancárias do Megaupload foram congeladas, o que impede que o pagamento aos servidores que hospedam seu conteúdo seja feito.

Advogados do Megaupload afirmam que os dados de pelo menos 50 milhões de usuários do serviço devem ser afetados, e que a empresa está trabalhando para impedir que isso aconteça.

O problema para os usuários do serviço é que não existem apenas arquivos protegidos por direitos autorais hospedados, mas também arquivos pessoais, entre outros dados que não são ilegais.

TI lidera ranking de fusões e aquisições no Brasil pelo 4° ano consecutivo


mercado ti
A Tecnologia da Informação foi o setor que mais realizou fusões e aquisições no ano de 2011 no Brasil, liderando o ranking pelo 4° ano consecutivo. Somente o ano passado, foram concretizados 90 negócios envolvendo empresas do segmento, um aumento de 5,5% em relação ao ano anterior. A Se comparado em relação a 2009, os números são ainda maiores: naquele ano, apenas 58 fusões e aquisições foram feitas no setor. Os dados constam em um levantamento realizado trimestralmente pela KPMG e que identifica as 42 áreas que mais realizaram transações no país.

O setor de TI vem registrando um movimento crescente no número de fusões e aquisições desde 1999 e, há quatro, se mantém na posição de líder, ultrapassando indústrias fortes no país como Alimentos e Bebida, Imobiliário e Petróleo e Gás. Em 2011, o levantamento da KPMG apontou ainda que o mercado doméstico de TI está bastante aquecido. Foram feitas durante esse período 45 transações que envolvem somente empresas de capital brasileiro. Também foram registrados 17 de negócios entre empresas estrangeiras adquirindo brasileira estabelecida no País, três brasileiras adquirindo estrangeira no exterior, duas brasileiras adquirindo estrangeira estabelecida no País e 23 estrangeiras adquirindo outra estrangeira estabelecida no País.

Para o coordenador da pesquisa, sócio da KPMG, Luis Motta, TI contribuiu para o aumento das operações entre empresas brasileiras e que corresponderam a 50% do total dos negócios do ano.

Amazon negocia com autores brasileiros para publicar seus livros


Amazon (Reprodução)
Amazon
A Amazon começou a oferecer seu serviço de nuvem no Brasil em 2011, e, para 2012, pretende entrar com tudo no mercado editorial. Segundo a colunaRadar, de Lauro Jardim da revista Veja, a empresa está conversando diretamente com autores para publicar seus livros.

A estratégia é a mesma adotada nos Estados Unidos, quando a empresa não conseguiu acordo com editoras e passou a negociar diretamente com autores.

Segundo a coluna, um dos nomes sondados pela Amazon foi Augusto Cury, escritor de livros de autoajuda, mas autor e empresa não fecharam nenhum acordo. Já Paulo Coelho fechou acordo para a Amazon brasileira vender suas obras em português, espanhol, francês e alemão.

A Amazon vem dando indícios de que tem a intenção de popularizar seu leitor de livros digitais, o Kindle, no Brasil, com um grande acervo de publicações em português. Atualmente o produto pode ser comprado pelos brasileiros, mas apenas na versão importada. No início do mês, a varejista americanacontratou Mauro Widman, executivo que desenvolveu a loja de e-books da Livraria Cultura, como gerente de vendas para o Kindle no Brasil.

Adobe divulga vídeo que mostra nova interface do Photoshop CS6


Reprodução
Photoshop
O Photoshop CS6 vem aí, e a Adobe postou um vídeo no YouTube com algumas novidades da nova versão do seu editor de imagens.

No vídeo, o gerente da Adobe Bryan O'Neil Hughes mostra algumas das novas funcionalidades da nova versão do Photoshop. Ele começa pelo Camera Raw 7 - outro programa do pacote CS6 - editando uma foto tirada com seu celular. Depois, abre o Photoshop para continuar a edição.



As diferenças do novo Photoshop são perceptíveis assim que o programa é aberto - ele tem uma interface mais escura do que o tradicional. De acordo com Hughes, é para dar uma "maior imersão" durante a edição da imagem. Será possível mudar essa interface para a antiga - depende da preferência do usuário.

O pacote Creative Suite 6, que engloba diversos outros softwares para edição de imagens, vídeos, sites, entre outras coisas, deve ser lançado durante o segundo trimestre de 2012.

Emprego: o Twitter quer você! Microblog cria vídeo divertido para recrutamento


Reprodução
Vídeo de recrutamento do Twitter
O Twitter está precisando de funcionários nos Estados Unidos e, para isso, fez um vídeo de recrutamento para novos talentos. Só que não é um vídeo qualquer, e sim uma sátira de vídeos corporativos com baixo valor de produção.

Funcionários do Twitter contam as vantagens de trabalhar dentro da rede social durante o vídeo - tudo isso com efeitos terríveis e atuações bastante artificiais, e frequentemente dá pra ver os "atores" lendo parte do texto. Diálogos forçados, declarações que não dizem nada, tudo isso está presente no vídeo. E até mesmo um desenho mal-feito do CEO da empresa, Dick Costolo.

Veja o vídeo, em inglês, abaixo:


Bill Gates diz que "nenhuma guerra jamais existiu" entre ele e Steve Jobs


Reprodução
Bill Gates e Steve Jobs
Alguns comentários de Bill Gates, fundador da Microsoft, tirou um pouco a credibilidade de um dos maiores mitos do mundo high-tech: a guerra entre Apple e Microsoft. Em entrevista, Gates declarou que "nenhuma guerra jamais existiu".

Gates disse ter escrito uma carta para Jobs, um pouco antes de sua morte. Nela, Bill expressava seus sentimentos sobre as realizações de Jobs e sobre sua vida pessoal. Segundo o site Electronista, Laurene Jobs, viúva do empresário, afirmou que o fundador da Apple "apreciou a carta, tanto que a guardava ao lado de sua cama".

Gates diz que a carta não era nenhuma espécie de tentativa de reconciliação: "Não havia nenhuma reconciliação a ser feita. Não estávamos em guerra. Nós fizemos ótimos produtos e a competitividade sempre foi uma coisa positiva. Não havia motivos para perdão", diz.

Apesar de Jobs ter chamado Gates de "sem imaginação" e "estranhamente falho como ser humano", passagens que constam na biografia escrita por Walter Isaacson, os comentários de Bill sobre Steve após sua morte sempre foram positivos.

Que tal usar um cinto capaz de atualizar suas redes sociais favoritas?


LikeBelt (Reprodução)
LikeBelt
Você, que gosta de redes sociais como Twitter e Facebook, certamente se acostumou a acessá-las pelo seu smartphone, computador, tablet e outros dispositivos.

Mas já pensou em trocar esses aparelhos por um... cinto? Pois essa é a proposta da empresa norte-americana Deeplocal, que decidiu criar um cinto com tecnologia NFC (Near-field Communication) capaz de postar mensagens e adicionar pessoas no seu perfil do Facebook e Twitter, e até fazer check-in no Foursquare apenas com sua aproximação.

De acordo com o site Technabob, o produto, chamado LikeBelt, é composto por uma fivela, uma antena NFC acoplada e um smartphone Android, também com tecnologia NFC, permitindo que você atualize suas redes sociais favoritas através da aproximação em chips programados e espalhados por diversos locais da cidade, incluindo lojas, empresas e até mesmo em pessoas que desejam curtir algum tipo de conteúdo.

Através de um aplicativo personalizado para sistemas Android que decodifica os dados e ações do indivíduo, a antena se conecta diretamente ao celular, fazendo com que, ao se aproximar de um chip, a informação seja enviada para o seu aparelho móvel, e então postada no Facebook, Twitter ou Foursquare.

O cinto poderá ser facilmente utilizado por qualquer pessoa, mas talvez pode gerar um certo desconforto para os mais tímidos, já que, para curtir, compartilhar, acessar, e interagir com os sites, será necessário aproximar o acessório com um gesto engraçado, como se estivesse fazendo uma dancinha.

Mesmo com um conceito divertido e inovador, a Deeplocal não tem planos de vender o LikeBelt como um produto final. Contudo, a ideia pode ser facilmente reinventada de forma mais discreta, e claro, útil, já que as redes sociais têm invadido o mundo real.

Abaixo você assiste ao vídeo que mostra o funcionamento do dispositivo. A pergunta, agora, é: você usaria um desses?




sábado, 28 de janeiro de 2012

Carreira em web: só fica offline quem quer


carreira
* Marcelo Loschiavo

Você nem mesmo terminou de ler o título deste artigo e cinco novos blogs foram criados em alguma parte do planeta. Isso mesmo: no mundo virtual, nasce um blog por segundo. No total, estima-se que passou do trilhão o número de sites de internet e até 2012 seremos 2 bilhões de internautas. Esses dados ilustram a velocidade com que a Internet passou a fazer parte e modificou nossas vidas e o próprio mercado de trabalho.

Uma revolução que começou no Brasil há menos de 20 anos e ajudou a criar hábitos, culturas, tecnologias, formas de comunicação e expressão, tendências, necessidades e até profissões. Só para programadores de softwares e desenvolvedores há mais de 70 mil vagas no País e a estimativa é que esse número triplique até 2013.

É preciso pessoal qualificado para cuidar dos lay-outs, da navegabilidade e do conteúdo de todas as páginas de internet, blogs e mídias sociais. Tanto que é inconcebível nos dias de hoje que um site criado há dois, três anos continue igual, sem alteração no seu projeto. Nesse período, mudaram a linguagem de programação, a navegabilidade e a própria forma de o internauta se relacionar com a internet. Enquanto escrevo, novas tecnologias estão sendo desenvolvidas e as que já existem, aperfeiçoadas.

A capacidade de adaptação e a criatividade são alguns dos requisitos para fazer carreira na área. Sem contar a agilidade para acompanhar as ondas que vêm e vão. Hoje vivemos a Web 2.0, amanhã o que vai ser? O Orkut no Brasil foi um fenômeno mundial. Hoje todo mundo quer "curtir" no Facebook. A necessidade de estar sempre atento e atualizado reflete na corrida por cursos, palestras e workshops para tentar antecipar as tendências.

Isso porque em web não existe o "clínico geral". O primeiro passo para tornar-se atraente neste mercado é definir uma área de especialização. Os experts são disputados a peso de ouro. Os salários em web podem começar em R$ 2 mil para estagiários e chegam rápido aos dois dígitos, dependendo do nível de conhecimento do profissional.

Entre as quatro principais profissões do segmento de web atualmente, podemos destacar duas mais conhecidas, como webdesigner e programador ou desenvolvedor. Há ainda o estrategista de conteúdo, que é responsável por maximizar o impacto da comunicação na web, de acordo com o objetivo, e tem uma visão geral, que envolve pesquisa, estratégia editorial, gestão, produção e otimização de conteúdo, além da avaliação de resultados.

A que deve ter uma das maiores demandas é também a mais recente. O analista de mídias sociais surgiu para suprir a necessidade das empresas de se expressarem no mundo virtual por meio das redes sociais, como Twitter, Facebook e YouTube. Sua função é produzir conteúdo e fazer a interface entre a empresa e o cliente.

Muitas empresas já vivem essa realidade. A maioria, porém, não se mexe por receio de abrir o canal e receber reclamações. Parafraseando o inventor norte-americano Benjamin Franklin, que disse que as únicas duas certezas na vida são a morte e os impostos, eu incluiria a terceira: reclamações de consumidores. Saiba que elas virão, independentemente de os canais virtuais existirem ou não.

Há nas redes sociais muitos casos de clientes insatisfeitos ignorados pelos fornecedores, que expuseram seu problema na rede, na forma de vídeos no YouTube, perfis no Twitter ou blogs, criando um movimento negativo gigantesco. Se as companhias tivessem o canal aberto e bem administrado, teriam interagido com o cliente antes de o estrago ser feito. Hoje quem fala na internet grita para multidões.

Abrir esse canal, mantê-lo vivo e dinâmico, tornou-se estratégico, porque ele divulga e vende o produto, tira dúvidas, interage com os consumidores e protege a empresa, com uma característica que vira um diferencial na conquista e fidelização do cliente: a transparência. As empresas não podem mais ignorar a força da internet, o que criará milhares de oportunidades de trabalho.
E você, vai correr o risco de ficar offline?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Facebook pode fechar IPO de US$ 100 bilhões na próxima quarta-feira (01/02)


Reprodução
Facebook
De acordo com informações dos sites dos jornais Wall Street Journal e CNET, o Facebook pode se antecipar e registrar os documentos para sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) já na próxima quarta-feira (01/02). O primeiro passo será a publicação do prospecto da oferta junto ao regulador americano (Securities and Exchange Commission).

Segundo fontes não identificadas, a rede social de Mark Zuckerberg planeja levantar até US$ 10 bilhões, tornando-se assim o sexto maior IPO dos Estados Unidos. O Journal ainda afirma que o banco nova-iorquino de investimento Morgan Stanley deve ser o líder das operações e trabalhar em conjunto com outro banco, o Goldman Sachs. Com o IPO, o valor de mercado da empresa ficaria entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões.

A entrada do Facebook na bolsa de valores vem gerando rumores há anos, e é vista como um divisor de águas na história da companhia. Mark e sua equipe, aliás, pouco falam sobre a oferta inicial de ações.

Na semana passada, notícias apontavam que a empresa estaria preparando o IPO para maio. Contudo, para chegar à bolsa de valores no quinto mês do ano, o Facebook deveria dar entrada nos papéis nos próximos 30 dias, considerando que a Comissão de Segurança e Câmbio norte-americana, em geral, leva cerca de três a quatro meses para analisar e liberar os processos.

Facebook contrata jornalistas e gera rumores no mercado


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Notícias
Vários sites americanos estão publicando rumores de que o Facebook tem planos para adicionar um departamento de notícias à sua equipe. No ano passado, Vadim Lavrusik, do Mashable, e Andrew Noyes, do Congress Daily, foram contratados pela rede social e agora, Dan Fletcher, jornalista do Bloomberg, foi a mais nova aquisição. Isso aumentou as especulações sobre uma área de notícias na rede social.

Fletcher seria responsável por selecionar e postar notícias relacionadas à rede social e produtos - algo parecido com o que existe no LinkedIn, com o LinkedIn Today. Na rede social profissional, artigos e notícias relacionados a carreira, gestão e tecnologia são pinçados dos principais sites americanos todos os dias. Caso o Facebook faça algo nos mesmos moldes, podemos esperar uma corrida de veículos online e blogs, disputando uma vaga de parceiro da rede de Zuckerberg.

Steve Jobs e Mark Zuckerberg figuram na lista de Grandes Inventores da História


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Jobs e Zuckerberg
Se te perguntassem os nomes dos maiores inventores da humanidade, quem você mencionaria? No caso de 1010 americanos entrevistados pelo The Lemelson-MIT InvenTeam Initiative, com idades entre 16 e 25 anos, o resultado foi surpreendente, já que alguns grandes inventores da história aparecem ao lado de nomes bastante conhecidos do mundo atual: Steve Jobs, da Apple, e Mark Zuckerberg, do Facebook.

Em 1º lugar, aparece Thomas Edison, com 52% das respostas. Logo em seguida vem Steve Jobs, com 24% das respostas. Alexander Bell e Marie Curie também ocupam a 3a. e 4a. posições da lista, respectivamente. Na 5a. posição, entra Mark Zuckerberg.

E o motivo para que esses dois inventores modernos apareçam na lista é o fato de muitos acharem que suas invenções ajudaram a mudar as nossas vidas. Para se ter uma ideia, 40% dos entrevistados não conseguem imaginar como seria seu dia-a-dia sem um tablet ou smartphone.

Reprodução

Mas, mesmo tendo facilidade parar nomear grandes inventores, a maioria dos jovens entrevistados pelo MIT não sabe como se tornar um. 45% disseram que suas invenções não tiveram muita atenção na escola. Outros 28% disseram que a educação que recebem não os deixa preparados para entrar no campo da inovação.

Em entrevista para o Mashable, Leigh Estabrooks, diretor de educação do Programa, disse que "há a necessidade de aumentar o engajamento dos estudantes nesses tipos de experiências de inovação, para que tenhamos muitas cabeças inovadoras no futuro".

Mouse wireless é capaz de recarregar sua bateria apenas com o movimento



Leaf Wireless (Divulgação)
Leaf Wireless
A tecnologia wireless, que dispensa o uso de cabos e fios, tem crescido bastante no mercado tecnológico. São teclados, mouses e outros periféricos que se apresentam como uma ótima opção para quem está sempre em viagem ou a trabalho nos mais diversos locais, além do conforto de usar produtos que não "enrolem" entre si ou causem acidentes.

Contudo, a parte chata nisso tudo é que temos de nos lembrar de trocar ou recarregar as baterias desses dispositivos, em especial se você os utiliza constantemente. Pensando em amenizar essa dificuldade, os designers Lu Hairong e Zhang Xuehui desenvolveram o Leaf, um conceito de mouse que é capaz de recarregar sua energia apenas com o movimento aplicado a ele pelos usuários.

De acordo com o Yanko Design, a ideia do aparelho surgiu após os rapazes observarem a quantidade de pilhas que são descartadas no meio ambiente, muitas delas vindas do uso de mouses sem fio. Talvez daí tenha surgido o nome e formato "Leaf", que significa "folha", em português.

Para construir o produto, Hairong e Xuehui usaram a tecnologia da cinética, onde, ao invés do movimento feito com o mouse descarregar sua bateria, ocorre um processo inverso, ou seja, o movimento alimenta o acessório.

Por enquanto, o Leaf ainda é apenas um conceito. Mas, levando em consideração o design do aparelho e seus benefícios sustentáveis, já dá para imaginar um futuro bastante promissor com essa tecnologia.

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Twitter vai bloquear mensagens em determinados lugares


Twitter
A censura online parece não ter fim. Após sites como 4Shared e File Serve mudarem suas políticias virtuais após o fechamento do Megaupload, na semana passada, agora é o Twitter quem se manifestou a respeito de suas regras de conduta na internet.

O microblog começou, por iniciativa própria, a bloquear mensagens em certos países que podem considerá-la ofensiva, apesar de permitir que usuários de outras partes do mundo possam ler o tuíte sem problemas.

Em um post feito no blog oficial da plataforma, o Twitter anunciou que, para continuar sua expansão pelo mundo, teve que escolher entre apagar completamente tuítes, que se tornariam inacessíveis em todas as partes do mundo, ou apenas tirá-los em alguns países. Isso é necessário devido a diferentes leis ao redor do mundo, além da receptividade de certos assuntos em determinados países.

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A ação permite, por exemplo, que mensagens pró-nazismo não sejam mostradas para usuários da Alemanha e França, que censuram esse conteúdo. Porém, usuários de fora desses países poderão ler as mensagens sem problemas.

Além disso, o Twitter afirma que, ao exercer essa tática, o microblog se aproxima ainda mais do respeito. Vale lembrar que o site tem parceria com o ChillingEffects, uma organização transparente que vai registrar e relatar todo e qualquer tweet que for bloqueado.

"Começando hoje, damos a nós mesmos a capacidade de reter conteúdos de alguns usuários de forma reativa em um determinado país, mas mantendo a postagem disponível para o resto do mundo, com base no endereço IP do usuário.", continou.

Essa seria uma maneira de controlar ainda mais as contas dos internautas cadastrados. Apesar da novidade, muitos não a veem com bons olhos. O Twitter se tornou uma ferramenta muito usada para o jornalismo cidadão nas revoltas do Oriente Médio, que tiveram força no ano passado. Sob as novas regras, é possível que manifestações políticas não sejam capazes de usar o microblog, e muitos regimes repressivos, onde o site não está disponível, condena quem se voltar contra os ditadores.

"Um dos nossos valores fundamentais como empresa é defender e respeitar a voz de cada usuário. Tentamos manter o conteúdo até onde e quando podemos, e vamos ser transparentes com todos. Os tweets devem continuar a fluir", concluiu o Twitter.

Pesquisa diz que, em 2016, os Ultrabooks ultrapassarão os tablets


Reprodução
Ultrabook
Uma pesquisa feita pela empresa inglesa Juniper Research aponta que o mercado dos Ultrabooks deve ultrapassar o dos tablets em 2016.

A Juniper estima que cerca de 180 milhões de Ultrabooks sejam entregues em 2016, principalmente no Ocidente da Europa e América do Norte.

Hoje, já existem no mercado diversos modelos de Ultrabooks. Talvez o mais conhecido seja o MacBook Air, da Apple, que mostra que um dispositivo pode ser fino, elegante, potente e ainda contar com uma bateria de longa duração.

Porém, na pesquisa, a empresa afirma que o "MacBook Air representa o símbolo das oportunidades e desafios para os Ultrabooks. Embora tenha tido uma ótima recepção no mercado, o alto preço do modelo e de outros produtos da Apple fez com que eles continuassem a ser um segmento de nicho". Mas é esperado que esse custo caia nos próximo anos.

Mesmo que os tablets sejam produtos bastante atrativos por sua mobilidade, eles decepcionam muito em suas funções limitadas, como a falta, por exemplo, de um teclado e mouse.

Zuckerberg é "rigido, mas é justo", diz ex-funcionário



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Mark Zuckerberg
Yishan Wong trabalhou no Facebook entre 2005 e 2010 como diretor do departamento de engenharia e deu sua opinião sobre como é trabalhar com Mark Zuckerberg, CEO da rede social. Para ele, o empresário é "rígido, mas justo".

A mensagem está no siteQuora e foi postada em resposta à pergunta: "O Mark Zuckerberg é um CEO autocrático com quem ninguém quer trabalhar? É sofrido trabalhar com ele?". Wong diz que há muitas pessoas que estão felizes em trabalhar ao lado dele, mas também há diversos empregados que acham a tarefa difícil.

Wong descreve Mark como um chefe que não é uma pessoa difícil de se trabalhar se você é uma pessoa que quer conquistar coisas grandes em sua vida. "Mas, se você quer fazer algo rápido para ter tempo de jantar tranquilamente, ele não é o cara para você", explica.

Na resposta, Wong também disse que Mark é um pouco maníaco em fazer com que o Facebook tenha sucesso: "Isso não quer dizer que ele seja uma pessoa perfeita a nível pessoal. É apenas profissionalismo, ele é focado em fazer com que o produto dê certo e possui um limite de tolerância com fragilidades emocionais das pessoas que estão a seu redor na missão", diz.

Ele também comenta que acha "esse nível de exigência pessoal muito necessária para uma pessoa que dirige uma empresa global e que pode mudar o mundo", e completa: "muitos podem não aguentar a pressão". Mark simplesmente não conseguia dar muito acompanhamento emocional a seus funcionários.

Ao que parece, Zuckerberg tem "toques" da Síndrome de Aspenger, por não dar opiniões sobre os conselhos dos funcionários. Wong diz que Mark não diz "oh, tudo bem" ou "entendo!", mas só escuta, "às vezes, olhando para longe de você". Wong estava sozinho com ele em uma sala, uma certa vez, e Mark lhe pediu sua opinião. Ele diz que só dá para saber se ele aprovou ou não a ideia quando uma estratégia muda com base naquilo que você disse.

Facebook começa a processar responsáveis por golpes na rede social


divulgação
Facebook - Segurança
O Facebook quer acabar com o spam dentro da rede social, e para isso se juntou a advogados para começar a entrar com ações contra empresas que tentam enganar usuários do serviço, de acordo com oVentureBeat.

A Adscend Media é a primeira vítima. De acordo com o Facebook, a empresa engana usuários para conseguir que eles forneçam dados pessoais e dinheiro. Duas ações já foram feitas contra a empresa.

A principal prática da Adscend Media, segundo o Facebook, é o "clickjacking". Ela esconde códigos em um link ou em uma imagem e, quando o usuário clica (normalmente em uma chamada para um vídeo estranho ou algum tipo de aplicativo), ele é levado a uma outra página indesejada - e não é só isso, o golpe também faz um post no mural do usuário para tentar enganar outros amigos.

De acordo com um grupo de advogados que está do lado do Facebook, empresas como a Adscend Media conseguem até US$ 1,2 milhão por mês com os golpes.

Temporada de negociação de salários para TI é aberta com reajuste de 7,5% a 9,1%


Reprodução
Salário
Nesta segunda-feira (23/01) o Sindicato dos Trabalhadores (Sindpd) e o Sindicato dos Empresários (Seprop) chegaram a um acordo com os trabalhadores de TI para aumento de salário. Assim, houve aumento de 7,5% a 9,1% no piso salarial, na 4ª rodada de negociações da campanha.

Essa mudança atinge digitadores, help desks, profissionais com funções administrativas e técnicos de informática. Porém, para os empregados do ramo de office boy, o reajuste foi de 15%. Na realidade, os ganhos reais dos funcionários irão de 1,4 a 3,02%, já que a inflação no período ficou em 6,08%.

Para Antonio Neto, presidente do Sindpd, "o desempenho no setor é excelente", com crescimento de 13%. Para ele, o programa Brasil Maior, que desonerou a folha de pagamento, irá ajudar, já que fará com que as empresas tenham incentivo tributário. "Iniciamos 2012 com o pé direito, mostrando que o país está com a economia aquecida e a TI é um de seus principais motores", afirma.

O PLR (Participação em Lucros e Resultados) e o VR (Vale Refeição) também mudaram. Empresas com mais de 50 funcionários terão 90 dias para começarem a implantar o PLR. As com mais de 100 empregados terão de pagar no mínimo R$10 de VR para cargas horárias de 8 horas - mas a restrição cairá para 50 funcionários em 2013.

A hora extra será de 75% para as 2 primeiras após a jornada normal. Após esse período, o valor é de mais 100% por hora. Aqui, vale uma ressalva: trabalhadores que já têm benefícios maiores não poderão ter esses direitos diminuídos. Os reajustes já valem para janeiro.

Novo transistor da IBM desafia as leis da física


Fonte: Extreme Tech
Transistor
O transistor de silício, com 11 nanômetros, já não é mais o menor do mundo. A IBM revelou hoje um novo modelo de transistor, feito com nanotubos de carbono, que tem apenas 9 nanômetros de tamanho - ou, em uma medida simplificada, 0,000009 milímetros. Mais ainda, o novo transistor pode ser a nova palavra em aumento de desempenho e economia de consumo de energia.

A criação da IBM possui uma frequência de ação que lhe permite trabalhar com voltagens muito baixas - até meio volt - ao mesmo tempo em que é capaz de transportar até quatro vezes mais carga de dados, o que aumenta a qualidade de sinal em aparelhos que fazem uso dessa tecnologia, como smartphones e roteadores.

As empresas de tecnologia, atualmente, estudam formas de viabilizar o carbono como componente principal de transistores, pela sua maior capacidade técnica em relação ao silício, usado atualmente, mas o estudo ainda não está adiantado pois a produção comercial do carbono é complicada

Executivos declaram que Apple sabe do trabalho escravo nas fábricas da Foxconn



Foxconn (Reprodução)
Foxconn
De acordo com uma reportagem publicada nesta quinta-feira (26/01) pelo The New York Times, a Apple, que frequentemente é acusada de trabalho escravo nas fábricas chinesas da Foxconn, afirmou que está ciente dos abusos existentes nas unidades.

As informações foram declaradas por mais de trinta operários atuais ou antigos, além de cerca de seis executivos também atuais ou antigos da empresa da maçã, todos sob condições de anonimato. O texto fala sobre as péssimas e desumanas condições de trabalho nas instalações da Foxconn, na China. Trechos trazem as péssimas condições do ambiente e a agonia de funcionários que sofreram acidentes ou de pessoas que perderam parentes dentro da companhia, como em cenários de explosões e serviços forçados.

"Nós já sabíamos dos abusos de trabalho em algumas fábricas há quatro anos e, mesmo assim, eles ainda estão acontecendo. Por quê? Porque o sistema funciona para nós. Os fornecedores mudariam tudo amanhã se a Apple dissesse não haver outra alternativa", disse um ex-executivo da Apple que, assim como outros citados na matéria, falou sob condição de anonimato devido a acordos de confidencialidade assinados com a companhia.

Outros ex-executivos da maçã dizem que há uma tensão dentro da empresa: uma parte quer melhorar as condições nas fábricas, mas todo o empenho nesse sentido se esgota pela necessidade da entrega rápida de novos produtos e lucros incessantes. O árduo sistema de produção na China tornou possível fazer dispositivos de maneira rápida e surpreendente, e não apenas para a Apple. Outras empresas de tecnologia, como Dell, HP, IBM, Lenovo, Motorola, Nokia, Sony e Toshiba também foram citadas na entrevista.

Ainda segundo a reportagem, menores de idade têm ajudado a construir os produtos da Apple, como iPhones e iPads, e os fornecedores têm descartado resíduos tóxicos de forma inadequada, gerando uma série de infrações já registradas pelas auditorias promovidas pela própria Apple. Contudo, não houve sequer uma solução mais eficaz para o problema. Além disso, os funcionários trabalham horas extras excessivas - e, em alguns casos, sete dias por semana -, e vivem em dormitórios lotados.

Os executivos argumentam que o sistema não é dos melhores, mas que uma possível reforma radical poderia tornar o processo de produção mais lento. As pessoas querem inovações eletrônicas todo ano e isso custa dinheiro. Como a mão de obra na China é mais barata do que em outros locais, o país se tornou o paraíso para que as gigantes da tecnologia produzam seus dispositivos de maneira rápida e a baixo custo.

"A Apple nunca se preocupou com nada além de aumentar a qualidade dos seus produtos e diminuir o custo de produção. O bem-estar dos trabalhadores não faz parte dos interesses da Apple", disse Li Mingqi, que até abril de 2011 trabalhou na administração da Foxconn. Li está processando a taiwanesa por causa da sua demissão. Quando era funcionário, ajudou a gerenciar a fábrica de Chengdu, onde ocorreram explosões.

Em 2010, Steve Jobs falou sobre as relações da empresa com os seus fornecedores, em uma conferência para investidores da indústria. "Acho que a Apple faz um dos melhores trabalhos entre todas as companhias em nossa indústria, e talvez em qualquer setor, ao compreender as condições de trabalho na nossa cadeia de fornecimento. É uma fábrica, mas eles têm restaurantes, cinemas, hospitais e piscinas, e, para uma fábrica, isso é muito bom."

Um ex-executivo da Apple afirmou que "realmente estamos tentando fazer com que as coisas fiquem melhores. Mas a maioria das pessoas ainda ficaria perturbada se visse de onde vem o seu iPhone".

Apple responde

Por meio de uma carta enviada a seus funcionários, Tim Cook, CEO da Apple, rebateu a reportagem do The New York Times. O site 9to5Mac divulgou o documento, que traz afirmações como, por exemplo, a de que a Apple "se preocupa com cada um de seus trabalhadores em toda a cadeia do processo. Qualquer acidente é um problema, e qualquer incidente relacionado a condições de trabalho é motivo de preocupação. Qualquer insinuação de que não nos preocupamos é falsa e ofensiva para nós". Ele ainda afirma que a Apple inspeciona cada vez mais fábricas todos os anos, expandindo cada vez mais a fiscalização para todas as suas fornecedoras. "A gente desconhece qualquer um em nossa indústria que faça tanto quanto nós, em tantos lugares, com tantas pessoas".